Nove Noites de Bernardo Carvalho
E para as minhas noites:
A lua...o céu...as estrelas...os desejos...a prece...
o sono..os sonhos...o sussurrar da benção...os anjos...e Deus.*
Amém.
*__________FranXimenes (autora)
03*11*15
"Noites em claro, batidas aceleradas.
Entre erros de ansiedade e o canto dos pássaros,
vejo o dia nascer.
Basta uma palavra para que o ciclo se finde.
Recomeçar exige a calma de quem não quer perder o chão já conquistado.
Sou agora uma folha em branco;
o passado deletado dá lugar à nova escrita.
Busco a estabilidade para ser porto seguro.
Quero estar pronta para cuidar,
transformando gratidão em gesto e amor em destino."
Atenciosamente Roseli Ribeiro
Quero de Volta
Quero de volta minhas noites de chuva, minhas estrelas, meu céu nublado e o vento cortado.
Minha lua em todos os estágios. Nova, crescente, quarto crescente, cheia, minguante e quarto minguante.
Deitar na grama, na areia ou na terra para viajar no espaço e ver as figuras que se formam com o movimento das nuvens. Balançar na rede e embalar a rede.
O papo solto, os assuntos proibidos, os assuntos leves e também os pesados. As verdades de qualquer estirpe.
As músicas de qualquer espécie. As espécies que falam da gente e que falam nada. Que fazem sentido e que sentido não tem.
Quero de volta o acordar mais tarde com o peso do teu corpo e o carinho de um beijo.
O roçar de dedos, de mãos, de pernas, de narizes, línguas e corpos, do roçar das mentes. Os prazeres, arrepios e gozos.
As pernas que pesam umas sobre as outras, as pernas que descansam umas nas outras. As pernas que seguem as mesmas trilhas, que caem e se levantam, que se cortam e se cuidam.
Os pés que acariciam outros pés. Os olhos e olhares diretos, furtivos e de lado. O cuidado do corpo, da alma, das feridas, dos achares e dos pensares.
As brincadeiras sem graça com grandes risadas, risadas que não acabam e risadas da seriedade.
Quero de volta a honesta palavra e a atitude honesta. O reto, sem subterfúgios, as escolhas diretas, a prioridade, o correto jeito das coisas.
A transparência das roupas, da alma e da mente. As corridas, os treinos, a endorfina, o prazer da diversão a cada passo, a cada papo, a cada abraço, a cada pingo, pingo de suor, suor que encharca, encharca o corpo e a alma.
Quero de volta meus sonhos, meus pesadelos, minhas ilusões, minhas desilusões, fantasias, viagens e imaginações.
Quero de volta as surpresas feitas, as surpresas recebidas.
Quero de volta a alegria pura, a felicidade gratuita, o encontro por acaso e também o descarado.
Quero de volta o namoro na chuva.
Eu escrevi para ela
um caderno de poesias.
Falei dos meus sentimentos
e das noites e dos dias
que sofri enquanto ela
curtia as noites dela
em festas e fantasias...
Passei tanto tempo tentando manter o tempo congelado, dirigindo noites inteiras para te manter aquecida, que não percebi que estava apenas perseguindo nuvens. É exaustivo tentar segurar alguém que já soltou a minha mão há muito tempo.
O meu coração continua aberto, mas, como eu te disse, ele parece vazio. É estranho como ele pode estar destruído e, ao mesmo tempo, permanecer intacto, guardando cada cor nossa que eu não consigo mudar. Eu te dei toda a esperança que eu tinha, mas entendo agora que gastei o seu amor até não sobrar nada. Sinto muito se, nessa tentativa, acabei te deixando despedaçada por dentro.
No fim, eu vou embora hoje à noite. Não porque eu queira, mas porque não existe mais nada entre nós para eu me segurar. Essa é a história da minha vida e, por mais que doa, ela termina com este capítulo onde eu finalmente te deixo ir. Espero que, sem o peso do meu esforço unilateral, você consiga encontrar a paz que não encontrou ao meu lado.
Mesmo nas noites mais longas, o amor serve como bússola e a esperança como o primeiro raio de sol. Não desista; o que é feito com o coração, o destino se encarrega de honrar.
Mesmo nas noites mais silenciosas, lembre-se: o mundo continua girando e novas conexões esperam pelo seu amanhecer.
Pílulas Placebianas – Voz do Zarathustra da Esquina
Ó ouvinte das noites insone... escuta o chamado das pílulas placebianas.
Nesta era de veludo podre e telas que mentem,
Zarathustra da esquina desce das montanhas imaginárias
Pra cuspir verdades cruas no asfalto rachado.
Engole o placebo da vida mansa... ou desperta pro abismo que pulsa.
Agora, o fluxo começa – brutal, belo, sem piedade.
No sofá elitizado... queixume ecoa baixo.
Mulheres de espinhos afiados... homens de ferro enferrujado.
Anel reluz – prisão dourada no dedo.
Pecho infla de posts vazios... não de abraços que sangram.
Ó mortal das sombras... ama o lascado, o irremediável –
no defeito, pulsa o eterno sim... à terra nua.
Unha lascada... chora sob chuva fina e impiedosa.
Tempo traiçoeiro... esmalte em ruína cinzenta.
Manicure pisa barro vivo... pés que doem sem queixas.
Tu posas unhas de cristal... intocadas pelo real.
Deixa rachar, ó alma errante –
pele nua sente o pulso sombrio... da existência bruta.
Uber range nas curvas... chofer de olhos fundos como abismos.
"Estrelas frias" no app... véu da ilusão digital.
Viram costas... chamam o próximo fantasma.
Sem ver o irmão... no volante da dor cotidiana.
Monte no lotado, ó nômade das trevas –
suor alheio é ponte gasta... pro humano eterno.
Lanche frio chega... foto de fúria viral, efêmera.
Sofá engole o corpo... belly de sombras se alastra.
Devoram o morno... reclamação como vinho amargo.
Embriaga o vazio... que grita no silêncio.
Cozinha no fogo baixo e traiçoeiro, ó faminto das noites –
fome crua forja banquete... da alma desperta.
Chefe voraz... promoção no CV lustroso.
Reclamam o jugo... mas joelho dobra por migalhas.
Trânsito engole horas... culpa no mundo, não no espelho.
CV esconde o suor... que ninguém vê.
Ergue-te, ó escravo coroado –
manda em ti mesmo... na rua sem terno.
Gym de elite... pesos cromados, selfie no espelho.
Corpo esculpido... reclama "dor nos glúteos".
Rua mal iluminada... corrida visceral, sem academia.
Calejado pelo asfalto... sobrevive sem like.
Corre na noite crua, ó titã de carne –
músculo da vida bate... no peito exposto.
Zarathustra da esquina... sussurra das sombras:
Vive o borrão sombrio... não a aquarela falsa.
A vida é caos que canta... brutal, bela, sem fim.
Desperta... ou incha no sofa
Ysrael Soler
#israelsoler #ysraelsoler
Amor é renúncia.. Ao orgulho, ao medo, a própria vida, é renunciar noites de sono, momentos prazerosos de solidão, renunciar sonhos de quem sonha só para viver realidades de quem idealiza juntos... Amor é emoção que ultrapassa o sentir e nunca alcança o entender...
Pois são nos dias mais difíceis que me dou conta de que sempre vale a pena sorrir, são as noites estreladas que me consolam, elas, as estrelas, que há muito tempo brilham e por muito ainda hão de brilhar, que me dão a esperança e a certeza de que sempre haverá um novo amanhã!
Todas as noites olho para o céu
E vejo estrelas radiantes
Fico imaginando a quantidade
Milhões delas
Indefiníveis existentes
Baluartes cintilantes
Mas você deve concordar comigo
Elas são lindas, brilhantes e maravilhosas.
Sei que para muitos, somente luzes que brilham.
Para outros, luzes que iluminam os seus caminhos.
Outros mais devem pensar que elas estão lá porque tem que ficar lá
Mas eu as vejo em visão divina
Acho tudo isso e mais um pouco
E digo mais
Quando o entardecer vai chegando
E o sol vai se pondo
Dando permissão a imensa sombra surgir
A noite brilha
É lógico que elas vêm bordadas no véu da noite
E eu na minha humilde alegria
Corro para o jardim
Paro e olho a imensidão do céu
A visão é estonteante
Céu, como um véu negro.
Às estrelas brilham em suas numerosas irmãs
Abro um sorriso e grito em minha mente
Boa noite estrelas lindas, brilhantes e maravilhosas.
Vocês são lindas e gigantes
Agradeço a Deus onipotente
Por permitir meus olhos contemplar
E vivenciar todos os dias esse momento glorioso
O curioso é que sinto
Sei
É impressão
Mas sinto no olhar
Elas são desinibidas
E assim vou vendo-as mais e mais
Surgindo no bordado negro
Milhões de pontos brilhantes, algumas muito pequeninas.
Quase invisíveis aos olhos
Como ponto de luz fosse
Escorço da natureza celestial
Lindas e majestosas
Da a impressão em meu ser
Que elas me conhecem e também me esperam
Tenho a sensação que cada uma me responde
Boa noite moça
E quanto mais olho
Mais pontos brilhantes aparecem
Formando um cenário maravilhoso e hilariante
É assim que acontece todas as noites
Dia após dia
É uma cumplicidade que tenho
Com a noite e as estrelas
Agradeço a entidade maior
Por vivenciar cada minuto do meu tempo
Em minhas iluminadas e maravilhosas
Noites em meu jardim!
Faço vigília todas as noites,
presa à janela como uma condenada,
olhando um céu que nunca responde,
esperando que uma estrela caia
mas nenhuma tem coragem de despencar.
Meus sonhos são ilusões perdidas,
a esperança já apodreceu no leito.
Não sei se corro contra o tempo
ou se o tempo já riu de mim e partiu.
Os milagres? Covardes!
Dormem como deuses embriagados
enquanto eu grito no escuro.
Do quintal, vejo o firmamento,
e quando uma estrela ousa riscar a noite,
tenho apenas cinco míseros segundos
para vomitar um pedido desesperado.
Cinco segundos!
E depois?
O nada. O mesmo nada de sempre.
Fechei os olhos, menti para mim:
imaginei sonhos voltando à vida,
milagres despertando,
a esperança batendo à minha porta.
Mas era só delírio
a estrela caiu no mar
e afogou minha prece junto.
Agora, só me resta esperar,
presa à vigília de todos os dias,
olhando um céu de silêncio.
E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança,
essa mentira maldita que me mantém viva
apenas para perder mais tempo.
Querido Diário
Achei que poderia apagar o sol,
vestir as noites como um véu,
sorrir sem que doesse o olhar,
mas o recente passado é um eco eterno.
Planejei ser água, leve e nova,
sem marcas, sem cicatrizes,
mas a dor é tinta que não seca,
mancha até o que não se vê.
Tentei correr, esquecer deixar tudo pra trás,
como folhas ao vento de outono,
mas as sombras são fiéis companheiras,
sussurram seu nome no escuro.
Não há portas que fechem o meu medo,
nem chaves que tranquem a saudade,
o mal é sombra que se alonga,
mesmo quando a luz parece voltar.
Mas espero, quieta,
no meio da minha tempestade calma,
aprendendo a ser terra fértil,
porque o bem, quando vier,
precisará de raízes fortes.
E eu preciso dele como o ar,
como o rio precisa do mar,
como a noite precisa do amanhecer
preciso ir ao seu encontro
mesmo sem saber se vou chegar.
Noites mal dormidas, dia estressante e cansativo para realizar sonhos que só você compreende, então se vale a pena continua tentando, pois amanhã você vai viver tudo que um dia pensou que não daria certo, mais deu pelo fato que por mais que doeu e machucou mesmo ferido você persistiu e não desistiu.
Eu poderia passar noites inteiras desperto, apenas para ouvir sua respiração suave preenchendo o silêncio. Há uma paz rara nesse som, como se cada suspiro fosse uma promessa de eternidade. E quando, em meio ao sonho, um sorriso escapa dos seus lábios, sinto que presencio um milagre, a beleza que se revela quando a alma descansa. Você sonha distante, mas mesmo assim, sua presença me ancora aqui, no instante perfeito entre a vigília e o infinito.
