Nuvens
São nos dias nublados que as nuvens expõem suas emoções sobrecarregadas!
Edileine Priscila Hypoliti
(Página: Edí escritora)
Acima das nuvens, não pareço existir.
Entendo o karma, aceito Dharma. Vivo plenamente.
Eu trago comigo um novo
sentir, um novo pensar.
Ancoro e irradio a luz da verdade.
Sou mais um "sol de pernas" andando por aí!
Como um rio que nasce, percorrendo as profundezas da terra, encontrei as estrelas do céu.
Somos o nosso próprio universo!
Agosto no Cio
Nuvens vermelhas flutuam baixo. As circunstâncias atmosféricas do mês de agosto facilitam sua formação em níveis vulneráveis à sensualidade humana, absorvendo as gotículas de sangue lançadas ao ar enquanto vociferamos nossos temores, nossas aflições, paixões, fúrias e desejos, sangrando como fêmeas férteis cujos óvulos não foram fecundados.
Noites longas, frias e densas. Eis nossos corpos envoltos pela nebulosa encarniçada: entramos no cio e a grande fera sopra seu vapor sanguinário no deserto.,
Hei, Senhor Lupino! Abandone seu covil e venha me pegar!
[...]
Sinto seu hálito, seus beijos, sua língua úmida descendo por meu pescoço, minhas costas, meus seios, minha barriga, meu templo.
Gemidos, sussurros: a heresia de uma fase lunar personificada pela condensação de nossos instintos carnívoros.
Seus lábios macios sugam o fluido ferruginoso que verte de minhas nascentes em resposta à efervescência de suas carícias sinuosas.
Sua fera pulsa entre minhas coxas.
E eu sei: o Deus-homem nunca morreu.
-Primeiro beijo
Eu me sentia nas nuvens. Quando ele pela primeira vez tocou em minhas mãos e me entregou por completo o seu coração.
Não conseguia sentir os meus pés no chão, quando você me tocou para sentir os batimentos do meu coração.
E você valeria todo esse sacrifício, Amor. Afinal, amar sem ser amado é como se jogar de um precipício.
Vamos nos encontrar, no nosso mesmo lugar. Finalmente vamos dar nosso primeiro beijo sob a luz do luar.
Meu primeiro amor.
Meu primeiro amor que não me trouxe dor.
O primeiro em muitas coisas, o primeiro a me fazer enlouquecer com coisas absurdas.
O primeiro a me tocar sem me machucar.
Ele foi o primeiro a me amar, E nunca esquecerei Que foi o primeiro a me beijar.
DEVANEIOS
Me envolve em seu universo
Esse efeito entorpecente
Me sinto nas nuvens
Rabisco um verso.
O tempo parece parar
Bagunça meu interior
Sem nada entender
Desperto, quero voltar.
Um poema inacabado
Esse louco devaneio
Me transporta no vazio
De um tempo do passado.
Só a poesia me alimenta
Meu abrigo e proteção
De um sonho inacabado
Numa tempestade violenta.
Irá Rodrigues
Mesmo acima das colisões de nuvens, raios e tempestades, sempre haverá uma luz, pode ser o brilho das estrelas, a luz do sol através das nuvens ou um simples olhar acolhedor. Tudo ficará bem!
fugiram todas as pétalas neste quase verão espantado de nuvens..
fugiram pelos arrabaldes à procura de mãos frágeis e mais gentis..
fugiram porque a dureza daquela rua sequer aceitou a tamanha delicadeza de uma pétala..
a doçura é sútil e quase invisível..
dá a ti mesmo um terreno onde possas morar sem construir muros..
d.
Amanhã é um livro em branco,
um horizonte que mal se desenha,
as nuvens carregam mistérios
e os ventos falam sem que eu entenda.
Mas carrego em mim a centelha,
um fogo que nunca se apaga.
No peito, a certeza me aquece,
mesmo se o mundo desaba.
Caminho em meio à neblina,
sem ver, mas sentindo o compasso.
Se tropeço, levanto de novo;
a queda é só um breve atraso.
As dúvidas são como sombras
que dançam na luz da manhã,
mas a vitória é sol que desponta,
certa e fiel, amanhã.
Então sigo firme, sonhando,
um passo de cada vez, sem parar.
Pois, mesmo na incerteza do mundo,
há uma vitória à me esperar.
A noite está fria e aconchegante, a lua esta escondida, talvez esteja com medo dessas nuvens escuras, que não parecem nada amigável. Estou aqui sentado na varando do tempo, as vezes fico assim , passo a noite me perguntando : se estou solteiro ou namorando , tem vezes que no cair da noite tenho aqueles pensamentos que podem nos destruir por dentro. Quando cai a noite, a visibilidade diminui, aumenta os sentimentos: tristeza, solidão e saudade, a brisa da noite me abraça, dormir e sonhar e o único meio de me transportar a um passado de momentos felizes e jamais revivido. Somente sonhando posso te encontrar. Boa noite
Um céu límpido é belo. Mas um horizonte repleto de coloridas, mutantes e enigmáticas nuvens pode ser tão mais promissor e interessante...
Há vida — muita vida —
através de vidraças respingadas,
de céu cerrado e nuvens cinzentas.
A propósito,
a vida renasce quando —
tudo ao redor se põe a ruminar.
CÉU, VENTO E CHUVA
Céu, vento e chuva, horizonte submerso
Em nuvens, e o cerrado todo verdejante
Enxurrada, e aquele pingar borbulhante
Na estrada, atiçando sentimento diverso
Alma retirada, um devaneio tão disperso
Chão molhado, cheiro de erva rastejante
Na poça d’água um espelhar coruscante
Sensação, precipitação, ó aquoso verso
Chove no cerrado, no cerrado a chover
Cada fauna no seu canto a se esconder
Canta a seriema num cântico sem fim...
Suplicante. Céu, vento e chuva, lá fora
Cai, em uma cadente poética trovadora
Tornando o sertão num sedoso jardim.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/11/2024, 10’48” – Araguari, MG
Voce é um sol
Que quando sem nuvens
Faz a vida na terra
Florescer
E contém na essência
A luz infinita do amor ❤️
Paz🇵🇹🇧🇷❤️
Quando sabemos que somos uma nova criatura? Basta olhar para o céu em um dia nublado, com nuvens escuras se aproximando. Se conseguir sentir paz e tranquilidade ao ponto de ver beleza na paisagem, saberás que estais pronto para o que virá.
Olhar para esse céu com suas nuvens que parecem algodão,
é como ler,ouvir e sentir toda a emoção do coração de um romântico Poeta.
Ilusão Perene
Em silêncios vorazes da minha mente,
Desenho teu rosto em nuvens de ilusão.
Teu sorriso é miragem persistente,
Um eco distante da minha solidão.
No labirinto dos sonhos não vividos,
Caminho entre sombras que criei.
São passos mudos em versos contidos,
Histórias de um amor que nunca terei.
Teu olhar, farol em noite vazia,
Ilumina caminhos que não existem.
És poema oculto em melancolia,
Notas de uma canção que os ventos distem.
Abraço o vazio com ternura insana,
Cultivo esperanças em terras áridas.
Sou viajante em jornada profana,
Buscando sentidos em palavras pálidas.
E assim, na eternidade do invisível,
Vivo amores que o mundo não conhece.
Pois amar-te em silêncio é admissível,
Quando a realidade não me enaltece.
No horizonte dos sentimentos vãos,
Encontro conforto na fantasia.
Segredo guardado em minhas mãos,
Amor que nasce e morre a cada dia.
Todos a sua volta, tantos de asas tortas,
gorjeio triste, grades povoadas das nuvens,
um espelho de água, memória triste,
O sol continua brilhando acima das nuvens durante a tempestade. E quando ela acaba, ele traz consigo um lindo arco-íris.
Assim como as nuvens se movem rapidamente no céu em um timelapse, a vida também passa num piscar de olhos.
Cada momento é único, efêmero, e não volta mais.
Por isso, devemos aprender com o céu: aproveitar cada instante, valorizar o presente e viver intensamente, antes que tudo mude de forma ou desapareça.
