Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Desejo que este ano de 2021 conduza o nosso mundo
para um destino sem guerras, sem pobreza, sem pandemia,
sem prisões políticas e sem campos de concentração.
Feliz Ano Novo!
Paz e muito amor para todos nós!
Buscando ler o futuro
nosso nas estrelas,
descobrir nada novo
sob a luz da Lua Nova,
sei que ainda há muito
nesta vida por fazer,
não deixando esquecer
quem pela consciência
correu o risco de deixar
nesta terra se prender.
O quê tem me levado
todo dia para você
talvez nem o Zodíaco
saiba explicar,
o antigo disco de vinil
coloquei baixinho
aqui na sala para tocar.
Correndo na estrada
rumo ao desconhecido,
mergulho no espelho
e o teu coração não
conhece mais perigo;
o ritmo do teu peito
Messier 77 que me tira
a distância para dançar,
doce oceano de amor,
és meu inequívoco lugar.
Uma pequena curiosidade poética sobre o nosso Brasil que muitos estudam pelo menos uma poesia dele no Ensino Médio sem saber que se trata do nosso poeta nacional, vocês sabem qual é o nome dele? Gonçalves Dias.
No dia de hoje,
não quero nem
ser lembrada,
Se os poetas
governassem
o mundo talvez
o nosso destino
seria diferente.
Só quero mesmo
é ver os meus
poemas recitados
na boca de toda
a nossa gente,
Pedir diálogo
entre os povos
não é insolente.
Não dá para fingir
que não houve
o Tratado que
reconciliou a Paz
e a Amizade entre
os governantes
da nossa gente,
A Corte poderia ter
decidido diferente,
o quê a vida agora
pede é que se busque
dialogar pacificamente.
(Se a Corte Internacional tivesse sido correta, não estaria com o coração dolorido... )
🙏🌊😢💔
#MarParaLosPueblos
Um pouco de heroismo e auto cuidado em prol do nosso país que coleciona histórias de bravura e da mais alta humanidade. Vamos nos cuidar para que não percamos a nossa essência?
Podem chamar de delírio
Pois não ligo, e assumo:
A espera de quem se prepara
Para você e o nosso amor.
As oligarquias viciaram a nossa gente odiar o nosso país e tornar a nossa convivência odiosa e medíocre para nos tornar mais suscetíveis a exploração e conflituosos. Não cedamos mais ao plano do Maligno. Está na hora de não mais aderir a esse jogo!
O nosso Brasil é imenso, manter uma Internet fluída e com uma população educada no manejo dela é um forte ferramenta de Defesa Nacional.
O marco temporal e a destruição do nosso Patrimônio Histórico e Cultural têm a mesma lamentável natureza. Tenham respeito pelo Brasil!
Ninguém tem o direito de maltratar as nossas emoções, o nosso país precisa de tranquilidade para prosperar.
O cusquenho estelar tem
traçado o nosso destino
bem diante dos olhos,
e nós dois sabemos disso.
Irresistível dama silente
que com poesia tentadora
e malemolente tem feito
das tuas veias o continente.
O mundo é nosso e o futuro
nos pertence porque o teu
amor me encontra onde
as estrelas são mais visíveis.
Irretocável suíte orquestral
do Hemisfério Celestial Sul
que ninguém pode impedir:
o Ano Novo vai emergir.
Em nosso continente
algo bem antes
de três de agosto
no meu peito já previa:
a Bolívia noite e dia
está lutando para
(resgatar a democracia).
Falo o quê dá
para falar
aquilo que não há
como calar.
Em nosso continente
algo muito antes
de tudo isso no meu
peito já previa
que em cada rincão
a noite escura chegaria
(com ou sem pandemia).
Escrevo o quê dá
para escrever
aquilo que não há
como se esquecer.
Em nosso continente
a orfandade tem residência
em cada uma de nossas tribos,
em Pindorama se tornaram
(um oceano de perseguidos).
Canto porque não
dá para gritar,
quem sabe alguém
há de me escutar.
Em nosso continente
há um outro continente
de tribunais fechados
há mais de 140 dias,
um General preso injustamente,
uma tropa e civis tratados irregularmente,
até que me provem o contrário
isso não me sai da minha mente:
um continente dentro de outro continente.
Sobrevoa o condor
o nosso continente,
a cada dia há
mais gente doente,
O Mar é da Bolívia,
a cada dia por
aqui tudo tem
virado caso de polícia:
sem contabilizar
o silêncio chileno
por cada prisão política,
O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
dos refugiados
a instabilidade política
tem sido a madrinha,
e tem trazido injustiça
para o líder veterano
dos tupamaros;
E estes versos
estão presente entre
os desamparados
da América Latina
e recordam que as Malvinas
são e sempre serão argentinas,
E não posso deixar de lembrar
que o General preso injustamente
ganhou a medida cautelar,
e pela tropa também sigo a gritar,
quero ver o sol da justiça raiar
e a liberdade sul-americana celebrar.
Uma grande sucessão
de absurdos trágicos
vem despencando
sobre o nosso continente:
A noite está escura,
e a vida não anda fácil.
Como quem constrói
insistente uma ponte
_ou ao menos tenta:
Escrevi um poemário,
que ainda
não está terminado.
Recordo que faz
um ano do golpe
nefasto e maldito
do dia 30 de Abril,...
Tão indigesto como
uma refeição ruim
feita de bananas verdes,
A prisão dos tais
mentores ninguém
sabe e ninguém viu,
quantas pessoas mataram
há tempos atrás
direta e indiretamente,...
Do dinheiro povo
fizeram asas,
com elas voaram,
contas não prestaram,
uma Nação
toda bloquearam,
e o tempo pela
janela arremessaram,
Só sei que o tempo não
volta depois de arremessado;
Os presos civis e militares
estão pagando caro,
e pela consciência
continuam aprisionados,...
E o General preso injustamente
desde o dia 13 de março
do ano de dois mil e dezoito,
e eu fazendo uso desautorizado
e poético do nome dele,
pedindo para que ele e tantos
sejam pela justiça escutados e libertados.
A tarde vem chegando
dando os seus sinais
aqui no nosso interior,
Os carrilhões arbóreos
estão embalando
música para o tempo
neste mês que fazem
dois anos que
o General continua
injustamente preso.
Não se fala em outra
coisa na imprensa:
os Pume, Hivi,
Capuruchanos,
Guajivos e os Yaruros
já vivem a escravidão
como sentença,
Para libertar eles
a lei não tem
sido quase presença,...
Errando ou acertando
cada poema não
deixa de ser um
General em exílio
tentando resgatar
que a natureza
das forças resista
a não caminhar
no passo ao ponto
de virar mercadoria,
e assim segue a rotina
dolorosa da nossa
gente na América Latina.
Em nosso confuso
continente cada
um tem a sua
parcela de culpa,
A nossa dívida
histórica é interna
com o nosso
povo originário,
Em um mês e meio
quatro guajajarás
foram assassinados,
Mas é o menos
urgente que ocupa
todos os espaços
no tumultuoso cenário
que tem origem
numa única corrente
que seduz o mercado,
Invade países com
a sua intriga foi
capaz de prender
um General
e uma tropa fazendo
outro massacre
só que silencioso,
Estão todos vivos
mas é como mortos
estivessem perto
de chegar este Natal.
Não me permito
voltar os olhos
para fora,
os massacres
em Sacaba e Senkata
não tiveram
a redentora justiça
como pronta resposta:
O atraso do tempo
pode conspirar
contra a verdade
e a cruel História,
Tal como
a irrazoabilidade
fazendo batida
fora de hora,
contra a lógica
e um constante
rasgo a Constituição.
E da mesma forma
pode ocorrer com
os desaparecidos
de Laguna Alalay
em Cochabamba
e tudo aquilo que
ocorreu por tantos
lugares e em El Alto,
Tomei gás
lacrimogêneo até
o meu último
poro não alcança,
e por nada arrastaram
a minha cara no asfalto.
O sobrevoo silencioso
do condor sobre
o nosso continente
anda mais forte,
Não há possibilidade
de ficar contente,
Com o massacre
Senkata e Sacaba
que matou tanta gente.
Eis-me a poética
pelos anônimos
que insiste em saber
como são os rostos
dos desaparecidos
e para onde
ele foram levados,
Não saber quem
são e como são
tem deixado o meu
coração aos pedaços.
A América do Sul
de ponta a ponta
está sequestrada
por controle remoto,
Buscando saber
o quê aconteceu
com a tropa castigada,
E com o General
que foi injustamente
preso no meio
de uma reunião pacífica
no dia treze de março
há quase dois anos,
Por todos eles
e o tempo todo
tenho escrito versos
latino-americanos
porque sem eles
não sei o quê será de nós;
Sem exagero sei
muito bem aquilo que falo.
É o abuso do absurdo
com o nosso coração:
os planetas dançam,
as horas passam,
eu não sei de nada
e você também não.
O mundo rodopia,
e nós sequer sabemos
dos presos políticos
detidos nas duas siglas
o quê sobra é a grave
e cruel silenciação;
a única certeza
que todos nós temos
é da plena escuridão.
Que venha a luz
e que acabem com
o silêncio de metal
que está sufocando
a minha poética de
um jeito sem igual.
Ouço de maneira
póstura os passos
e os ricocheteios
do Deus da Guerra
dançando sobre
o nosso continente.
Não dá para pensar
de forma diferente,
eles chegaram:
os bombardeiros.
Do Império não
prevejo o melhor,
porque essa história
eu bem conheço,
sei que não dá para
abrir mão do receio.
No relógio da vida
eis o giro do tempo,
que não venha mais
nenhum tormento.
Porque da trincheira
sou o último soldado,
ideologia poética,
aceno total de paz
e oração de devota:
implorando a liberdade
do General e da tropa.
O pensamento acena
Para o nosso caminho,
As palavras se tornam
O concreto destino.
A escolha nossa deve ser
Pela poesia do encontro
Em nome da reconciliação,
Ao prisioneiro mais antigo
A esperada libertação.
O sonho de liberdade
Não pode ser pela metade,
Da mesma forma que não
Se divide o bem amado,
No verso mirandino gritado
Pelo herói é a esperança
De um futuro resgatado.
Porque escrevo não para brigar,
mas para abrir os olhos...
