O Copo Nao esta meio Cheio
Plantei-me uma semente de silêncio
Em meio a uma floresta
De outros pés de sons intensos
O silêncio, que era bom, vingou
Germinou como quem nasce
Se plantado em lua crescente
Desde então, esse só cresce
Incessante, insistente
Chega até dar medo
O outro nome que a isso se empresta
é pé de segredo
O silêncio, se é que eu sei
Não tem nenhum compromisso
Não tem lugar onde chegar, nem idade
Pois desobedece o tempo
É uma planta temporã, sem lei
Pode ser que, se plantada de manhã
Se agigante
Pode ser que se atrase
Talvez pareça até ter fases
Da lua, pra que cresça
O nome disso é verdade
Pode parecer que sim
Pode parecer que quase
Mas no fim
Um dia, numa madrugada fria
Quando todo mundo
Tá incauto e dormindo
O silêncio dá seus frutos: imbróglios
São tantos
Que os outros dez mil sons se calam
Fingem mudos, se embalam
Olhos astutos, mudos lábios
Mono silêncio, uníssono
É quando esse som grita até
Chega a ser bonito de se ver
E não se ouvir.
Edson Ricardo Paiva
Meio poema.
Hoje
Amanheceu assim, meio que colorido
Assim me veio
Meio que uma ideia
Meio que um acordo
Selado comigo
Por medo de um medo alheio
Se a cor do dia trouxesse
Aquela alegria
Que tem dias a gente
Palmeia na mente
Que tanto a semeia no peito
Do jeito que anseia
De tantas vezes
Que ela veio e desviou-se
Mas hoje, essa manhã tão colorida
Trouxe meio que o doce da vida
Meio que rateada
Trouxe um pouco
Um quase nada de esperança
Creio eu que seja fruto
Da sabedoria adquirida
Depois de tanto dia amanhecido em minha vida
Cuja mensagem, que vejo na imagem do dia
É a de que toda e qualquer esperança
Cuja cara de alegria faz
Sobrepuja, ultrapassa veloz
A toda experiência atroz vivida
E que a menor de todas as simplicidades
Elas sempre se sobrepõem em graça
Expondo a verdade e o sentido da vida.
Edson Ricardo Paiva.
Hoje
Eu pensei em você
Passei um tempo assim
Meio triste
E meio sem saber
O quê te fiz
Olhando fotos
Hoje, antigas
Fitei-me no espelho sem mentiras
Concluí
Que ainda sou o mesmo
Porém o teu olhar
Mudou demais
Há ainda
Um Oceano infinito
de lugares vazios
Ao redor de mim
Você não quis ficar
em nenhum deles
mesmo assim
Aquelas quadras de amarelinha
e a corda que a gente pulava
Estão para sempre apagadas
das tardes que, porventura
você talvez ainda traga
Nesse teu duro coração
E assim
A história se acabou
antes do fim
Melhor eu levantar-me
e ir-me embora
No teatro que encenas na vida
Eu sei, não pode haver
Lugar pra mim
Ontem
Minha alma saiu a passear
Em meio a lugar desconhecido
Estrada larga
Escura madrugada
Iluminada pela luz de estrelas
Olhando para elas perguntei
Qual força Deus usou
Para erguê-las lá no Céu
E que tecido Deus usou
Pra fazer o véu da noite
E quem será o noivo
de tão bela criatura
Hoje
Noite escura iluminada
À luz de vela
abro a janela
Estrelas não há
Somente o som de água corrente
que vem lá do meio da mata
A escuridão traz o perfume
e a serenata
vagalume solitário
iluminava intermitente
A galha da cigarra
Que aproveitava a escuridão
pra fazer farra
E nem percebe do morcego a chegada
Em pouco menos de um segundo
Só se ouvia
O som do sossego e mais nada
É preciso coragem para seguir em frente meio a tantos obstáculos para te derrubar; o mundo oferece possibilidades pra quem ousar a enfrentar...
Mar de açoites esverdeado transparente
No céu azul, lençol meio rasgado
Tal juras estelares na expansão quente
Estrela cadente cai no abismo, é passado.
As Leis são do universo. O homem é apenas um objeto do meio, aonde os rituais místicos são repetitivos e ofegantes, às vezes tão nostálgicos. Esses, são como o miauuu do gato, o muuu da vaca, o béee do bode; basta ouvir e concordar que isso nunca mudará. (A. Valim).
E pelas ladainhas nostálgicas em manhãs de domingo meio santo, eu deveria tê-lo o céu como recompensa.
A religião é um meio pelo qual se tenta produzir seres humanos passivos em uma perspectiva daquilo que talvez não aconteça: o milagre e a salvação para uma vida cósmica após uma vida terrena. Os processos promovem a inércia e o medo de um Deus vingador e punitivo em conformidade com o estado de pobreza; o surrealismo da forma de vida humana.
Eu via você por uma pequena parte da janela entre a porta meio aberta e alguns livros na estante do fundo. Como pôde eu me colocar diante de você, que enquanto sorria eu me prendia atento em teus gestos quaisquer sobre a mesa. Entre um livro e outro me encantei, imaginei que pudesse permanecer te olhando sem que você percebesse. Simplesmente hoje foi meu dia de olhar para você.
Em meio aos castiçais de ouro se reluz a imagem superior do cristianismo, e nas vestes do papado o alto poder da luxúria. Tão necessário quanto às causas humanitárias para dar veracidade à existência de um Deus humanizador. Por fim um candelabro dourado é tido como símbolo do poder egoísta na ordem dada por Deus. Deus por essa atitude se enquadra no pecado da luxúria, mas a sua luz nunca irá se apagar.
A prática da vida humana em uma manhã de domingo meio santo na forma nostálgica da oração do louvor e da adoração não é condizente com a lógica de uma juventude que almeja dormir até ao meio dia.
"Andamos para o futuro temendo o passado por razões de o meio justificar os fins, é no início que as razões são o presente. O futuro não é um mistério na perspectiva de um ser presente com o qual justifica os fins nos inícios; caminhar a passos lentos ao futuro que deixa de ser uma sombra misteriosamente escondida na ilusão de bem-estar torna-se a única realidade de sobrevivência de seu âmago."
Sufoco
Em meio a tanta coisa nova, tantos pedares e tanta alegria, existe um espaço que nada preenche, esse sentimento de dor, tristeza e angústia. Algo que faz vc se sentir dispensavel, não parece que lhe dão amor, não parece que lhe dão valor.
Sufoco é a palavra, vontade de sair daquele momento. Momento de dor e de desespero, o de vc quer apenas se esgueirar e não quer mais incomodar ninguém, mas quem decide se está sendo incomodado, quem decide se está lhe dando amor, quem decide até onde vai sua vida, tudo isso é decidido por momentos. Há momentos que as pessoas te amam, há momentos que elas ainda lhe amam, mas não acham válidos demonstrar. Há momentos em que as pessoas gostam de sua presença, mas há momentos que elas não percebem mostrar o inverso. Há momentos que sua vida é uma alegria imensa que transborda no seu sorriso, mas há momentos que mesmo alegre algo apertada tanto seu coração e esse algo vc não sabe o q realmente é e ele transborda em seus olhos.
Hoje busco apenasr libertar desse sufoco. Sufoco o qual, não tem origem, não tem vazão, não tem porque. Ou tem?
Te Gerei no meio de um caos que minha vida estava.....mesmo em meio a tudo agradecia tanto a Deus por ter ouvido meu pedido e ter me dado você meu amor, amor meu......foram tantas lutas o medo de te perder 3 meses sem sair pra nenhum lugar sozinha e tendo que se virar com tudo. Após os três meses via você crescer e meu coração se enchia de esperança tudo estava bem com você com 6 pra 7 meses a diabetes, restrições alimentares e muitas doses de insulina. Foram dias difíceis mas suportei e superei tudo sozinha fisicamente mas Deus sempre esteve comigo me dando força e discernimento. Um mês depois sem insulina e restrições chegou o dia do seu nascimento , você nasceu de parto normal fomos pra sala tia sueleide estava com a gente
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