Nuvens
Quando o sol não brilhar, vou apreciar as nuvens, quando a noite chegar e tudo a minha volta escurecer, darei nome as estrelas, quando o que sou incomodar, não mudarei o que sou, mas mudarei de lugar. Hoje só me permito estar onde eu caiba por inteiro.
Tingiram-se as nuvens de vermelho
Tingiram-se as nuvens de vermelho,
No instante em que a tarde caía
E eu via o céu como um espelho,
Onde minh'alma refletia.
E diante do céu que refletia o infinito,
Inebriante em contemplação,
Ficou meu espírito num gesto bonito,
Em atitude de oração.
E naquele precioso instante
Em que contemplava o belo amor;
Vi a luz da tarde agonizante,
Deixar morrer seu esplendor.
Então como um manto que se estende;
Estendeu-se a noite plena
E quem este mistério desvende;
Não terás a alma pequena.
O sol da tarde findando-se,
amanhã será um outro dia
da minha janela eu vejo as nuvens
em seu caminho de despedida
De onde vens, oh! nuvens da tarde?
que tristeza é essa em seu olhar?
névoa, seiva e ventos,
para aonde vai as tuas certezas?
é pouco teu sorriso,
é forte o teu cheiro,
a cerviz da vida é dura,
mas o que procuras
tão longes assim?
Aguas de repouso?
alegria do sopro
o que significa essa roupa branca
que se desfez com o vento ?
O viajante iluminado, "conversando com as nuvens".
tentando amar ... espiando sobre as nuvens nas nuvens para encontrar Saturno e se escondendo do pôr do sol Sou um estranho estimulando o imaginário aqui em cima os buracos estão obstruindo.
Você percebe que renasceu quando está amando. Tudo que quer ouvir é um eu te amo. Nas nuvens do sentimento oculto cultivo dos céus o alimento que alimenta meu ser. Me provo quando me renovo, me obedeço quando desobedeço, sou uma mistura de conteúdo e vazio, com o valor da alma me aqueço no frio, a vida passa como um sopro do vento correndo com as águas de um rio, semente que cresce diante da luz. Voz que conduz quem a ouve, de tudo que já fiz o que mais me alegrei ficou no ontem, eu quero fazer, eu faço, me desprendo do laço amarrado no pescoço. Agora é vida nova, tudo se renova como a fauna e a flora, a mente é uma escola quem não estuda reprova.
ECLIPSE
Sobre as nuvens da manhã, me ponho a repousar, a leveza em algodão, transparência ao teu olhar; mas, quem ver lá do chão, não consegue escutar, o barulho da evasão, do sentir sem falar.
Os ventos passeiam aos quatro cantos, as aves voam com encanto, o sol se cansa de brilhar, a lua vem a lhe buscar; pois, quem ver o amor, não consegue explicar, tamanha imensidão, ecoante no olhar.
Daqui, eu vejo,
o caminhar das nuvens,
o céu desceu,
veio tocar o chão
trazendo um pouco de ar
desfaço-me,
na respiração,
sem remos,
tive medo, parei
mas ao olhar
o caminho
vi aonde cheguei,
transformações,
perseverança,
caminhar
caminhei.
A presença de quem a gente ama, por vezes nos preenche tão gostosamente, que nuvens de algodão doce e unicórnios se tornam coisas banais...
Você pode estar em um lugar
Mesmo sendo longe estarei aqui bem perto se sinto nuvens molharem o chão e o ar Mesmo cinza poder-te ver melhor é estar por todo lugar Sensação é ver acontecer assim Na certeza de chegar Bem perto estarei e com esse seu jeito de me olhar, Quantas noites se vão e jamais foi a mesma, Sendo outra estação perfeita e eu aqui como essa bela canção, Que jeito diferente é de mais, nada vai ser como antes, Entrar em sua mente sem pedir nada sem ter chance de dizer não, Hoje e sempre será simples Vale a pena deixar encantar o coração seu, e a música fazer parte de nós. Podendo assim ser, a mais bela lembrança onde tudo é eterno. É só deixa acontecer e ver as flores se abrirem outra vez Esse lugar é especial e perfeito. Então vai deixando e vivendo sem descrever esse som, Vem comigo que é pra valer.
Lá se vai o sonhador.
Hoje com bom ânimo conseguiu pairar sobre as nuvens, No alto bem tranquilo é o passeio só foi pensando assim que iniciou essa longa aventura. Tão boa e pensada mesmo sabendo que com muita atitude e longa paciência seria melhor caminhar. Tudo para poder sonhar um dia após o outro com equilíbrio na imaginação, ode ir tão longe mais do que podia prever, E seguindo o caminho continuou a viver.
Antes que vim dentre asas
Sobre as nuvens a procurar teus momentos que vejo a sois. Faz tempo que o azul não me convida nem anuncia tua chegada por teus pensares saibas que sempre existe e olhei para dentro de te como não me imaginavas, querendo lhe proteger quando estava sem paz. Mas saibas que possa encontrar a calma e atenção dos teus sonhos bonitos. Livre é e sempre serás é de minha eterna vontade no teu amor encontrar.
Mas de uma vez as nuvens me chamou atenção.
E vendo que sendo tão altas todas elas nada fácil só de olhar, é preciso deitar sobre o chão, e embarcar nessa vista. As suas cores podem adquirir quase todas, mais do que faz imaginar em meio a formas, se com apenas cores posso velas. Era para mim algo relaxante escolher por onde começar a olhar tudo em volta do céu perfeito. Escolher o momento diferente, o quem sabe apenas o clima passageiro, me presentear tamanha beleza bem a cima. Há quem queira estar perto delas apenas, ver do alto sem poder medir, nada torna as nuvens ser tão calmas, ou repetente assustadoras, são apenas nuvens. Assim filtrar com leveza todo ar, e se comportar, poder atender todo o ambiente, sendo só o que eu consigo ver onde estou, são sós nuvens. Como não tocar. Sendo tudo o que preciso para viver, que sejam apenas nuvens essas que consigo olhar e ser fascinado com elas.
Como nuvens, os maus pensamentos passam. Talvez seja essencial chover, mas ainda assim vai passar.
E podemos continuar elegendo o sol, os pensamentos que clareiam nossa alma,
Nuvens de razão
As razões estão em mãos de escolhas,
E por leveza de folha,
Vagam ao léu
Nesse misterioso
Céu de nuvem de algodão!
E nessa imensidão,
Se perdem no espaço,
Compõe seu abraço
E nos atropelam no chão!
A menina dos olhos dourados
Era um tempo o qual não havia nuvens
O sol brilhava e a brisa daquele vento soprava
Estava aquela menina no passeio daquela rua sentada
Em uma pedra que próximo há uma porta estava
Porta era aquela que se dava para a entrada de sua casa
A menina quieta observava
As pessoas que naquela rua passavam
Todas as pessoas que há viam se admiravam
Pois aquela menina tinha algo que lhe chamava atenção
Mas isso não há intimidava, para as pessoas ela continuava observando
Um homem retalhado passa por ali
Carregava ele em uma de suas mãos uma garrafa
A menina observando o homem passando começou a rir
Pois ela se engraçou da forma que aquele homem andava
O homem vendo que a menina ria
Ele tira a touca retalhada de sua cabeça e a reverencia
A menina continua olhando e observando
Até que passa uma mulher bonita e ajeitada
Havia entre seus dedos um papel que lhe saia fumaça
A mulher tossia sem parar
E a menina para ela continuava a olhar
Do outro lado da rua, passava uma mulher
Mas a menina não conseguia entender
Pois uma bermuda e camisa de homem a mulher vestia
Havia um homem que junto a ela seguia
E ele vestia uma roupa de mulher
Os dois andavam juntos, mas não se encostavam
A menina confusa ficou
Mas ela não se importou
Continuando a observar
A menina viu outro homem que corria sem parar
Parecia ele assustado
E carregava em uma das mãos um objeto
Que era preto e em forma de ele
Ele passou muito rápido
Mas a menina que a observava conseguiu detectar
A roupa e o objeto que ele estava a segurar
A menina achou tudo estranho
Mas continuou sentada observando
As pessoas que por aquela rua passavam
Feito por: Elielton Lima
Data: 29/11/2021
