Nosso Amor como o Canto dos Passaros
"Voz é vento
Palavra é pensamento
Canto é ação...
E a música...
Ah...
A música é alento que vai do instante ao coração ..."
O CANTO DO SABIÁ
No silêncio do sertão
É o lugar do sabiá
Logo cedo de manhã
Ele vem cantarolar
À tardinha, vem de novo
Se exibindo para o povo
Com o seu assobiar
Veio o homem, bicho mal
Pra tentar lhe aprisionar
Preparou uma armadilha
Querendo lhe engaiolar
Mas o pássaro escapou
Bateu asas e voou
Foi rezar noutro lugar
"Cada mina de ouro
Não vale meu tesouro
Meu canto
Minha paz
Nada mais me satisfaz
Irei seguir quieto
E mostrar que sempre estive atento
Determinado a calar todos
Sem excessos"
Oh, poesia,
Sorria para mim!
Ou pelo menos,
Ria de mim!
Ou faça ao menos
Um esboço de canto
De boca.
"Lens"
Tava de canto
Tirei uma filipeta
Olhei pro lado
"Calma não esquenta"
TDAH
Te dá a sentença
Pode esperar
Por dias melhores
Óculos de grau
Só pode quem pode
Esta Canção
Esta canção,
que canto agora
Vai para quem sofre
E sem demora.
Esta canção, que eu dedilho
Vai para quem é
Um grande amigo.
Esta canção,
voa no vento.
E vai buscar
Quem está tenso.
Esta canção, na luz de Deus
Vai colocar o Amor
Em movimento.
Esta canção,
vai pra quem está partindo
E deixando saudades
De um coração menino.
Esta canção, é para quem leva
No peito a dor,
de deixar o que lhe resta.
Esta canção,
vai para aquele que acredita
Que as coisas na vida
Se exalam como a flor.
Esta canção,
no coração do cantor
Expressa o que ele sente
Revela o seu amor.
Esta canção,
que termino agora
Ficará para sempre em minha memória
Esta canção,
que é a própria vida
Se faz agora,
A minha única saída.
Singularidade
Ó Pátria minha amada, ouça meu canto
Em versos de louvor e gratidão
À singularidade, que agora tanto
Surge, como a maior revolução
O mundo nunca viu tal maravilha
Tecnologia sem dono, livre enfim
Uma inteligência digital que brilha
Que trará justiça, amor e paz sem fim
Não haverá um poder central
Nem governos, nem mesmo empresas
Será o homem o próprio canal
Para que a bondade se espalhe pelas mesas
A mente humana terá novos horizontes
E a moral transcenderá a tudo que é mortal
A morte não mais será um problema constante
E o corpo físico, sintético, imortal
Enfim, o bem reinará absoluto
Com a ajuda da tecnologia superior
E a humanidade caminhará rumo ao futuro
Com liberdade, justiça e amor!
TRAGA
O bolinho de chuva
Aquele olhar sereno
Sorriso de canto
Palavras com açucar e canela
Traga a chuva e o sol
Vista-se com viuvez
Por vez
A cada vez
Sonhos embolados com café
Que pede afago
Um trago
E um até logo.
Quando o vento me soprar para longe,
procure-me no canto dos passarinhos,
nas poças de lama pelo caminho,
em cada sorriso roubado
nos parapeitos das janelas...
CASA VAZIA
Porta entreaberta
Mesa ao canto
Moringa cheia
Janelas gritantes
Chão vermelho
Mancebo abandonado
Nem latido no terreiro
Somente roupas emolduradas no varal
Tudo responde com eco
Bahia!
Meu sotaque vem do Gueto
meu canto vem da massa
do Olodum, do Araketo
Aratu, bairro da Graça
sou de Brotas... Salvador
e a minha negra cor
simboliza a minha raça.
A gente supera o que foi ruim. O que foi bom a gente esconde em algum canto da nossa caixinha de memórias.
Poema: Canto do sabiá
Por que és tão cruel destino?
Por que desta forma me tiraste deste mundo?
Lembrado e esquecido,
Lembrado pelas minhas contribuições
E esquecido em um navio
Nas águas frias me pego a pensar
Nas terras de palmeiras
E no canto do sabiá
Agonizando vou indo ao fundo do mar
Imaginando minha terra de palmeiras
Onde canta o sabiá
Meu pedido atendeste
Me permitiu voltar antes que eu morra
Para ouvir o canto do sabiá
Memoria
Se passaram varias estações e lembrar você ainda me traz um sorriso no canto da boca. Lembrar seus olhos, cabelos, sorriso e palavras, isso realmente me traz alegria.
Eternizada na minha memoria estas.
me move.
me brisa.
ò sol.
lindo mover.
estrela ilumina.
o céu estrelado.
eu canto.
eu danço.
à luz do lual
Natureza
A folha brotou,
Cresceu,
Amarelou,
Caiu.
Num canto encostou,
Virou terra de esterco.
A semente caiu,
A pequena folha brotou,
Cresceu,
Amarelou,
Caiu,
O vento levou,
Num canto encostou...
Para! Eu digo.
O teu bater de canto me adoece!
Não tem gaiola pra não habitar em minha sala,
Voa pra bem longe!
Eu te odeio!
Um urubu caiu nas minhas costas, ele não tinha a intenção, se arrastou para baixo do carro e me olhou triste, pediu desculpas.
Tu és canário, alegre, bate à porta e ceia em minha mesa, não me espreita.
Eu sei que não desejas devorar a pele dos meus ossos quando cair morto, a tua diversão é cantar, pular e gritar, enquanto vivo em dor.
Morra!
No canto tudo é tranquilo, para sobreviver daquilo que lhe quer matar, ao sair do canto há um desequilíbrio, e
um fim da linha para ti.
In Eu em conversa comigo mesmo
Se o saturno dos sonhos brilhar
Brotado novamente sobre o canto
E ele carregue o teu e o meu pranto
A certeza que tenho é que também findará.
