O Amor Nao Morre apenas Adormece
A última que morre!
Esperança...
Enganar meu coração?
Às vezes penso que sim, outras vezes penso que não.
É o que me resta!
Aguardarei a morte da esperança...
'A nossa alma se alimenta de tudo que amamos e quando paramos de fazê-lo, um pouco de nós morre, felizmente é uma questão opcional que ao menor movimento mergulhamos novamente em nossas almas e a cada vez que este mergulho se prolonga mais se propaga pela eternidade em nós"
ESPERANÇA & TORMENTO
Já ouviu aquele ditado popular de que a esperança é a última que morre? É com a ideia de esperança que o Mestre dos sonhos derrota Lúcifer em uma cena épica no episódio 4 de Sandman, depois de quase sucumbir.
A esperança, conhecida como a Deusa Élpis na mitologia grega, remonta suas origens ao famoso mito da caixa de pandora. Zeus, irritado com Prometeus (o deus que vê o futuro) por ter dado o fogo divino do Olimpo aos homens, manda como parte da vingança, Pandora, a deusa de todos os dons, para casar-se com o irmão de Prometeus, o Epimeteus (o deus que vê o passado).
Pandora leva consigo uma caixa da qual não sabe de seu conteúdo interno. Curiosa, ela abre a caixa e libera na terra todos os males da humanidade: pragas, guerras, doenças, ódio, vingança… Junto com os males veio a esperança, mas Pandora, com medo, fecha a caixa antes que a esperança se liberte, deixando aos humanos apenas a expectativa de que um dia ela se liberte e leve consigo o mal.
É baseado nesse mito que surgiu o tal ditado popular. Na vida real, temos esperança em várias coisas: Na religião, com uma promessa de paraíso, na política, com a esperança de que em 4 anos um país seja mudado, na justiça, com a esperança de que exerçamos todos os direitos que nos cabem.
Assim como no mito de Pandora, a esperança é o impulsionador da vida. Graças a ela, podemos viver diante do tormento, na esperança de que as coisas um dia darão certo no final. Em um país com tanta discrepância social e injustiça, a esperança é a última que morre.
Mas com esperança vem a ação. Segundo o mito, Prometeu viu no futuro o potencial da humanidade e resolveu dar a ela o fogo divino, como ferramenta de ação para exercer esse potencial. Uma fagulha desse potencial ficou contida na esperança, mesmo após a vingança de Zeus.
Estamos deixando o tormento nos consumir ou estamos nos utilizando da esperança como ferramenta para agir? Em uma dualidade antagônica, um lado só pode superar o outro exercendo ação de força maior sobre ele. Para libertarmos o potencial da esperança, temos que ter o arquétipo de Prometeu manifestado: o de ver e agir.
A fé do povo que acende a vela,
A dor do povo que chora na capela,
A fome do povo que morre na panela,
A alegria do povo que sacode a canela,
A esperança do povo que navega na caravela,
O amor que mora no peito que é só dela,
"Se tirar um peixe da água, ele morrerá ; e quando remover uma árvore do solo, ela também morrerá. Da mesma forma, quando o homem se desconecta de DEUS, ele morre. Deus dá vida e nos nutre verdadeiramente. Portanto, a água sem peixe ainda é água, mas peixes sem água não são nada .
O solo sem a árvore ainda é solo, mas a árvore sem solo não sobrevive. Deus sem o homem, sempre será AMOR, mas o homem sem DEUS, nada é. O amor é a parte que nutre o ser humano. Como o peixe que precisa da água e a árvore que precisa do solo, precisamos de amar e sermos amados para que possamos florescer".
No outono cai a folha,
seca, morre sem calor,
vento traz a primavera,
cores e aroma de flor.
E se mudam estações,
instigando corações
a se abrirem para o amor.
"Todo mundo morre, mas ninguém se vai. Alguma coisa fica, talvez a melhor parte. Afinal, neve é só neve quando cai, e todos nós vamos derreter um dia. Um senhor triste uma vez disse: 'O que sobrevive é o amor.'"
Luto! Luto por quem luta e morre por liberdade,
por aqueles a quem ama...
Dedicado a Thainara Vitória Francisco Santos
Dizem que, quando alguém morre tragicamente, seu espírito permanece algum tempo no lugar onde morreu. E às vezes, por alguns segundos, os vivos podem sentir os mortos que um dia amaram.
