Nove Noites de Bernardo Carvalho
QUEM ME VIU, QUEM TE VÊ.
Quem te viu.
Quem me vê.
Você saiu.
Paguei pra ver
Em quanto tempo
Vai me esquecer.
Quem me viu.
Quem te vê.
Não esperei.
Me fiz correr.
E, agora, volta
Pra me dizer
Que não consegue
Me esquecer.
Quem nos viu.
Quem nos vê
Não sabe mais
Reconhecer
Aquele amor
Que era só teu
E no caminho
Já se perdeu.
Fila que andou.
Tempo correu.
Não me esqueceu?
Esqueci eu.
Quem vai e volta
Pra mim não deu.
Nara Minervino
CHAMA QUE TE CHAMA
Tudo em mim é chama que te chama:
pensamentos, sentimentos, desejos e ilusões!
Meu corpo também te grita,
também deseja o teu abraço
no intervalo de um espaço
que não cabe entre a gente!
Meu corpo já não sufoca a agonia
de não te ver todo dia.
É como manteiga e pão,
que através do infinito
tornam o "seu amor"
todo dia
mais bonito!
Nara Minervino
Às vezes, é o meu silêncio e o meu vazio que me fazem afundar no raso da minha própria ilusão.
Nara Minervino
QUANTO CUSTA?
Quanto custa o prazer?
O calor de um abraço,
Alguns minutos de afago
Ou um beijo louco e bem dado?
Quanto custa a alegria?
Vencer uma ducha fria,
Sentir do amor a agonia
Ou se entregar à euforia?
Quanto custa um sonho?
Vencer uma luta incansável,
Mergulhar no interminável
Ou desejar o indesejável?
Quanto custa o bem estar?
Compartilhar companhias,
Sorrir a cada novo dia
Ou fazer da vida magia?
O prazer não tem preço
Nem nada que lhe valha perder.
Qualquer concreta alegria
Está no saber viver
Dos sonhos e fantasias,
E de tudo o que faz crescer!
Que todo bem estar sobreviva
Da vida que se souber viver.
Nara Minervino
Cinco sentidos, eu e você
A leitura.
A visão:
o olhar, a sensação.
A audição:
as palavras, a melodia.
O tato:
o toque, o contato.
O paladar:
o beijo, o sabor do beijo.
O olfato:
o aroma, o cheiro,
e que cheiro! E que aroma!
Eu e você:
A emoção, o prazer.
Você e eu,
um caso que no acaso se perdeu.
Da completude de cada um
Acreditar que outra pessoa pode ser a metade da gente é crer na ideia de que nenhum ser humano pode ser inteiro.
Na dúvida, seja feliz! Nunca sabemos onde é o limite daquilo que acabou e daquilo que está apenas começando!
Um beijo só não basta
Me sinto honrado em tê-la como amiga,mas quero
muito mais com Você...
Vem sem medo...
Me dê um abraço apertado, um passo em minha direção.
Aproxima-se sem medo e sem cerimônia, me dê
um pouco do seu calor,do seu sentimento.
Um beijo só não basta...
Quero sentir Você bem perto, sentir sua respiração,
sentir suas mãos em meu corpo
e ao mesmo tempo rolar no chão.
Esquecer que existe o mundo, e esquecer da vida
e tamém que existe a morte.
Viver só o momento e fazer deles varios momentos.
Um beijo só não basta...
Quero muito mais com Você.
Quero seu carinho ,seu lindo sorriso.
Quero sua sinceridade,sua honestidade.
Nem que para isso leve tempo,ou muito tempo, não importa!?.
Tudo o que importa é que sempre estarei aqui para
te ajudar no que for preciso, e o mais importante te esperando
para te fazer Feliz.
Um beijo só não basta.
15/08/2007 /03:36
Pense e tente entender a Vida.
Descubra o que a mantêm Viva!!!!!!
Saiba qual é o exato Sentido de Sua Vida,
e qual rumo Ela poderá tomar.!
Pense no que poderia ser feito,
e no que poderia acontecer.
Sonhe com o que ainda não é Real
e Realize o inesperado.
02/07/2008/ 23:56 pm
Lord John...
SOU EU UM POUCO DE MIM
Ser diferente dos outros
não me torna de mim diferente.
Eu gosto do que me alegra
e aceito bem o que me convém,
mas mudar por alguém eu não sei,
pois deixar de ser eu não me faz bem,
se sem mim eu não sei me encontrar
e, não me achando, não encontro ninguém.
Não sou bonita, não sou feia,
não tenho talento algum,
mas no pouco de mim que eu sou,
do tudo que de pouco estou,
encontro um muito de mim.
Feliz, alegre ou triste,
não sou bem o que você procurou,
mas sou o melhor do que de mim existe.
Mais um retrato da vida
Já passava das 22 horas e eles ainda estavam lá, sujos, maltrapilhos. Um, mais esperto que o outro, devia ser o mais velho. Uns dois anos de diferença, possivelmente. O outro, mais cansado, entretanto não com menos necessidade, buscava encontrar forças naquele a quem tinha como protetor. Com eles, só a esperança de concluir o trabalho: vender os latões vazios de margarina ou manteiga que ainda restavam sobre a carroça velha, puxada por um animal não menos faminto e cansado.
Podia-se perceber entre eles uma cumplicidade familiar. Aquele, o primeiro, protegia o menor como que se o quisesse livrar das amarguras do pesado serviço. Fez um sinal para que se deitasse em seu colo, mas teve seu pedido negado. Seria menos forte aquele que primeiro se entregasse ao cansaço.
Eram eles, duas crianças apenas, um com dez, aproximadamente, e outro com possíveis oito anos. Vinham famintos pela avenida, sendo constantemente ameaçados pela estupidez dos motoristas que por ali passavam, fervorosos por chegarem em suas casas e se deitarem nos lençóis macios e quentes, desejo esse que os impedia talvez de ver essa discreta crueldade pueril. Os pais? Não foram flagrados. Deviam estar em casa cuidando ainda da dúzia de filhos que tentavam colocar para dormir. Não tinham tempo. Precisavam dessa ajuda.
Eles iriam dormir? Sim, é certo que iriam, tão certo quanto não daria tempo de chegar em casa para relaxar. Mas... Já estão acostumados, afinal, a dormir num lugar amplo e livre - inseguro e desconfortável, é verdade -, que acolhe qualquer um que precise, sem distinção. Se já tiveram, em várias noites, o frio por companhia, nessa noite não haveriam de estranhar. Afinal, para que servem também os jornais? Melhor, porque amanhã não precisaram, ainda, vestir-se para o trabalho. Acordaram prontos, arrumados.
O interessante nisso tudo é que entre esses dois jovens trabalhadores, negros e pobres, havia algo de mágico, algo capaz de mover céus e terra e tornar a todos mais humanos e fraternos. Entre eles podia-se ver cumplicidade. Entre eles podia-se ver amor.
Não é que eu não te ame.
É que é preciso nos amarmos primeiro,
para poder dedicarmos amor a alguém.
Estou me amando antes.
É isso, apenas.
É difícil esperar
por aquilo que não vem,
mas é mais difícil ainda
perder o que já se tem.
Cuide do seu bem,
e do amor cuide também!
PERDOAR NÃO É ESQUECER
Perdoar é dar uma nova chance, é sorrir junto novamente, é voltar seguir na mesma direção.
Perdoar é confiar de novo, é se jogar de cabeça, é continuar acreditando que vale à pena.
Perdoar é voltar a conviver sem medo, é acreditar que vai dar certo, sim, é tentar outra vez e outras vezes mais.
Perdoar é não duvidar jamais.
Esquecer não é o mesmo que perdoar.
Esquecer é fazer de conta que nunca aconteceu.
Esquecer é apagar a própria história.
Esquecer é desistir de quem se foi ou do que já se viveu.
Há coisas que não se esquece, mas com elas se convive, porque se perdoa.
