O Amor tem que ser Alimentado
Uma fala, um gesto, uma canção, uma paisagem, um semelhante que passa diante dos meus olhos tem o poder de me levar de volta ao passado ao rejuvenescer minha rica, mas envelhecida memória
Um acumulador capitalista só tem seu sono perturbado se perceber que seus concorrentes estão levando vantagem no sistema mercantil no qual está enquadrada sua empresa e toda sua lógica, o que lhe obriga a ter, não importa de que forma!, mais e mais lucro para não falir, nunca porque está se compadecendo de seus pobres e humildes assalariados
E o silêncio "satisfeito" das panelas vai consentindo, percebem? Eles não têm mais por que batê-las.
Tem determinadas feridas que, de tão profundas, se o tempo e sessões terapêuticas não se encarregarem de tratar, leva-nos a ter um transtorno pro resto da vida...
A vida tem um jeito cruel de nos testar, de nos fazer lidar com perdas que não esperávamos enfrentar tão cedo. Nos últimos três anos, eu me vi atravessando um mar de lutos que me transformaram profundamente. Perdi as duas avós que foram símbolos de carinho, histórias e laços familiares que nunca imaginei romper tão bruscamente. A partida da minha tia, uma mulher tão importante e presente na minha vida, deixou um vazio que ainda ecoa em cada memória que compartilhei com ela. Como se isso não bastasse, meu sobrinho, o primeiro filho da minha irmã, não teve a chance de respirar fora do ventre, vítima de um erro médico que não apenas tirou dele a vida, mas também roubou da nossa família a alegria de conhecê-lo.
Cada uma dessas perdas pareceu me arrancar um pedaço, deixando cicatrizes que ainda estou tentando entender e curar. O luto nunca é simples, mas a soma dessas despedidas inesperadas tornou meu luto algo complexo, quase avassalador. Aprendi que o tempo pode até ajudar a fechar feridas, mas ele não apaga as dores. Ele apenas nos ensina a conviver com elas, a acolher essas ausências como parte de quem somos.
E agora, enquanto ainda digiro essas ausências, me vejo lidando com um luto diferente, o luto de pessoas vivas. Perder minha família, minha ex-esposa, com quem compartilhei sonhos e tantos momentos, tem sido um tipo diferente de vazio, uma saudade daquilo que um dia foi e nunca mais será. A separação transformou minha relação com minha filha, em algo distante e dilacerante. Não é apenas a perda física, mas o fim de uma vida que eu planejei, a quebra de um lar que parecia ser minha âncora.
Viver sem minha ex-esposa e sentir a ausência da presença diária da minha filha tem sido uma batalha constante. Às vezes, é como se eu estivesse de luto por versões de mim mesma que não existem mais, por aquela vida que eu tinha como minha. O luto por uma família que se desfez é tão profundo quanto o luto pela morte, porque ele carrega a carga do amor que ainda existe, mas que não pode mais ser vivido da mesma forma.
Cada dia é um esforço para equilibrar o peso dessas ausências, para aprender a amar de longe, a deixar ir sem realmente esquecer. Tento encontrar força nas pequenas coisas, em cada conversa que ainda posso ter com Rebecca, nas memórias das pessoas que partiram, e na tentativa de me reconstruir diante de tanta perda. É um caminho árduo, mas eu sigo, mesmo que com passos vacilantes.
Quantos relógios teremos que quebrar para alcançarmos a eternidade?
A glória tem sido roubada por ponteiros.
Está é a geração que teve uma infância de ouro e por consequência a que tem a pior juventude e será a pior geração de velhos!
Tem gente que não suporta ver alguém crescer...
Não porque te acha melhor.
Mas porque, no fundo, sabe que você teve coragem de fazer o que eles escolheram adiar a vida inteira.
Sucesso é filtro. Sucesso é revelação.
Tem silêncios que me agridem e barulhos que me curam.
Nem todo silêncio é paz. Alguns silenciam o que deveria ser dito e nos ferem mais do que qualquer palavra mal dita. É o silêncio da ausência, da indiferença, do não dito que pesa. Ele não acalma — agride, porque o ser humano precisa do som da presença, da comunicação, do afeto.
E há barulhos que, ao contrário, nos curam. O riso de alguém querido, a música que toca fundo, o som da chuva ou do cotidiano que nos ancora no presente. Esses ruídos nos lembram que estamos vivos, conectados, amados. Eles têm o poder de ser abraço, consolo, recomeço.
A sabedoria está em perceber que o valor não está no silêncio ou no barulho em si, mas no sentido que damos a eles. Alguns silêncios são muros; alguns barulhos, pontes. É preciso escutar com o coração para saber a diferença.
@brito.bc
A nanotecnologia já tem potencial para levar a engenharia para seu próximo estágio de desenvolvimento.
A vida é uma flor dourada
tem raiz na minha mão.
Quando semeio meus versos,
não sinto o mundo rolando
perdida no meu sonhar
nos caminhos que tracei.
Uma das coisas que a vida me ensinou é que tem gente que demora para amadurecer.
E quando acontece, já está podre.
