Nove Noites de Bernardo Carvalho

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Noites solitárias, à espera de algo que me falta.
A lua, sem o seu sol, perde a graça.

Teus cabelos ondulam nas noites de meus sonhos,

onde os Orixás sussurram que devo tomar cuidado

para não me perder em teus encantos de sereia.


Mas eu não dou ouvidos às advertências

e sigo enfeitiçado por teu olhar,

sedento por teus lábios,

desejando ardentemente

mergulhar nos prazeres do teu corpo.

És Filha de Iebá,

dona de mistério e magia

que fascina todos os homens,

e os atrai como imã

para que te sirvam

e façam tudo o que você quer.



Alguns terão a delícia dos teus beijos,

outros viverão apenas a suspirar por ti.



Mas eu confio nos desígnios de Iemanjá

que atou nossos destinos
para que esta sede que me toma

seja saciada entre tuas coxas

onde hei de me encontrar

para te proporcionar o mais intenso ardor

em marés infinitas de prazer.

Foi real.
Eu senti cada instante — nossas noites, nossos rolês, nossa intimidade.
Nossa parceria… ah, da nossa parceria eu tenho muita saudades.
Foi tudo real: cada beijo, cada abraço, cada madrugada dividida entre risos e silêncios.
Eu era apaixonado pelo jeito como você me via — via todos os meus lados, o melhor e o não tão bom, e mesmo assim amava cada um deles.
Ninguém nunca me olhou como você olhava.
Eu sinto tanto a tua falta… falta de tudo, até das tuas bobiças.
Sinto falta de nós dois, porque juntos éramos poesia viva e engraçada.
Por isso e por tantas outras coisas, sei: tudo foi real.




-Francisco Brito

Todas as Noites do Mundo


Todas as noites do mundo numa noite só cumprida,
Todos os abraços do mundo em uma só acolhida,
Todos os beijos do mundo em uma só mordida.


E nesse beijo, o tempo se deita,
o vento se cala, o coração se ajeita.
As estrelas cochicham versos antigos,
falando de amores, destinos, abrigos.


A lua derrama seus fios de prata,
bordando silêncio na alma exata.
E eu, que vim de longe, da roça, da estrada,
encontro em teu peito a pátria esperada.


Pois quando te olho, o mundo se cala,
a dor se desfaz, o sonho se abraça.
E é como se Deus, num gesto singelo,
fizesse da vida um verso tão belo.


E tudo é tão vasto, e tudo é tão belo,
Que o tempo se curva no entrelaço do elo,
A saudade cochila e o riso amansa,
E a vida floresce na esperança.


Noite e dia se fundem num só clarão,
Como rio e mar na eterna canção.
Eu sigo contigo, de alma lavada,
Pois o amor é o tempo dando rodopiadas,
É raiz, estrada, estrela e amplidão,
Um sonho que acontece na imensidão.


E no fim, quando o tempo convida,
A alma repousa na paz permitida,
O coração se entrega à beleza da vida,
Todas as noites do mundo numa noite só vivida.

Eu te amava, e isso era verdade.
Mas o amor não sustentava o peso
das noites em que eu perdia a mim mesma
tentando te carregar.
Entre meus filhos, meu trabalho, meu mundo
você ocupava espaços que não preenchia.


Poucas eram as coisas boas,
mas eu me agarrava a elas
como quem segura um fósforo aceso
no meio de um vendaval.
Bonitas, sim.
Mas pequenas demais pra iluminar
o tanto de sombra que você espalhava.


Hoje estou triste, mas aliviada.
É estranho como o peito dói
e respira ao mesmo tempo.
Eu sei que vou sentir sua falta —
mas sinto mais falta ainda de mim.
E é por isso que fui embora.
Não por falta de amor,
mas por falta de vida ao seu lado.

NÃO SEJA E NÃO FAÇA DOS OUTROS SUA LIXEIRA!

Às vezes temos noites mal dormidas, ou a perdemos por escolha de certas formas.
Às vezes o salário atrasado, o carro quebra, acontecem imprevistos nos nossos projetos de vida, o relacionamento, a família, um amigo, uma perda, algo que por algum motivo deu errado ou nos trás uma conseqüência de mal estar físico mental ou emocional posterior.
Mas isso não nos dá o direto de escolher alguém para despejar, quando não temos coragem de ir a real fonte desse mal estar, ou quando ele parte de nós mesmo.
Então por alguma razão escolhemos alguém que acostumamos a tratar de forma inadequada e destratar viciosamente, passando longe a linha do respeito e limite.
Cuidemos para não sermos a lixeira nem para fazermos ninguém de lixeira.
Bom domingo, empatia é criar um universo, um espaço uma maquete na nossa mente, e pegar o outro e colocar lá, e não dar ao outro o que não gostaríamos de receber.
#Rchta

Te aqueci nas noites de inverno, fomos abrigo um do outro, amparo constante e presente.
Estava ali, seguro em tuas mãos, olhando em teus olhos, sentindo a felicidade existir.
Mas então você disse: 'Tô indo... adeus.
O chão se abriu, e tudo o que restou, foi o adeus.

Que o calor de mil sóis aqueça teu corpo nas noites frias.

⁠Em dias cinzentos angústia remoi, em noites vazias nem a dor doi por dor.

Que vida é essa que vivemos? Um desapego distante do amor e da felicidade, noites vazias sem aconchego. Não há casal que resista a viver uma vida sem amor.

Queres o meu amor para não estares só nas noites frias,
para que não acordes triste na solidão.
Queres o meu amor a teu lado — por que, se na verdade não sabes amar

Em noites frias e vazias,
a dor assola — é tua falta que me fere.
Penso em ti, e nem o amor traz alívio,
pois sem tua presença, nada floresce.
Vou em tuas asas, onde quer que me leves,
pois nossa felicidade é simples e eterna para viver e amar.

Te procurei nas lembranças que guardei
No silêncio das noites eu chorei
O perfume das flores se perdeu
E o som dos meus versos se calou


Mas sigo firme na minha doutrina
Que é amar mesmo quando a vida desafina
Pois quando o coração não é ouvido
O sonho se torna ferido


E no vazio da ausência compreendi
Que o amor não se força, ele nasce ou se deixa partir
O que restou foi a lição da dor
De quem entregou a alma em nome do amor.

Você não lembra, vou te lembrar.
Havia um amor que queimava como chama, iluminando noites frias e silêncios profundos.
Mas o tempo, cruel e inevitável, levou consigo aquilo que parecia eterno.
Aquele amor já não existe.
Partiu sem esperar um adeus, sem pedir licença, sem deixar sequer um último olhar.
Foi embora como o vento que se perde no horizonte, deixando apenas o eco da saudade.
E eu fiquei aqui, entre lembranças e ausências, tentando costurar com palavras o vazio que ficou.
O coração ainda insiste em procurar vestígios, mas tudo o que encontra são sombras de um passado que não volta.
Você não lembra, mas eu carrego cada detalhe.
O sorriso que se apagou, o abraço que não se repetiu, o silêncio que se tornou definitivo.
E nesse silêncio, aprendi que alguns amores não morrem — apenas se transformam em memória.

Há noites em que o silêncio pesa mais que qualquer palavra, mas é justamente nesse peso que a alma revela sua costura secreta. Nada no ser é inteiro: vive-se de remendos, pontos mal dados, cicatrizes que desejam poesia. E, quando a consciência aceita essa imperfeição como identidade, algo raro acontece — a dor deixa de ser inimiga e passa a ser a parte do ser que mais sabe a verdade sobre ele.

Até na mais negra das noites consigo distinguir a forma da tua silhueta

Eram quatro estrelas bem juntinhas que assistia da varanda. Observou que, durante longas noites, elas estavam sempre ali... Sentou-se na estante. Pensou que a vida passara veloz demais.

⁠Deixa a vontade se fazer de seu cobertor. Noites sem sono desconcertada esta. Tão machucado coração a se expor. Eu sinto em mim que o amor nos encontrou. O universo não quer. Mais eu quero. Então quero sossegar no teu cansaço e sei que o amor jamais vai recusar o seu cansaço em meus braços se repousar.
J. A. N

⁠Oh, solidão gótica, meu fantasma familiar,
Noites de veludo, onde a lua é um crânio pálido,
E as sombras dançam, um balé de agonia,
Em catedrais escuras, onde o silêncio é um grito.

Solidão, minha amante espectral,
Com teu véu de névoa e olhos de âmbar,
Tu me guias pelas ruas de paralelepípedos,
Onde os ecos sussurram segredos antigos.

Exatidão, meu bisturi afiado,
Dissecando a alma, revelando a carne nua,
Onde a verdade sangra, um rubi escarlate,
E a beleza é um cadáver em decomposição.

Oh, solidão gótica, meu doce veneno,
Em teus braços frios, encontro meu lar,
Onde a escuridão é a luz, e a morte, a vida,
E a solidão, minha eterna companheira.

⁠É para isso que as noites foram feitas. Para amar, descansar, meditar e sonhar. As estrelas recolhem nossos sonhos, e na manhã seguinte... decidem se as transformam em realidade, ou se ainda temos que esperar.