Nuvens
Castelo de sofrimento,
em outras auroras,
as almas penas,
do sofrimentos
ares das nuvens,
pairam entre brumas,
das cachoeiras videiras
nas corredeiras a sofrência do repente,
justo na nascente o canto dos pássaros,
e o bugio dos macacos diferente da onça
que pode descansar no galho da arvore,
os sonhos são vulgo da adversidade,
em alta horas aparece o gamo comendo palha da relva,
pode se assustar de frente com pio da coruja,
o coelho se esconde com fome ainda sonha...
com as matas e seu sussurro perdido no tempo das queimadas.
mais que lagrimas sonhos mortos num desejo de viver.
Uma Grande Reunião
Nós que estamos vivos e permanecemos seremos arrebatados com eles nas nuvens para encontrar o Senhor. - 1 Tessalonicenses 4:17
O evangelista do século XIX, DL Moody, adorava contar uma história sobre os pescadores que se aventuravam no mar Adriático. Todas as noites, suas esposas iam à praia para aguardar o retorno de seus maridos após um longo e perigoso dia.
Ali, eles cantavam o primeiro verso de um hino familiar, depois faziam uma pausa e ouviam atentamente. Eles sabiam que seus maridos estavam seguros quando os ouviram cantar o segundo verso, que era carregado pelo vento através das ondas.
Moody disse: “Talvez, se quiséssemos ouvir, também pudéssemos ouvir - neste nosso mundo agitado pela tempestade - algum som, algum sussurro carregado de entes queridos à distância.” Enquanto contemplava a volta do Salvador e se unia a seus entes queridos. , ele disse que era como se ele quase pudesse ouvir o eco de suas vozes "quebrando a música nas areias do tempo".
Eu gosto de pensar que, mesmo quando desejamos ver nossos entes queridos que foram para o céu, eles estão aguardando ansiosamente o dia em que estaremos juntos novamente. Um dia desses, se formos “apanhados com eles nas nuvens” (1 Th. 4:17) ou se atravessarmos o vale da morte, teremos uma grande e grandiosa reunião. Oh, que alegria haverá!
Amigos estarão lá que eu amei há muito tempo;
Alegria como um rio ao meu redor fluirá;
No entanto, apenas um sorriso do meu Salvador, eu sei,
através dos tempos será glória para mim. Gabriel
A morte não pode separar aqueles que são um em Cristo. Richard DeHaan
Seus olhos são como um oásis no deserto
espelham as dunas, as nuvens e as palmeiras
e por onde olhas, reflete a natureza
posso quase que mergulhar em seu olhar
o brilho e a beleza que ele reluz
é mais vívido que o próprio reflexo das águas
Rabisco nas nuvens
pensamentos absortos
pequenos relâmpagos faíscam
e abraçam o imponderável.
Toda palavra é precipício e salvação
chuviscos dentro da alma
invadindo o porão de lembranças.
Era terça-feira, início da semana, quando as encontrei. O céu estava cheio de nuvens com desenho de animais imaginários que me fazia recordar uma infância bonita. Mas de nada me valia lembrar-se de coisas boas naquele momento, pois a notícia que eu carregava não tinha cores e nem sabores de infância feliz. Aqueles olhares serenos que me acolheram naquela porta feita de sacola preta escondiam toda a tristeza e dor que há alguns dias insistia em permanecer fazendo morada naquela casa. Aquelas mulheres tinham que se fazer de forte para a sociedade do julgamento. O choro, o luto e a tristeza eram sentimentos que não podiam ser sentidos por aquela família da periferia. Não se pode ou deve chorar por pessoas ditas “ruins”, “usuárias de drogas”, “almas sebosas”. Por aqui, o choro e o luto só são permitidos para pessoas ditas “de bem” e “de poder”. O choro bonito e comovente tem classe e cor. [...] A semana passou, as nuvens continuaram a aparecer pelo céu de Fortaleza, no entanto, a minha recordação não era mais de animais imaginários, mas das lágrimas evaporadas daquelas mulheres que não podiam sequer chorar por aquele familiar que tanto amava. O céu de Fortaleza, tão cheio de nuvens bonitas, esconde lágrimas de mães, irmãs, tias e avós. Lágrimas que ninguém enxerga, que ninguém sente, que ninguém enxuga... até quando?
Ode à chuva
Cavalgo com as nuvens em estradas de vento, trago boas novas à terras velhas, a frutos novos e a telha velha, centelha, um momento divino, como o sabor de bom vinho,
Quando menos se espera, apareço a espreita, pronto pra regar, curar, acalmar, refrescar, sou o orvalho, a chuva...
Nossas vidas se parece com o ciclo da água...
As vezes nas nuvens, outras vezes no fluxo calmo de um riacho,
E também no fundo do poço. Temos grandes quedas e muita turbulência. Mas não estamos sozinhos, sempre estamos junto de alguém, seja em momentos bons ou ruins.
Cores maravilhosas
Em nuvens formosas,
O céu brinca de me hipnotizar
Enquanto estou a olhar
Esse maravilhoso lugar,
Ninguém precisa estar
No vigésimo andar
Para poder observar,
Basta prestar atenção
E verá então
Maravilhas que parecem ilusão.
Nuvens brancas se vão, como a felicidade, nuvens escuras vem e derrama toda chuva causada por dor, é passageira mas machucou, e machuca como a solidão, eu não preciso de luz eu tenho uma interna, não é da felicidade mas é das ideias, ideias tristes passageiras que felizmente se vão, e infelizmente vem, vamos viver que o mundo já é triste, os nossos pensamentos nos mata lentamente, viva não chore, sorria pois tem alguém do seu lado.
Amor é mais que uma sensível palavra de quatro letras...
Amor é viajar nas nuvens vendo o belo sorriso daquela que fisgou sua atenção...
Amor é enxergar com os olhos um rosto lindo, mas ver a singularidade nos majestosos olhos dela, a assaltante do seu coração...
Que o nosso amor esteja junto do ontem pro hoje e de hoje até o amanhã , que os nossos corações celebrem esse amor que terá mais que quatro letras, terá toda nossa história de amor, única e inteira...
Domingo Depois do Amor
Já semeei as pequenas mudas de arco-íris
em nosso céu de nuvens férteis e selvagens
Roubei dos vizinhos as roupas dos varais
pra reservar mais espaço aos passarinhos
Tingi minhas palavras de poeta e sonhador
com os odores de um jardim em flor
Também bordei girassóis nos lençóis
pra clarear nossas noites de insônia
Recordei aventuras e inventei estórias
pra tentar adormecer sua alma cansada
As mãos dadas, os pés selados...
o sopro de duas vidas que jamais será tirado
Fitamos o abismo e continuamos a brincar:
nada apagará a ansiosa paixão no olhar
Renova-te
Remove as nuvens do ontem
Dos olhos do teu amanhã.
Faz a manhã de novos tempos
Clarear a noite do teu viver.
Abre os olhos do caminho
Para encontrar o horizonte perdido.
Sente no coração o tempo da distancia.
Águas passadas não trazem esperança.
Algo estar por vir,
Deixa seguir o rumo do rio.
Saiba acordar o desejo de sorrir,
Use o espelho para refletir.
Liberta-te da prisão do ontem,
Os sonhos voam como pássaros.
E assim, aproxima-te do horizonte
Trazendo a paz que ficou distante.
O destino se tornara parte e não o fim,
Purificado pelo ontem vivido em ti,
Fazendo-te livre como as flores de um jardim.
Protegendo-te como asas de um querubim.
Lembranças jogadas ao vento,
Aproveita os novos tempos,
Renova sentimentos,
Sinta-te dentro do ventre.
Enche o átrio com tempo
De grandes momentos.
Aconteça-te num dia de paz.
A paz que te apraz.
Livra-te das folhas mortas.
Escancara essas portas.
Faz chover na tua horta.
Se feliz! Cultiva o que importa!
Era apenas frio...
Começou com um vento frio e denso, nuvens fechadas e paradas no tempo, luz que desafinava do seu tom. Era dia, entretanto, com sensação noturna ele prevalecia.
O obscuro das lamparinas aqueciam os casebres que ali se encontravam, perto das janelas dos quintais, às vezes nos portões ou em cima das mesas de madeira. Elas estavam em todos os lugares, sofridas, rachadas pelos arredores e descascadas de velhice, eram sóbrias e inúteis ao olhar. Aguentavam, pois eram destinadas a isto: Aguentar. ‘Só mais um pouco’ diziam elas, todas com energia vital renovada a cada dia e com a esperança diária de ser “útil” para aquele humilde povo, que vagava constantemente no meio das grandes plantações, a procura do mantimento que os sustentava. As provações eram constantes, fazia parte daquele lugar, uma delas era a névoa que consumia e devorava o trabalho ardo dos homens e mulheres, dia e noite, noite e dia... Difícil, mas compreensivo... Viviam em um lugar onde os rios oravam à mãe natureza pedindo: - POR FAVOR, AQUEÇA-NOS PARA QUE ASSIM VIVAMOS E POSSAMOS LOUVAR A TI, Ó! MÃE NATUREZA. Contudo, a resposta, quem fornecia não era ela e sim, Deus, que fez tudo e todos, mas ninguém compreendia que desde a fundação foi dada a largada de uma jornada árdua e difícil de lidar.
Com esforço eles, (homens e mulheres) descalços em linguajar, mas armados em guerrear, contra o inimigo da fartura, tinham que carregar em seus lombos, as consequências do orgulho.
Assim, mas um dia se passou. O dia que não era dia, e sim um rastro diurno que só impugnava o tempo, e que cada momento ia desaparecendo, lentamente, aos sons das águas condensadas que caíam sem parar em um ritmo dançante, porém, o tempo estava opressivo demais para bailar.
Contradições temporais eram descritas no papel, de um escritor que, sem motivo algum, descrevia detalhadamente o tempo que, certamente nunca vivenciou, e chegando ao alto de sua imaginação, parágrafos e palavras ele recitou...
“Era apenas frio” - continuou...
Conflito
Chove torrencialmente. O aguaceiro não dissipa as nuvens cinzentas.
Fora, o mundo indiferente segue seu ciclo, primavera, cores, flores.
