Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Por toda sorte de lugar, falaram teu nome,
Em cada canto deste mundo, há quem tenha ouvido de tua grandeza.
Chamaram e invocaram-te a cada susto ou medo,
Mas só os que sofreram na pele o que a vida tem a oferecer
Sabem realmente quem tu és.
No caminho da solidão, no vale do esquecimento,
Pude ver que não estava só.
Depois dos ventos sorditos que tudo levam,
Entendi que tudo vem de ti.
E por mais que eu seja fraco e até inútil,
Tu, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus de Israel,
Não me abandonaste.
Hoje sei que há somente um Deus sobre toda a face da Terra,
E além de ti, outro não há.
Pois os Hebreus passaram o mar a seco por ti,
Pedro foi liberto da prisão por tua vontade,
E pela tua palavra, em ato de amor, o Verbo se fez carne,
Cristo, nosso Salvador.
SEM RESPOSTA:
Telefone toca e toca,
Mas continua sem resposta
Empoeirado e largado em um canto
O telefone toca,
Toca e toca,
Número desconhecido,
Vazio desconhecido
Ligação fraca e inútil,
As sirenes ecoam como um solo de guitarra
Você está bem?
Telefone para de tocar,
Mas o toque ainda ecoa
E mesmo assim fico sem respostas.
O Canto do Alfa e Ômega
No início e no fim, Ele reina, sublime,
Cristo, o Alfa e o Ômega, em esplendor e brilho.
Antes do tempo, Ele era, e além do fim, será,
Luz eterna que ao coração acalma e acalenta.
No princípio, uma melodia doce,
No fim, um acorde que a alma eleva.
Ele, o verbo, a palavra que tudo cria,
Em Seu nome, o universo canta e celebra.
Cristo, o Alfa, o princípio de toda vida,
Com Seu amor, a criação foi adornada.
O sol se ergue em Sua glória matinal,
E as estrelas sussurram Seu nome ao crepúsculo.
No Ômega, a promessa de um novo amanhã,
Onde a tristeza finda e a alegria é perene.
Ele é o último suspiro da noite,
E o primeiro raio da aurora divina.
Cada instante em Sua presença é eterno,
Cada passo com Ele é leve e sereno.
Ele, o começo e o fim de toda esperança,
A nota inicial e final da nossa dança.
Cristo, o Alfa e Ômega, guardião do tempo,
Rei de toda criação, majestade sem par.
Em Suas mãos, o universo repousa,
E em Seu coração, encontramos nosso lar.
Em Saquarema, onde o mar se agita,
Ecoa um canto de alma aflita.
Navegantes do saber, guardiões da tradição,
Lutam por seu legado, contra a opressão.
Preteridos à margem, sem voz e sem espaço,
Sentem o aço da desvalorização cruel,
Que transforma o suor em fel e a esperança em dor.
Ó Saquarema, cidade mãe, escuta o clamor!
Seus filhos do mar, pescadores de valor,
Lutam para garantir a pesca, a vida que os guia,
Mas a onda da injustiça os tenta afogar.
Redes vazias, futuro incerto,
A arte ancestral em perigo de definhar,
Sem apoio, sem incentivo, sem ninguém para amar.
Mas a alma do navegador não se rende jamais.
Unidos na voz, nos versos que não se calam,
Erguem suas velas, tecem esperança em seus laços,
E clamam por justiça, por direitos e espaços.
Que o vento traga a mudança, folhas ao léu,
E a justiça floresça como o sol no céu!
Que a prefeitura estenda a mão e os reconheça,
E a cidade, unida, a este clamor se apresse.
Porque o navegador não é só trabalhador,
É guardião da natureza, poeta do amor.
Nas suas mãos, a história e o saber se abraçam,
Um legado que a todos cabe honrar.
Que a poesia seja a voz da transformação,
E a justiça, o farol que guia a união.
Que Saquarema, rio e cidade em comunhão,
Caminhem juntos em perfeita sinfonia,
Onde a vida e a alma cantem em harmonia.
Porque o navegador é Saquarema, é sua história,
Sua cultura, sua arte, sua glória.
Que a cidade o valorize, o abrace e o acolha,
E juntos construam um futuro onde a pesca floresça e a alma se solte.
No monte escuro e pálido, fecundo de essência, pernoita no canto o rebanho... lânguido e magoado.
As estrelas caiem e abraçam essas almas docemente acesas, de olhos esbugalhados e afundadas em semânticas conscienciosas, cruéis, que sorriem ao pastor, as ovelhas três malhadas... perturbadas pela existência de uma razão, as suas... diria.
Nesta oração incluo os que são, porém, cépticos na sua mecânica, de cor azul, perdidos em aritméticas que ustulam nos vértices combalidos e moribundos, tal e qual os combates ultramarinos... foda-se... penso eu, nem os cabelos luminosos que circundam a beleza da sorte se anunciam...
O ROUXINOL E EU
Por vezes, quando eu canto, o rouxinol
Responde-me trinando o seu cantar,
Mas sei que ele quer mesmo é me agradar
Nas manhãs que saudamos ao deus sol.
O meu trovar tropeça em tom bemol
Já que o meu canto é simples laurear...
E o rouxinol, contralto singular
Que por si só encanta, qual farol!
Mesmo assim eu me sinto tão feliz
Por ser de cantador, um aprendiz
Que vive a declamar os versos seus.
O rouxinol e eu, consortes somos,
O que já me é bastante, pois compomos
Ajustado dueto... Préstimos meus!
É manhã e eu caminho sobre a areia e sob o sol
Vendo a maré-cheia, pensando no canto do rouxinol
Lembrei da pergunta, que jurei nunca esquecer
"Como pode falar do amor, se nunca o pôde viver?"
Um tanto consternado, assumo sem temor
Nunca fui apaixonado, mas sei coisa ou duas sobre o amor
Sei que vem na primavera, com a ascenção das flores
Corre, brinca, se diverte, e se esvai em muitas dores
Afinal, se o amor fosse bom não haveria sofrimento
A amar prefiro a vodka, que me dá entendimento
Pela praia vou andando, passeando e bebendo sem demora
E vejo que o amor é como o mar, chega, molha, e vai-se embora
A lua já subiu, e eu continuo a andar sem pressa
O amor é como a criança atrevida, teima, corre e tropeça
Mas, afinal, eu não sinto o amor para que dele possa falar
Não sei mais o que digo, sinto muito meu amigo, já estou bêbado demais para acabar
O voo para a liberdade...
Amanheceu e um canto diferente cantou,
O passarinho com suas penas finas e amarela
A liberdade no romper do dia em um céu imenso no olhar,
Uma árvore verde a pousar, suas folhas a balançar para lá e para cá...
A liberdade contada nos dias que parecia não ter fim, no olhar de dentro da gaiola.
Em fim a porta se abriu e o amanhecer confirmou que poderia arriscar, voar e sonhar, bastava apenas confiar...
Fé não é acreditar que temos asas,
Fé é saber que Deus nos fará voar, mesmo sem elas...
O voo da alma em busca de sonhos,
Voe passarinho a gaiola foi aberta.
O palhaço vive de canto em outro com seus amigos viajando para bem longe com o circo fazendo todo mundo sorrir, quando faz suas palhaçadas para todos fica alegre como se fosse uma criança, mas quando sai do palco fica triste sem saber qual foi o motivo, mas mesmo assim enxuga as lágrimas e recomeça novamente de novo e de novo instantaneamente, as estradas que percorre tem preços tão ensolarados vai de lugar em lugar uma cidade fala: Queremos mas do show queremos mas e outra diz: Não queremos ir ao circo achamos um incomodo pôs não tem palhaçada que preste, e assim vive suas vidas, suas vidas vividas, eu realmente gosto de palhaços fico sorrindo só quando a piada é boa se não eu nem abro meu sorriso. Eu não sei acho tão desconfortante e desfavorável pôs não sei o que se passa fico imaginando. Como os palhaços ficam quando sai do palco pois dentro do palco eles completam os seus shows alegres e felizes levando toda a plateia a sorrir, mas quando sai do palco eu não sei eu acho que eles ficam tristes, ou amparam uns aos outros quando tira a maquiagem eu não sei como é, nunca tive a curiosidade de ver como es dentro da cortina, nunca parei para pensar nessa probabilidade existencial da nossa sociedade
"Nesse mundão de meu Deus…
Olho pra todo o lado…
Procuro ele em cada canto…
Onde os olhos não alcança.
Neste mar de terras férteis…
Ele se mostra presente…
Nas árvores…plantações…
Na terra seca ou molhada…
Sinto sua presença…
E não tem nada que me prenda…
a não ser por sua beleza…"
Cada canto, cada objeto, cada detalhe traz traços da personalidade
de quem nela habita. Às vezes fico pensando: Se a minha casa falasse?
Cada canto meu agora tem você.
Cada pedaço de mim quer te ver.
Cada passo dado é pra te imaginar.
Cada sonho sonhado é pra te encontrar.
Meu canto!
Me perdoe Sul e Sudeste
Norte me perdoe também
me desculpe Centro Oeste
sei que de tudo aí tem
mas pelo pouco que reste
eu não deixo meu Nordeste
pelas terras de ninguém.
PARA TI MEU CANTO - João Nunes Ventura-04/2020
Passarinho para ti vai meu canto
Voa cantando a canção o encanto
Nessa manhã cheirosa e de amor,
Com a tua beleza tu vais partindo
Leva meu beijo mas volta sorrindo
Doce amado passarinho cantador.
Música é a expressão da vida
É poema em forma de canto
Que possui mistério e encanto
Difícil de compreender.
Sem ela eu nada seria
E por quantos caminhos andei
Mas quando descobri sua essência
Até poeta virei.
Pássaro Preto
Logo cedo ouvia seu canto
uma triste melodia
parecia alguém em prantos
um sentimento de melancolia.
Pássaro preto, preso em uma gaiola
já nasceste na prisão
refém do capricho humano
não conheceu o voo livre
nem o balançar dos galhos de uma árvore.
Olhava o céu e os pássaros livres
e sonhava estar naquele espaço azul
dez anos se passaram
e o capricho humano
lhe arrancou de sua rotina
não podia mais ver o céu azul
nem os livres vizinhos de penas
que o visitava
Deprimiu-se
desistiu
sonhou
e agora voou
porque a morte o levou.
Meu canto
Meu canto tem o encanto
das lembranças do passado,
nos meus pensamentos eu guardo,
aqueles tempos feliz,
Onde a simplicidade nos diz,
que para viver precisamos de pouco,
apenas o conforto de um catre e uma família,
Cosas que hoje em dia ta cada vez mais escasso
até do simples abraço hoje esta proibido,
Frescura lhes digo!... a ideia é essa,
cada vez mais tornar-se mais dispersa a instituição família.
