Nuvens
Você pode deixar algumas partes da tela da sua vida sem pintar; lembre-se de que as nuvens são naturalmente brancas, não azuis.
O POMBO E O GATO SELVAGEM
Quando as nuvens negras envolvem o sol
as pétalas das flores perdem o brilho
e os passarinhos deixam de cantar.
Ao som do murmúrio monótono das águas da cachoeira
a noite estende seu manto negro sobre o último raio de luz.
Os bichos se escondem em suas tocas,
os pássaros se ajeitam em seus ninhos,
no silencia da mata ouve-se o arrulhar de um pombo
assustado, Imobilizado no galho de uma frondosa figueira.
Tomado de pavor, o mesmo percebe o gato selvagem que se
aproxima quebrando as folhas secas derrubadas pelo vento
da última tempestade.
O felino se vai. O lobo se aproxima
uivando para a lua que se exibe numa janela aberta no céu.
Como miragem noturna o canídio desaparece entre as
sombras e o pavor se rende ao sono.
Instintivamente os pássaros esperam por um novo raio de
luz no alvorecer de mais uma manhã de primavera.
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(Do livro, "Contos e Prosas 2023, de Laércio J Carvalho".
Site de Vendas: https://agbook.com.br/book/523000--CONTOS_E_PROSAS_223
O tempo diz um fim a todos
No horizonte, as nuvens descansam.
Logo, a noite fria cairá
E desejos serão levados ao pôr do sol
- Dynamics No.1 – Hamartia
Amo-te
Como uma estrela que brilha no céu
faz gracejo com as nuvens adulando-a
amor este que une almas, alonga o tempo
aninhada em voos solícitos de felicidade
Amo-te como parte do meu dia e da minha noite na intensidade do meu ser
De bordo em meus sonhos juntos ao teus
compartilho desejos e segredos de amor
Ao ouvir a suave canção do vento
que me acaricia e enche meu olhar
de completude para vestir minha alma
de amor e sentir o perfume da vida
São nos dias nublados que as nuvens expõem suas emoções sobrecarregadas!
Edileine Priscila Hypoliti
(Página: Edí escritora)
Chegou a hora de morar perto do céu,
Com as estrelas a guiar meus passos,
As nuvens macias como véu,
Abraçando o sonho que em mim traço.
O vento sussurra segredos antigos,
Enquanto os raios dourados do sol
Iluminam caminhos já percorridos,
Onde deixei meu coração, sem dó.
Subo montanhas de esperança e fé,
Meus pés já não tocam o chão,
Pois o céu, com sua beleza, me atrai
E elevo minh’alma em oração.
Chegou a hora de voar com os anjos,
Morar nas alturas do meu querer,
Onde o amor é puro, livre de prantos,
E o céu é o meu novo renascer.
Cleber Novais
Acima das nuvens, não pareço existir.
Entendo o karma, aceito Dharma. Vivo plenamente.
Eu trago comigo um novo
sentir, um novo pensar.
Ancoro e irradio a luz da verdade.
Sou mais um "sol de pernas" andando por aí!
Como um rio que nasce, percorrendo as profundezas da terra, encontrei as estrelas do céu.
Somos o nosso próprio universo!
Agosto no Cio
Nuvens vermelhas flutuam baixo. As circunstâncias atmosféricas do mês de agosto facilitam sua formação em níveis vulneráveis à sensualidade humana, absorvendo as gotículas de sangue lançadas ao ar enquanto vociferamos nossos temores, nossas aflições, paixões, fúrias e desejos, sangrando como fêmeas férteis cujos óvulos não foram fecundados.
Noites longas, frias e densas. Eis nossos corpos envoltos pela nebulosa encarniçada: entramos no cio e a grande fera sopra seu vapor sanguinário no deserto.,
Hei, Senhor Lupino! Abandone seu covil e venha me pegar!
[...]
Sinto seu hálito, seus beijos, sua língua úmida descendo por meu pescoço, minhas costas, meus seios, minha barriga, meu templo.
Gemidos, sussurros: a heresia de uma fase lunar personificada pela condensação de nossos instintos carnívoros.
Seus lábios macios sugam o fluido ferruginoso que verte de minhas nascentes em resposta à efervescência de suas carícias sinuosas.
Sua fera pulsa entre minhas coxas.
E eu sei: o Deus-homem nunca morreu.
-Primeiro beijo
Eu me sentia nas nuvens. Quando ele pela primeira vez tocou em minhas mãos e me entregou por completo o seu coração.
Não conseguia sentir os meus pés no chão, quando você me tocou para sentir os batimentos do meu coração.
E você valeria todo esse sacrifício, Amor. Afinal, amar sem ser amado é como se jogar de um precipício.
Vamos nos encontrar, no nosso mesmo lugar. Finalmente vamos dar nosso primeiro beijo sob a luz do luar.
Meu primeiro amor.
Meu primeiro amor que não me trouxe dor.
O primeiro em muitas coisas, o primeiro a me fazer enlouquecer com coisas absurdas.
O primeiro a me tocar sem me machucar.
Ele foi o primeiro a me amar, E nunca esquecerei Que foi o primeiro a me beijar.
DEVANEIOS
Me envolve em seu universo
Esse efeito entorpecente
Me sinto nas nuvens
Rabisco um verso.
O tempo parece parar
Bagunça meu interior
Sem nada entender
Desperto, quero voltar.
Um poema inacabado
Esse louco devaneio
Me transporta no vazio
De um tempo do passado.
Só a poesia me alimenta
Meu abrigo e proteção
De um sonho inacabado
Numa tempestade violenta.
Irá Rodrigues
Mesmo acima das colisões de nuvens, raios e tempestades, sempre haverá uma luz, pode ser o brilho das estrelas, a luz do sol através das nuvens ou um simples olhar acolhedor. Tudo ficará bem!
Dentro do vidro, a alma se debate,
Entre nuvens e borboletas, busca escapar.
A vida é um voo, um sonho a alcançar,
Pressa os limites, mas sempre a se libertar.
fugiram todas as pétalas neste quase verão espantado de nuvens..
fugiram pelos arrabaldes à procura de mãos frágeis e mais gentis..
fugiram porque a dureza daquela rua sequer aceitou a tamanha delicadeza de uma pétala..
a doçura é sútil e quase invisível..
dá a ti mesmo um terreno onde possas morar sem construir muros..
d.
Amanhã é um livro em branco,
um horizonte que mal se desenha,
as nuvens carregam mistérios
e os ventos falam sem que eu entenda.
Mas carrego em mim a centelha,
um fogo que nunca se apaga.
No peito, a certeza me aquece,
mesmo se o mundo desaba.
Caminho em meio à neblina,
sem ver, mas sentindo o compasso.
Se tropeço, levanto de novo;
a queda é só um breve atraso.
As dúvidas são como sombras
que dançam na luz da manhã,
mas a vitória é sol que desponta,
certa e fiel, amanhã.
Então sigo firme, sonhando,
um passo de cada vez, sem parar.
Pois, mesmo na incerteza do mundo,
há uma vitória à me esperar.
A noite está fria e aconchegante, a lua esta escondida, talvez esteja com medo dessas nuvens escuras, que não parecem nada amigável. Estou aqui sentado na varando do tempo, as vezes fico assim , passo a noite me perguntando : se estou solteiro ou namorando , tem vezes que no cair da noite tenho aqueles pensamentos que podem nos destruir por dentro. Quando cai a noite, a visibilidade diminui, aumenta os sentimentos: tristeza, solidão e saudade, a brisa da noite me abraça, dormir e sonhar e o único meio de me transportar a um passado de momentos felizes e jamais revivido. Somente sonhando posso te encontrar. Boa noite
Um céu límpido é belo. Mas um horizonte repleto de coloridas, mutantes e enigmáticas nuvens pode ser tão mais promissor e interessante...
Há vida — muita vida —
através de vidraças respingadas,
de céu cerrado e nuvens cinzentas.
A propósito,
a vida renasce quando —
tudo ao redor se põe a ruminar.
CÉU, VENTO E CHUVA
Céu, vento e chuva, horizonte submerso
Em nuvens, e o cerrado todo verdejante
Enxurrada, e aquele pingar borbulhante
Na estrada, atiçando sentimento diverso
Alma retirada, um devaneio tão disperso
Chão molhado, cheiro de erva rastejante
Na poça d’água um espelhar coruscante
Sensação, precipitação, ó aquoso verso
Chove no cerrado, no cerrado a chover
Cada fauna no seu canto a se esconder
Canta a seriema num cântico sem fim...
Suplicante. Céu, vento e chuva, lá fora
Cai, em uma cadente poética trovadora
Tornando o sertão num sedoso jardim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/11/2024, 10’48” – Araguari, MG
