Nunca Diga que Ama uma Pessoa

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“A advocacia é uma profissão nobre, essencial à defesa da justiça e dos direitos, constituindo um verdadeiro pilar de uma sociedade livre.”

A bordo de um táxi, não tive inveja de um motorista; tive uma aula.


Durante uma corrida, a esposa do motorista ligou e perguntou se ele já estava próximo de casa. Ele respondeu tranquilamente que faltavam, em média, 25 minutos para chegar e que concluiria aquela última corrida antes de ir para casa.
Aquele senhor aparentava ter uns 50 e poucos anos. Eu, por outro lado, estava passando por uma dificuldade em um relacionamento que tinha apenas quatro meses. Ainda estava conhecendo uma pessoa e, devido a alguns acontecimentos, o pedido de namoro ainda estava sob análise. Os conflitos me causavam medo de prosseguir antes que tudo estivesse bem.
No início, talvez ainda fosse muito cedo para tomar uma decisão sobre um namoro. Estávamos nos conhecendo. Depois, ela ficou desempregada, surgiram contas para pagar e problemas para resolver. Não havia um ambiente favorável para pensar em um relacionamento naquele momento. Então, concentrei-me em ajudar de todas as formas que estavam ao meu alcance, desde o apoio emocional até as questões financeiras. Ajudando, orientado, comprando material necessário superfaturado para estudar e passar nas provas de entrevistas e requisitos de contratação, até arranjar um novo emprego.
Logo depois, vieram alguns desentendimentos e diferenças na maneira como cada um enxergava o mundo. E ali percebi que um relacionamento saudável exige renúncias de ambas as partes, disposição para compreender, ajustar e, muitas vezes, abrir mão de algumas vontades em favor da vida a dois.
Pouco tempo depois, ela adoeceu. Eu a acompanhei e ajudei no que estava ao meu alcance, sem medir esforços. Tentava, tentava novamente, mas, ainda assim, parecia insuficiente. Em alguns momentos, eu chegava ao meu esforço máximo, ultrapassava os meus próprios limites e, mesmo assim, sentia que não era o bastante.
Aquilo me deixou bastante pensativo.
Talvez eu não seja a pessoa certa para a pessoa que está comigo. Talvez essa pessoa também não seja aquela que está alinhada com o que tenho projetado para a minha vida.
Durante aquela corrida, observei algo no taxista: ele parecia ser um homem de fé. Enquanto dirigia, ouvia louvores e meditações bíblicas. E aquilo me fez refletir sobre o que significa, de fato, ser um homem de fé.
Para mim, um homem de fé é aquele que sabe renunciar aos seus desejos carnais e às suas próprias vontades para viver em harmonia. É aquele que, mesmo diante das dificuldades, procura acertar, corrigir o que está desalinhado e fazer a sua parte para que as coisas funcionem.
Naquele dia, eu entrei em um táxi pensando que estava apenas indo de um lugar para outro. Mas saí daquela corrida levando uma reflexão que talvez eu precisasse ouvir naquele momento.
Não tive inveja daquele motorista.
Tive uma aula.

Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.


Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.


O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.


Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.


Autora: Nayra Sousa

Minha querida tia,

Hoje senti uma vontade enorme de falar com você. Não sei exatamente por quê… talvez porque a saudade apertou um pouco mais, talvez porque existem sentimentos que a gente guarda por tanto tempo que, em algum momento, eles precisam encontrar um caminho para sair.

Então resolvi escrever.

Sou eu, a Dede… aquela garotinha que você conheceu.

Aquela menina cresceu, tia. Criou asas e voou para longe. A vida me levou por caminhos que eu nunca imaginei, para longe de casa, da família, das pessoas que fizeram parte da minha infância e de quem eu sou.

Mas existe uma coisa que o tempo e a distância nunca conseguiram mudar:

o meu coração ainda está aí.

Quando penso em casa, penso em vocês. Quando lembro da minha infância, encontro vocês nas minhas lembranças. E, por mais que a vida tenha mudado, por mais que eu tenha construído uma vida tão longe, existe uma parte de mim que continua pertencendo àquele lugar.

Às vezes sinto uma saudade tão grande que chega a doer.

Saudade de você.
Saudade da família.
Saudade dos tempos em que estávamos todos juntos e eu nem imaginava que um dia sentiria falta até das coisas mais simples.

É engraçado como a vida é… Quando somos pequenos, achamos que aqueles momentos vão durar para sempre. Não pensamos que as pessoas vão crescer, que cada um vai seguir seu caminho, que alguns vão partir, que outros vão formar suas próprias famílias.

A gente simplesmente vive.

E hoje eu daria tanto valor a coisas que, naquela época, pareciam tão pequenas…

Uma conversa.
Uma visita.
Uma tarde qualquer.
Uma mesa cheia.
Um abraço.

Hoje eu sei que eram tesouros.

Às vezes me pego pensando em todos vocês. Lembro dos meus primos quando eram miúdos, das brincadeiras, das crianças que éramos. E então percebo que eles cresceram… Viraram homens, casaram, tiveram filhos.

E eu fico pensando em tudo o que aconteceu enquanto eu estava longe.

O tempo passou tão depressa, tia.

E talvez seja isso que mais aperte meu coração: perceber que a vida está acontecendo aí enquanto eu estou aqui, tão longe.

De vez em quando sonho com aqueles que já partiram. Eles aparecem nos meus sonhos como se ainda estivessem aqui. E nesses momentos parece que Deus me dá alguns minutos para voltar no tempo, para vê-los novamente, para sentir que ainda posso estar perto deles.

Mas então eu acordo.

E fico com aquela sensação estranha no peito… uma mistura de amor, saudade e tristeza.

Porque no sonho eu consegui encontrar quem a vida levou.

E talvez por isso eu tenha tanto medo do tempo.

Tenho medo de que os anos continuem passando e de um dia eu olhar para trás e perceber que deixei momentos importantes escaparem. Tenho medo de perder pessoas que amo sem ter tido tempo suficiente para dizer o quanto elas significam para mim.

Tenho medo de que um dia eu queira voltar e não consiga mais encontrar tudo exatamente como deixei.

Talvez seja por isso que hoje eu queira te dizer:

Eu sinto muito a sua falta.

Sinto falta de vocês mais do que às vezes consigo admitir.

E tenho um desejo enorme de voltar. De encontrar vocês. De sentar perto de você. De ouvir sua voz. De conversar sobre a vida. De saber como você está. De olhar para você e, finalmente, matar um pouco dessa saudade.

Queria poder te dar um abraço daqueles bem apertados… daqueles que não precisam de palavras.

Um abraço onde eu pudesse colocar todos esses anos de distância.

Toda a saudade que ficou.

Todas as lembranças.

Todo o amor.

Talvez, quando eu te encontrar, eu chore. E talvez nem consiga explicar por quê.

Mas, se isso acontecer, apenas me abrace.

Porque naquele abraço vai estar a Dede que cresceu, que foi embora, que conheceu outros lugares e viveu tantas coisas…

Mas que nunca deixou de ser aquela menina que tinha uma família, uma casa e um lugar para onde o coração sempre soube voltar.

A vida me fez criar asas, tia.

Eu voei.

Mas aprendi que criar asas não significa esquecer de onde a gente veio.

E eu nunca esqueci.

Vocês continuam sendo parte de mim. Das minhas raízes, das minhas histórias, das minhas lembranças mais bonitas.

E, mesmo estando tão longe, existe um lugar dentro de mim onde vocês continuam todos juntos, exatamente como nas minhas melhores lembranças.

Talvez eu não diga isso com a frequência que deveria.

Talvez a distância, a correria e a própria vida façam a gente deixar para depois aquilo que realmente importa.

Mas hoje eu não quero deixar para depois.

Quero que você saiba que eu te amo.

Que amo a minha família.

Que sinto saudades.

Muita saudade.

E que, apesar de todos esses quilômetros entre nós, nunca houve distância suficiente para apagar o amor que sinto por vocês.

Espero que a vida ainda me dê muitos encontros.

Muitos abraços.

Muitas conversas.

Espero ainda ter tempo de sentar ao seu lado e olhar para você sem precisar de uma tela ou de uma distância no meio.

E quando esse dia chegar, tia, talvez eu simplesmente te abrace bem forte.

E naquele abraço você vai entender tudo aquilo que eu não consegui dizer em palavras.

Com todo meu amor e toda a saudade que carrego comigo,

Dede. ❤️

“Entre o dogma e o caos, o Direito constrói uma terceira possibilidade: regras para seres humanos que não possuem certezas absolutas.”

“O agnosticismo ensina ao jurista uma virtude rara: distinguir aquilo que deve ser protegido daquilo que não pode ser provado.”

Passei demasiado tempo
à porta de uma casa
que juravas estar a construir.

Levei comigo
paciência,
planos,
amor.

Nunca quis paredes perfeitas.

Só queria sentir
que não era a única
a tentar fazer dali
um lugar para ficar.

Mas há promessas
que, de tanto serem repetidas,
deixam de parecer futuro.

E começam a parecer ausência.

Um dia percebi
que já não estava à espera
que mudasses.

Estava apenas cansada
de esperar por alguém
que só existia
nas coisas que prometias ser.

Foi no leito de uma UTI que aprendi o verdadeiro significado de amar a vida. É nessas horas que a gente reflete sobre tudo, descobre a quem realmente deveria dar mais atenção, entende a urgência de dizer 'um eu te amo' pra alguém e passa a dar valor à saúde.

O mundo é feito de figurinos: cada indivíduo veste uma aparência, um comportamento e um discurso conforme o palco em que deseja ser aceito. Há quem se cubra de virtudes, quem exiba poder, quem finja indiferença e quem transforme a própria identidade em espetáculo. Poucos, porém, têm coragem de permanecer sem máscaras.


A sociedade frequentemente não pergunta quem você é, mas qual personagem você consegue sustentar?


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Não se esqueça desses sete pontos para uma vida genuína e verdadeira!
1 - Cuide de Sua Mente. Respeite seus Limites e Confie em Deus;
2 - Trabalhe, mas não se esqueça de Crer e Viver;
3 - Busque Resultados, mas não transforme os resultados em sua identidade;
4 - Planeje, mas permita que a vida também surpreenda;
5 - Aprenda, mas permaneça humilde;
6 - Seja autentico, mesmo quando o mundo tentar molda-lo;
7 - Seja quem você se mostra, mesmo quando ninguém estiver te olhando

Se a sua ambição cabe em uma planilha financeira, ela é pequena demais para mudar o curso de uma era.

⁠"Às boas FRASES, são como uma caixa de remédio, devemos guarda-las e quando precisamos recorremos a ela"

Estou aqui pensando em uma maneira legal para poder expressar meus sentimentos meu carinho e talves até meu amor mais só penso em voce e na sua beleza.

AIR ON - o tempo não espera

A - Aprende de uma vez, Airon: o relógio da vida não tem botão de pausa. Ele não espera você se sentir pronto.

I - Enquanto você fica aí, Indeciso, esperando o momento certo, a vida está acontecendo agora, sem replay.

R - Respira fundo e age. Os momentos que você deixa passar por medo, por dúvida, por esperar demais, eles vão embora. E não voltam nunca mais.

O - O lobo que está em você não uiva esperando. Ele avança. Ele sente o tempo e corre com ele, não contra ele.

N - Não deixa para amanhã o que o seu coração grita para fazer hoje, Airon. O amanhã é incerto. O hoje é tudo que você tem.

Talvez seja assim mesmo que a coisa funciona. Não é uma porta que fecha de um dia pro outro, é mais um instante aqui, um minuto ali, se somando devagar, sem pedir licença…

Ser odiado por trapaceiros é uma honra para homens que possuem um caráter honesto.

O compasso hoje quase acertou o tom sozinho. Por uns minutos, ele nem lembrou que tava tocando uma música triste.

Existe uma dor em não ser que só quem não é entende.

O luto da “Vida” — 200 dias

Quando nasce uma criança especial, nasce um sentimento. Nasce a culpa, a revolta, nasce um luto. Aquela criança não é a que imaginaram, não é o que sempre sonharam. Mas nenhuma criança é exatamente aquilo que imaginamos ou sonhamos.

E, enquanto se sonha com uma criança que não existe, há uma ali, querendo abraços, querendo um olhar de amor, sorrindo sozinha...

Enquanto cresce, espera ser apreciada pelo que é, e não pelo que deveria ter sido.

Ainda não lhe deram a chance de aparecer, de mostrar para que veio.

E sua cabeça de “pai”, racional demais, não sabe o que pensar. E, baixinho, com medo de ser ouvida, pergunta:

— Para que nasceu? Por que ainda vive?

Enquanto isso, seu coração, acelerado como sempre, já ultrapassou o tempo e sofre calado, por medo de um dia vê-la partir ou de partir primeiro.

Quando alguém deixa ou se vai, não está abandonando aquele bebê, e sim a si mesmo. Está antecipando a própria dor, diminuindo o amor, protegendo-se de algo que acredita ser inevitável.

Mas quem sou eu para falar?

Não tenho filhos assim.

A vida, porém, me deu essa oportunidade.

Por impulsividade, troquei de escola e me tornei professora de dois adolescentes com deficiências múltiplas.

Para mim, era normal.

Eu simplesmente havia mudado de escola e tinha uma variedade de alunos.

Até começarem os comentários.

Comentários de lá, de todos os lugares... Gente dizendo que eu deveria desistir. Outros sofrendo por mim, lamentando a minha “falta de sorte”.

Eu não entendia.

Por que desistir?

Por que aquela seria uma escolha ruim?

Até que, cinco dias depois — no feriado prolongado de Carnaval —, aconteceu.

Era sábado.

De repente, senti o cheirinho de perfume de bebê de um deles.

Não quis acreditar.

Talvez fosse apenas uma lembrança.

Talvez fosse imaginação.

Mas aquele cheiro deixou uma lacuna em algum lugar aqui dentro.

Na terça-feira, senti falta do outro.

Talvez eu ainda estivesse em negação.

Talvez alguma coisa dentro de mim já soubesse, enquanto eu ainda tentava entender.

Era algo que gritava.

Algo intenso demais para passar despercebido.

E, então, pronto.

Não podia mais negar.

Eu estava apaixonada por eles.

E, naquele instante, tudo mudou.

Eu iria cuidar.

Iria protegê-los como pudesse.

Faria o meu melhor.

Quis devolver.

Mas, para esse tipo de coisa, não existe devolução.

Então, tive que usá-los.

Usei os outros 195 dias para brincar, cuidar, ensinar...

200 dias tinham sido muito.

Para que tanto?

Hoje eu sei.

Não precisei de 200 dias para amá-los.

Precisei de apenas cinco para descobrir que já os amava.

Realmente, 200 dias foram, exageradamente, bastante para alguém que não os teria; para alguém que estava apenas de passagem por suas vidas e que passaria o resto da vida sufocando a saudade.

Talvez os 200 dias não tenham sido dados para que eu aprendesse a amá-los.

Talvez tenham sido dados para que eu descobrisse que, depois de amar, não existe devolução.

“Toda norma humana é provisória diante de uma realidade que nenhum legislador conhece por inteiro.”