Nunca Magoe uma Mulher

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Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...




Leonardo Mesquita

Uma ideia leve e graciosa
Pintando a mente — flor
Na cor que esses versos
Lhe chega ao gosto
Leitura que pincela um
Rosto em tela — verso epousa
Letras que sabor
Graciosa a mente fica
Pelo gesto de olhar
Com amor
A ideia leve e graciosa
A imaginação é — flor
Que desabrocha
Com o brilho do leitor
Exalando como
A mais — a mais
Palavras com sede
Sede de como
Como — flor






Leonardo Mesquita

Uma fruta madura pronta pra colher
Um poema na mão para ler
Sabor de imaginação
Fica...
Não se joga fora o caroço de uma frase
Mas, todos os que
Ficam...
Se semeados comunicam mais
Ler novamente é plantar no
Terreno da linguagem


Leonardo Mesquita

⁠O poeeee-ta procura o veeeer-so
como seeee procuuuu-ra
uma ciiiigaaaa-rra especíííífiiii-ca
no ferviiii-do do alariiii-do da
criiii-aaaa-tiiii-viiii-daaaa-deeee e pronto!

A palavra é uma moeda
Que na mão do poeta tem um valor a mais
Se tirar cara ou coroa — da
Poesia; no bolso
Ele bota outra...
Há mais




(Leonardo Mesquita)

O poeta acha uma resposta, que ele tava procurando, ele a pega com o valor que ela tem, enquanto nem a pergunta passa na cabeça de quem não se importa,
o poeta com a jóia ambiciosa na ponta da língua se apronta pra chamar a atenção, aí, ele responde a quem não
pergunta — como isso fará efeito na
cuca que não malha pra levantar
uma questão que pesa cara
e coração... o poeta acha respostas
como encontra perguntas
numa cabeça oca...
caisa rara...




(Leonardo Mesquita)

Letra após letra fica o rastro de um poema besta, se bole uma formiga
existindo de forma besta/ criativitura circulando na mente...
a linguagem geme esmagada com
o descarte de palavras que não
plantam imaginação; ostentam
o corpo e o ganho e degradam o pensamento da nação (versos surdos de inteligência nas esquinas/no máximo... e a ida e vinda do cidadão no paredão da impunidade e o político faltando um dedo e sobrando no mais mais velho do próprio discurso fala pra surdos na televisão — com voz de homem de verde e amarelo...; apaga-se a luz do palanque e, o senta senta da esquina é interrompido pelo zombido: tá tá tá tá... e o artista saca a ideia pra escrever só pelo lado canhoto da cabeça...) — o pensamento sente — o esquecimento global, derrete o acesso a boa literatura que são os pulmões da imaginação e os poetas de cada tempo — nascentes que escrevem procurando gente para desarnar... para/ a preservação da beleza do intelecto, vote, replantando a palavra no seu sentido e parando o desmonte do contexto para a romantização do uso desleixado das palavras... para o usufruto do "mal normal"! Ou os poetas salvam a linguagem do desleixo da esquerda ou a IA cerca o terreno que não é dela...


(Leonardo Mesquita)

Uma vez, dei entrevista para uma repórter, ela me perguntou sobre certas pautas, respondi que tenho ética pessoal e não faço certas pautas onde sou o abutre em troca de dinheiro...

Tristes são aquelas que dão atenção a algo idêntico a uma pedra, com uma cor que ilude e um valor que não existe.

Lição é uma terapia.

Perguntar “por quê?” diante de uma norma é o primeiro passo para descobrir que toda regra possui uma história.

O processo judicial pode ser uma saída da caverna quando substitui impressões por provas.

A redenção é uma palavra otimista para uma realidade muito mais severa. Não nos tornamos inocentes depois da dor. Apenas deixamos de acreditar que a inocência algum dia tenha existido. Sofrer não purifica; apenas destrói algumas ilusões e, ocasionalmente, nos torna menos ingênuos.

​A ILUSÃO DO CONTROLE

​Quando a liberdade vira uma prisão disfarçada

​Eu achava que liberdade era poder escolher, ter todas as opções e decidir o meu próprio futuro. O que eu não percebia é que, ao tentar controlar tudo, eu não estava livre — estava preso a um novo tipo de cadeia.

​O excesso de opções não nos destrói apenas pelo cansaço, mas porque ativa a idolatria mais antiga do mundo: a autossuficiência. É a ilusão de que a força de escolher nos salvará.

​Mas essa é uma mentira elegante — e que cobra caro.

​É a ideia de que sou suficiente para carregar tudo, de que posso escolher perfeitamente para garantir a paz e evitar o sofrimento, de que sou capaz de salvar a minha própria vida.

​A liberdade sem Deus não é neutralidade; é desorientação. E a desorientação, com o tempo, vira prisão.

​No fim, o que parecia liberdade era apenas o peso de um coração que esqueceu como confiar.

​COMPARAÇÃO

​ANSIEDADE

​O PARADOXO DA ESCOLHA

Douglas Santos

Eu te amo como ama um homem que tem o hábito de olhar fotos antigas. Eu te amo como quem ama uma ideia, sem tocá-la.

Ao invés de comprar uma bolsa, compre na bolsa.

O autocontrole é uma espécie de jurisdição interior.

Apesar de
chamarmos de
felicidade,
ela não é uma cidade,
mas uma estrada.

Cada fio de cabelo branco,não é uma falha, mas um aprendizado, uma etapa, e principalmente, um treino para nosso brilho na eternidade.

A mentira tem mil desculpas e milhares versões, a verdade é uma única frase que desmonta todas elas.