Nove Noites de Bernardo Carvalho

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É

Ser poeta, é
Não fazer sentido.
Fazer um poema,
É tapar o ouvido.

Inserida por g-i

Eu sou o que sou pelo que sou!

Inserida por g-i

Caso não seja tomado o devido cuidado, o poder corrompe e traz a arrogância!

Inserida por g-i

Para a poesia não há lógica, ela deixa a lógica para a ciência!

Inserida por g-i

É no momento de dor que o poeta se sobressai!

Inserida por g-i

A vida me ensinou que é vital ensinar...
Me falou que devemos continuar, para o mundo não parar!
Aprendi o que vivi, ensinei o que é verdade,
Vivifiquei a tal alma que se predeu na realidade!

Inserida por g-i

Sonhos...
E a cada ano que começou meus sonhos eu não deixei.
Não esquecerei,
Sem ele não chegaria onde cheguei.
Não saberia o que sei,
Se não sonhasse o que sonhei.
Não sei o que serei.
Mas deles não desistirei,
Porque sei o que sei.
Mas sem eles não serei...
...Simplesmente o que sou

Inserida por g-i

Não é quem voçê é que te define, e sim o que, voçê faz, que define quem voçê é...

Inserida por DiogoCardosoCarvalho

Deus atua de maneira muito óbvia em minha vida

Inserida por henriquelevi

" O Melhor muitas vezes se passa por qualquer um, para que o qualquer um, não o discrimine, por ele ser o melhor "...

Inserida por DiogoCardosoCarvalho

Café é bom enquanto droga, enquanto bebida é uma droga

Inserida por joao_victor_carvalho

Não há nada de errado em, as vezes, errar.

Inserida por joao_victor_carvalho

A ignorância só é uma benção para aqueles que acreditam em bençãos.

Inserida por joao_victor_carvalho

Ou você liga tanto para um problema mas tanto para um problema que você arranja uma solução, ou, você liga tão pouco para ele que ele deixa de ser um problema. Qualquer coisa no meio é sofrimento desnecessário.

Inserida por joao_victor_carvalho

O comunismo é uma invenção capitalista para vender capitalismo.

Inserida por joao_victor_carvalho

Todos são iguais, ao passo de que todos são diferentes, é nesse limbo, nessa contradição, que as relações humanas vivem.

Inserida por joao_victor_carvalho

O povo acha que ser feliz é impossível, não param para pensar que só é raro mesmo.

Inserida por joao_victor_carvalho

Ser bem resolvida não me exclui do senso comum da sociedade, mas me torna acima de todas as opiniões (mal) formadas a meu respeito.

Nara Minervino

Inserida por NaraMinervino

(E)FEITO PIPOCA

Como pipoca, não salto, se o óleo é frio, porque eu preciso de calor, de vapor, de muito e intenso fervor.
Quando me aquecem, feito a pipoca, eu pulo, de alegria, de entusiasmo, de amor,
e, como pipoca, estalo, faço barulho e mudo de cor.

Quando bem aquecida, eu transbordo do meu "mundo panela" e levo alegria para quem nem me conhecia, e (pre)encho sensações degustativas, olfativas, visuais e sentimentais.
Eu acelero batimentos e provoco ansiedades, de ser feliz e de saciar curiosidades.

Ao sentir um óleo quente, feito pipoca saio do meu mundo, atraio olhares, estimulo desejos, divido vontades.
O meu aroma exala de tal forma, que não há quem me sinta e quem me veja, que não veja que eu sou feita para saciedade.

É isso!
Sou assim:
Feito pipoca eu salto de mim, saio do meu espaço e me revivo, em mãos, tatos, emoções e palatos, e delicio, e distraio, e contento e satisfaço.
É tanto o bem que eu faço, que até quem não me quer bem, ao me ver, muda seu passo e compasso.

Sim!
Sou pipoca!
E, sendo pipoca, deixo que sobrem, em meu "mundo panela" ou em poucas vagas lembranças, todos os meus milhos estagnados: meus medos, minhas incertezas, minhas inseguranças e fraquezas.

No final deixo em meu "mundo panela" tudo o que faz mal para mim. Deixo todos os milhos que, fugindo de um bom óleo quente, se tornaram tanto a minha minoria, quanto a parte maior que não me compreendia.

Nara Minervino

Inserida por NaraMinervino

SERPENTE RASTEIRA

Ciúme! Oh, ciúme!
De onde tu vens? Por que tu surges?
És como uma serpente rasteira:
Mordes. Envenenas.
Conheces os pontos mais fracos
E os enche de embaraços.

Tu és vil e cruel!
Crias imagens que não existem,
Sons que não se produzem,
Sensações que são inverdades
E medos que bloqueiam coragens!

Ciúme! Oh, ciúme!
Tens asas negras e compridas.
Teus voos são violentos,
Mas pousas em frágeis ninhos
E nele depositas ovos
Do mal-estar e do desalinho.

Ciúme! Oh, ciúme!
Como a inveja, tu és maldoso!
Atacas corações e minas relações.
Tua paz sobrevive do mal
Plantado, instalado.
No sofrimento e na dor
Deixa o amor estragado.

Ciúme! Oh, ciúme!
Tu és cruel,
Feito de maldade e de fel!
Aniquilas as confianças
Sem méritos de bonança.
Cegas e ensurdeces
E ao desamor só aqueces.

Terrível tu és, ciúmes revés!
Oh, sentimento ingrato e insensato!
Sejas como quiseres,
Mas abandonas os que não te querem.
Vais para longe e isola-te, enfim.
Se o teu propósito é fazer desunir,
Saibas que há tantos que vivem sem ti.

Nara Minervino

Inserida por NaraMinervino