Nosso Amor como o Canto dos Passaros
28. Julho. 1914
Chegamos no acampamento. Os guardas correm para acomodar suas armas em algum canto da tenda, a Europa nunca me pareceu tão vaga. A meses atrás fui selecionando junto com outros combatentes para ser soldado do Império Russo, eu não sabia o que estava por vir. “Rurik Anton!”, o capitão gritou e por um momento me senti lisonjeado em prestar serviço para o meu país. Minha inocência se foi desde que entrei naquele caminhão. Já ouço sons de espingardas, canhões e urros de dor ao longe, me recosto no canto da lona preto-esverdeada e peço clemência a alguém soberano que esteja a escutar meus sussurros opacos e já sem vida. Eu não sei até quando vou agüentar.
Hoje parei e olhei pro horizonte logo depois daquela janela pequena no canto do quarto, percebi o quão curta é a vida, quão poucas são as pessoas que passam por ela, dificilmente uma fica, outras viram lembranças e se perdem num album velho de fotografias, quão curto é o tempo que temos, são tantos os problemas, tantas historias, encontros e desencontros, as vezes nem sobra tempo pra sorrir depois de tomar uma bebida, hoje eu me perdi nesse horizonte, encostado à janela, sentindo o vento, o vento carregando tudo, ate o ultimo beijo, o ultimo suspiro, belo mesmo é o fim que nos aguarda, sem pressa e calmo, como um bebê dormindo.
Te louvo
É no teu silêncio que eu te escuto,
é no escutar a ti
que canto meu canto,
E é no cantar
que eu te louvo sem cessar.
"Ela trouxe palavras bonitas e alguns cigarros. Trouxe também aquele sorriso de canto e contou algumas histórias engraçadas. Rimos tanto, tanto, tanto, entretanto ela pediu para que eu esboçasse um gesto de entendimento: eu não conseguia entender uma palavra sequer. Ela então apagou seu último cigarro com a naturalidade de quem está acostumada a enterrar os primeiros amores. Rasgou os meus contos ainda não escritos e escreveu no espelho, com a delicadeza de uma mão trêmula, “eu te amo tanto que prefiro não te estragar. Adeus”. Depois de rir e vir tantas vezes pelo meu mundo, desapareceu levando os silêncios, as cinzas, os contos e esse coração aprendiz que, de tanto esperar, desaprendeu a ter paciência."
Melhor papel...
Eu danço, canto, conto.
Algumas vezes,
sou a bailarina,
em outras,
sou o palhaço que ri,
faz graça, arregala o olho,
mas chora dentro de mim.
Ando descalça sobre brasas,
fico insegura no fio que balança.
Há dias,
que sou como folha de papel,
me amasso,
me olho no espelho
e me abraço forte,
com pena de mim.
Abro a porta do coração
para a platéia entrar
faço um show especial
e quando termina o espetáculo,
deixo a emoção ficar.
Sinto medo,
choro na solidão,
mas assim é a vida,
um palco imenso,
onde a peça apresentada,
mostra a vida como é
e o protagonista,
recebe o melhor prêmio,
ao representar o seu real papel.
by/erotildes vittoria
Canta teu canto por onde andar
e sejas encanto,
onde pousar teu livre
e eterno voar.
de minha poesia -Liberdade
Alma minha,
minha alma,
alma gêmea...
à ti canto um poema,
vem ,me encanta, não desencanta.
donde estas?onde está?
procuro por ti,louco a penar
quero a ti beijar
como se beijasse a mim
vem que esta espera tem que ter fim...
e por fim...
unir-se a mim
e vivermos o nosso grande amor sem fim!
Edyanna
Ninguém melhor que elas para invadir o mais intimo canto de meu ser, fazendo meus sentimentos flutuarem como o vento que sopra sem cessar, sem forçar, e tornando tênue os meus maiores sonhos... Introspectivo inspiro, transpiro, respiro, e vivifico a abundante energia que minha alma é capaz de produzir; Sim são elas, as rosas amarelas.
Meu canto,meu riso,meu sonho,minha inspiração.
Meus erros,meus acertos,minha solidão.
Triste e aquele que tem medo de voar.
Canto Escuro
No meu canto escuro, adormeço
Sonho com o passado e o presente
Penso em um futuro, um começo
Onde tudo será diferente
No meu canto escuro eu choro
Penso que a Felicidade não existe
Sofro com tudo, eu imploro
No meu canto escuro a solidão insiste
Vivo na solidão, sorrindo, chorando
Angustiado, desamparado
Me sinto fragilizado, com o coração desolado
No meu canto escuro
Começo minha solidão
Me fazendo rir, chorar, implorando por atenção
Todos os dias o pássaro pousava no mesmo lugar,
coloria e alegrava o ambiente com seu canto.
Tiraram-lhe o galho. Ausentou-se.
Hoje pousa em outras árvores.
Acasos doces
Estava eu sossegado no meu canto
E uma laranja veio e me encantou
Laranja bela, linda cheia de charme e encanto
Chegou de mansinho e me levou
Doce é seu olhar, azul como o mar
Menina bonita, mulher bela
Uma bela mulher para me apaixonar
Alta, linda um sonho, um anjo é ela
Princesa ao trato, manequim ao vestir
De toque doce elegante
Elegância extrema ao ver partir
Ao chegar paixão ofegante
Beijo-a com prazer e carinho
E ofereço-lhe rosas vermelhas
Para lhe dizer qual o caminho
Do mel doce das abelhas
De sabor belo e extremo
Cheiro de atordoar qualquer um
Deitado no seu colo tremo
Num desassossego comum
JPS
Não discuto politica.
Porque tenho minhas formas de combater essas milicias.
Canto raro coração desparo, brisa corre rapido, cede de são josé.
Menino se arrisca o fogo das brasas de Nazareth.
Musa, porque não vens?
Sou Aedo tardio,
Ceguei-me para ver,
Mas meu canto desafina,
E Mnemósine é trapaceira.
Onde está a minha lira?
