Nosso Amor como o Canto dos Passaros
As poeiras ficam escondidas pelos cantos.
O canto camufla, mas a hipocrisia é fétida.
Impune fica a podridão dos quem tem ($).
E respiram os pobres com olfato de vulnerabilidade
Por um dia...
Poesia é melodia,
um canto simples e suave
encanto
toda a noite, todo o dia.
Poesia é alegria
tatuada na alma
traz a paz que qualquer turbilhão acalma.
Poesia é magia
nas páginas da memória
lembrança de que
você foi meu... por um dia.
Não adianta procurar tua felicidade em canto nenhum. Se ela não habitar teu interior, nada, nem ninguém a colocará dentro de ti!
Pranto ao Adeus
De tudo que me trouxe o pranto
É tudo incerto e às vezes canto.
Ao adeus lamento e choro
E ao clamor ainda imploro.
Que você volte e fique de vez
E tire de mim essa insensatez.
Vem me saciar com a ternura
E leva embora essa loucura que ficou em mim e só me traz amargura.
Manhã sonâmbula!
Levantei cedo procurando o canto do galo
Não o ouvi
Pois o serralheiro já se havia levantado
Procurei então ver a estrela da aurora
Não a vi
Pois o oleiro também se havia levantado
Pensei então em voltar a cama
Tarde demais
Era inverno e o frio já lá estava.
Que faço agora?
O canalizador se havia atrasado
Na sua água encontrei a cura,
Estava sonâmbulo.
Transtornado por viver dependente da Independência dependente do meu país.
Que mania que os adultos tem de deixar de castigo num canto esquecido a criança que traz no seu coração.
Não ouvi o canto do pássaro, não senti o sol queimar minha pele, não senti o suor descer sobre o rosto.
Não vi a fumaça dos carros, nem ouvi o barulho dos carros, não vi a criança brincar, nem as pessoas rirem.
Nem mulher que chorava por ser traída, nem o desespero do homem que traiu, nem a menina que envergonhada recolhia as roupas do chão.
Não vi o cachorro latir, nem o homem da bicicleta, nem ouvi barulho do bar.
Não tinha música no rádio, não tinha luz, nem o ar em movimento.
Não tinha dor nos ossos, nem entre os músculos.
Lá não tinha abraço nem beijo, não tinha afago ou suspiro, não tinha pele, não tinha o carinho da gatinha que brincava no chão.
Lá não tinha amor, nem dinheiro, só tinha as contas de segunda-feira.
Lá eu só era mais um, em meu silêncio de solidão tumultuada.
Não senti o tempo, nem a vida se passar ao meu redor.
Me sobrou o cansaço, em lapsos dos meus devaneios, me sobrou minha cama, e meu minuto pago de silêncio.
Só mais um dia, e para todos os dias: Resiliência.
E quando ele sorria, eu tratava de registrar aquele bendito momento dentro de algum canto em mim. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, eu seria obrigado a me contentar apenas com as lembranças.
-Seu porco imundo!
Gritei com todo ódio
O que ele ouviu foi um canto romântico de passarinho com sotaque francês.
A procurou tanto
por tanto tempo
e em todo canto
que se deu conta
em meio ao pranto
de ter perdido a si
por procurá-la tanto.
Se os quatro canto da minha casa falassem o ouviam todos saberiam os problemas que tanto me pertubam no meu dia dia.
Esboço de um epitáfio
O canto do quero-quero, a xícara de café no meio da tarde
Ah, que alegria!
Lembranças que deixo. Sonhos que desvanecem
Vocês – família, amigos, vizinhos, conhecidos, estranhos
Não estou mais aí, aliás, não estou nem aqui
Jazo invisivelmente, sou um símbolo a partir de agora
Nada levo, mas depois de mim – o mundo – belo e áspero, miserável e sublime ainda será o mesmo.
O céu azulado, os desenhos que fiz, as mulheres que beijei e levei para cama, a ânsia de dar sentido a minha vida...
Meu romantismo, minha solidão, meu refúgio, os mundos que criei; as páginas da bíblia, os enigmas espirituais...
Nada mais me toca nada mais me diz um ai
Por quê? Porque não existo mais
Sou pó, ao pó retornei.
A quem agradeço pelo presente?
O meu presente é você em minha vida...
Um presente que canto em prosa e em verso.
Que prazer...
você meu presente ser,
no meu presente te ter.
Um rancho... a beira rio... um canto... um ninho... um quarto... no mato...
Sua presença será suficiente para arquitetarmos a melhor das mansões,
Nos piores e mais áridos desertos,
Fartura será conseqüência com sua presença,
Vou ser água pura, pra você no meio do deserto... um Oasis
sem miragem... Sou real, longe porem não breve...
É só continuar a me olhar com esses olhos que serei o que você quiser, quando você quiser. Serei eu... serei eu em você...
Sou uma artista, sou portadora do bem da arte. Pelos meus poros sinto exalar o odor do canto e dos momentos... das inspirações profundas, do meu êxtase... Amo a vida, amo amar, amo, amo intensamente e me entrego... Danço a coreografia das folhas secas descendo ao vento... Contemplo o arco-íris como uma criança ao observar um carrossel colorido... Sorrio, choro, grito, esbravejo, luto, transpiro! Sou emoção! Sou humana... Sou minha essência... Conquisto, consigo, tenho foco... Sou delicada, sou leoa, sou amante, sou romântica... Sou Penélope...
Queria ouvir sua voz hoje, queria sua mão em volta da minha cintura, aquele beijo suave no canto da boca, um olhar verdadeiro onde mil palavras são ditas silenciosamente. Na verdade queria ter você aqui, você que paira no meu imaginário, você que é a pessoa perfeita pra mim, que ainda não tem rosto e que pode nem existir.
