Nove Noites de Bernardo Carvalho

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Formatura:


“Você vê um anel. Eu vejo noites, renúncias e silêncio.”

Norte, sul, leste, oeste, ocidente, e, oriente, sempre solamente um único, noites e dias em conjuntos de dias, merecimento livre dos valores.

Ela é como o céus…
Que naturalmente
Abriga em seu infinito
A beleza de todas as noites.
Ela é como o céus…
Que na cautelosa profundidade
Contida em teus olhos.
Consegue atordoar
Ate os mais rígidos pensamentos.
Pois ela, é como o céu…

Tantas noites a insônia tem me pego
Mas hj foi incrível
Sonhei acordada então
Com o momento que naquela estação vc descia me abraçava e beijava calorosamente
Onde vínhamos pra casa e éramos um só no beijo no carinho no amor na cama nos sonhos e projetos
E aí acordei lágrimas desciam pelo meu rosto e eu perguntava será um sonho ?
Onde ela deixou de me amar assim ?
Onde eu não merecia mais ?
Como o amor pode ter sufocado alguém assim a ponto de fazer de tudo pra me perder?
E fiquei no lupin das boas lembranças e no despertar
Por favor não me acorde pois estarei sonhando com nossa vida feliz ,com nossa casa exatamente como projetamos
Com nossos filmes juntos
Onde não era necessário levantar muralhas pra se defender
Onde eu não precisava ter medo de te dar meu amor sem te sufocar .
Por favor não me acorde
Eu estou sonhando com um amor que um dia eu vivi e na verdade acho que era tudo sonho mesmo

O raio vai cair!




O vazio falhou quando tentou me corromper com suas noites de influências invisíveis aos olhos,


Nada que um dia teve um preço eu deixei criar raízes, pois as minhas convicções nunca estiveram a venda,


O drama do inocente que aprendeu a sentir não permitiu que o tempo pudesse atrofiar os seus sonhos,


Nuvens escuras e densas com sons estrondosos cobrem o meu céu,


O sinal foi dado,


O raio vai cair,


Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mentiu.

Saibamos separar


Por um longo período apreciei as noites sem luz,


Caminhei descalço no vale das almas perdidas jogando espinhos pelo caminho mesmo sabendo que um dia eu voltaria,


As certezas não doem, o que dói é a imprudência de ficar olhando fixo para o abismo por muito tempo esperando respostas,


A eternidade são instantes do tempo que esqueceram de parar, eles passam ou carregando cicatrizes ou carregando sólidos momentos com profundidade,


O presente é uma incógnita da culpa e do abandono, das dúvidas e dos caminhos, é uma incógnita das crenças e das oportunidades,


Podemos ser aquilo que buscamos ser na nossa essência desde que saibamos separar os limites da nossa intensidade do controle do que é o nosso inteiro.

Noites a dentro




Arquiteto da noite,


Escritor da lua,


Construtor rei do silêncio,


Bússola de corações apaixonados.

Reza a lenda 2 : Que a rede da Lucci
não é de pano, é tecida em luar,
nasceu de noites de sonho e coragem,
nas mãos da vida que sabe bordar.
Cada nó guarda um pedaço de estrada,
cada fio canta um canto ancestral,
quem nela deita recebe um presente,
um sopro de paz, um toque imortal.
No balanço lento se abrem portais,
o sono conduz ao fundo da mente,
visita memórias, futuros distantes,
segredos guardados no fio do presente.
Dizem que a rede conversa baixinho,
sussurra segredos do peito escondido,
mostra que a dor também é caminho,
e que até o pranto tem seu sentido.
E quem desperta do sono profundo,
ergue-se leve, com brilho no olhar,
porque a rede da Lucci é encanto do mundo,
ninguém que a prova deseja acordar.
Assim corre a lenda de boca em boca,
do Norte ao Sul, de terreiro a quintal,
quem nela descansa renova a vida,
e volta ao tempo com força vital.

“Tem noites que falam baixo… Mas dizem tudo.”

No decorrer de certas noites, quando o tempo se mostra oportuno, cercado por uma escuridão densa, iluminado apenas pela luz da lua, fico em silêncio e passo a ter uma conversa sincera com Selene, dando voz aos meus pensamentos mais frequentes como se ela conseguisse ouvir todos eles

Assim, prontamente, consigo ficar imerso em um momento particular, permitido por Deus, um dos meios da minha mente desabafar, estando diante de uma ouvinte perfeita, que a ouve atentamente lá do céu, sem expressar nenhum sinal de desconforto, ouvindo tudo até o final, um respeito desejoso

E levando em conta o meu alívio mental, de acordo com um prisma lúdico, imagino que toda vez que conversamos, ela ouve e responde de uma maneira sábia a cada pensamento meu que decide falar sobre vários assuntos, paixão, rotina, sonhos, imaginação, amor e outras coisas da vida.

Algumas vezes, ele aparece. Não é anunciado, não pede licença. Surge em tardes frias, em noites sombrias, silencioso, mas com a intensidade de um grito interno. Eu o chamo de O Vazio.

Sentir O Vazio é sentir a morte por dentro — mas não aquela morte física, simples e final. É uma morte diferente, mais sutil, mais antiga, que insiste em me lembrar de algo que eu já fui, de algo que já senti em outros lugares e tempos. É como se minha existência, fragmentada e atravessada por cicatrizes antigas, estivesse sendo revisitadas por sombras que o presente não consegue alcançar.

Quando O Vazio chega, não estou no tempo. Estou fora dele. Não é uma sensação que se possa controlar, ou mesmo compreender completamente. Ele se apresenta segundo suas próprias regras, segundo sua própria vontade. E, quando vem, parece sussurrar que meus passados — não apenas o imediato, mas todos os que deixaram marcas — têm algo a me dizer.

São cicatrizes que ainda latejam. Memórias que não pertencem mais a este instante, mas continuam a pulsar no corpo da alma. Não é daqui. O Vazio me remete a algo distante, quase irreal, perdido no tempo e no espaço, mas que insiste em permanecer. É a prova de que a experiência humana não é linear, e que o que fomos, mesmo quando esquecido, ainda vive dentro de nós, às vezes em silêncio, às vezes com a força de um choque inesperado.

Talvez O Vazio seja um portal para o que ainda não compreendemos de nós mesmos. Talvez seja um aviso, um chamado ou apenas a lembrança de que a alma carrega impressões de lugares e tempos que o corpo jamais atravessará novamente.

No encontro com O Vazio, aprendemos algo essencial: que a vida não se mede apenas pelo que fazemos ou sentimos agora, mas também pelo eco das feridas antigas, pelo rastro dos nossos passados que insistem em conversar conosco.

E, quando ele parte, resta a consciência de que fomos visitados por algo maior do que a dor momentânea: fomos confrontados com a própria eternidade da memória, com o peso do que já fomos e, de certo modo, com a promessa de que ainda somos.

As noites são oficinas pensantes e meus pensamentos são rabiscos que gritam, torturados e sem sentido, como se um cego fosse condenado a tropeçar eternamente sobre os cacos da própria existência.

Meus pensamentos inquietantes são labirintos de fumaça, torres que se erguem em noites sem fim. Nunca dormem, nem se calam, e a tormenta que me acompanha é um vigia de cristal, refletindo em seus prismas cada medo que ouso sentir, cada memória que se recusa a morrer.

As noites ensinaram disciplina. Pela manhã, transformei cansaço em obra. Minha rotina é a minha vitória.

Gastei noites em prantos e dias em ação, a urgência virou disciplina, a disciplina produz liberdade.

Quem ama com coragem constrói abrigo até nas noites sem lua.

A fé que me move não nasceu em templos, mas nas noites em que chorei até não restar voz, foi ali que descobri o Deus que me reconstrói em silêncio, não preciso vê-lo para saber que Ele me sustenta, sinto-o no lugar exato onde a dor tentava me matar.

Há noites em que o passado é uma chuva lenta no rosto, cada gota desenha mapas de feridas que não cicatrizam. Ando pelas ruas da memória descalço, procurando um porto. Não encontro abrigo, encontro só sinais de onde fui naufragado. E aprendo a navegar com a fome como timão.

Há noites em que o céu parece fechado, mas é dentro de mim que a escuridão é mais espessa. Mesmo assim, procuro estrelas na memória. E sempre encontro uma: a da fé que não apagou. Porque Deus brilha mesmo quando não o vejo.

Há noites em que minha voz se perde como folha na chuva, cada palavra desfia-se em gotas que não alcançam ninguém. O quarto vira um navio naufragado de memórias, e eu mergulho por coisas que nem sempre merecem resgate.