Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Meu silêncio
Saudades tuas são tantas,
que quieto a um canto fico.
Tudo ouço e te vejo.
Dentro do meu silêncio,
lá te encontro, quieta e calada.
O teu olhar, renova-me.
De ti, tudo a mim encanta.
Mesmo te sabendo ausente,
mesmo sofrendo essa saudade,
que é tanta.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
LÁGRIMAS
Seus olhos choram e extravasam pelos cantos
E eu invento um canto querendo te alegrar;
Seus ouvidos ouvem além de seu próprio pranto
A minha vontade, sem som, de fazê-los secar!
Todo mundo sabe o que você pensa quando olha de canto ou quando entorta a sobrancelha, mas ninguém sabe o que passa pela sua cabeça quando sua aparência é neutra e você pula de um lado para o outro desapercebido, a neutralidade te torna invisível, ninguém nota, ninguém repara. Apenas você sabe o que está acontecendo entre a realidade continua e a anormalidade repentina, que vaga pelo seu consciente delirado e parado, tentando raciocinar se a pessoa que te encara desconfiada, consegue ler sua mente.
NADA ME FAZ TE ESQUECER
A todo o tempo que me passa
Toda a solidão me abraça
Num canto tedioso a te esperar...
Não há nada que me faça esquecer
Este amor que sinto por você,
Que me faça deixar de te amar...
Tenho buscado a todo tempo
Viver a todo o momento
O que o meu coração não quer,
Viver sem você,
Viver só por viver
Na melodia dos meus dias,
Na canção que te componho,
Na ilusão dos meus sonhos
Amando, buscando, a saciar
No mel dos teus beijos, os desejos
Que me faz faltar o ar.
Podem dizer que me amam...
Até, que me enganam
A não lembrar você.
Por lembrar a todo o momento
Nada me faz te esquecer!
Apenas mais um dia
Muitos dias levanto
e apenas sigo indiferente
não vivo e nem canto
muito menos acordo contente
Entre idas e voltas
sorrisos e lamentos
mares e revoltas
vazios e tormentos
Somente me vejo no escuro
não há claro por perto
nem há nenhum muro
que eu possa escalar de certo
Apenas vazio
por dentro do meu eu
uma alma posta ao frio
que pouco a pouco apodreceu
Roubo videos, fotos...
Tuas,
E de mansinho, suave...
Sugo teus lábios, lambo tua pele...
Canto teus olhos
Me lambuzo
E nessa viajem louca
Delírio,
Feito doce, mel...
Sugo tua voz
Te toco, te tenho !
22/12/2017
Em um canto qualquer do oceano, ouve-se uma longínqua voz. Não de linha reta. Mas de oblíqua. Não uma voz certa. Mas sinuosas ondas de espera. Não uma voz livre. Mas uma voz de cautela. Voz nascida antes do universo. Para além do multiverso. Sussurro antes do verso. Da nossa face o inverso. Nosso lado controverso. Nosso fardo subverso. Nosso ser igual. Diverso. Eu me despeço. Cresço. Amadureço. Esqueço. Viro semente. Lembro. Você descrente
Percebo. Escrevo. Não leio. Distribuo papeis em branco com a minha assinatura. Viro escritura. Defiro com firma reconhecida. É preciso encarar a vida. Cansa minha face descrida. Minha face precavida. Impossibilidade de qualquer enlace. Resisto. Insisto. A angústia me abate quando desisto. Vale tudo. Vale o que vier. Só não vale desistir da vida, deitado em uma cama qualquer. Seja homem. Seja mulher. Nem só de pão vive o homem. Nem só de direitos vive a mulher. Debruço-me no parapeito. Eu posso voar se eu quiser. Seguram-me pelo pé. Poderes mágicos, para quem tem fé. Todo colar é amuleto. Todo tempo é obsoleto. Deito-me. Não durmo. Uma nebulosa no meu peito. Rejeito. Enfeito-me. Faço cachos nos cabelos. Arrumo a coluna. Encaro a tribuna. Ninguém me excomunga. Sou água profunda.
Monalisa Ogliari
Enquanto ela falava e sorria com o canto dos olhos, eu fixamente sem ar a observava e só conseguia pensar: Meu Deus!
Sorriso grande, largo, belo, tão puro que eu nem consigo comparar, talvez com o céu ou com o mar. Sei lá, era uma espécie de obra da natureza, daquelas que se observa, admira, sorri, suspira e agradece
Às vezes me pego preso entre a cama e o canto da parede. O que será de mim sem o que me move, "medo"...
Coração vazio!
No canto da alma a solidão me assola na sua ausência...
O coração chora das saudades que a flora...
Os braços vazios se você agora...
Se faz ausente dos seus lábios latentes...
Tristeza imensa... Que se faz presente...
Oh carinho que se faz e ausência voraz...
Vem pra perto de mim...Oh amor sem Fim
Doce Menina
Doce menina, alguém doce e tímida.
Com o olhar que intimida.
Sozinha no canto.
Com olhar atento
E jeito encantador
Que me fascinou.
Que tanto impregnou.
Sob olhares atentos.
Que gira como a rosa dos ventos.
Doce menina, não chore mais.
Pois agora está em paz.
De agora em diante procure seu melhor. Estou contigo e sempre estarei.
Para dar amor e sinceridade
Até a prosperidade.
Do meu ser, seria?
Ricardo Lima Brito
04/10/2015
Ao andar por qualquer canto, observe os tons de cores que a tua percepção te traz, escute o silêncio e o teu silêncio, sinta o cheiro dos lugares por onde anda, desperta o teu "eu" maior que tá aí dentro e usa da tua pureza para ser não mais do que ninguém, mas um ser transmitidor de paz.
Não sou bom com as palavras falando
Mas quando canto consigo falar
Não sei se é encanto não sei se te amo
Em algum canto empoeirado da memória, contorno traços desbotados e refaço em frente ao espelho baço um rosto que já não é meu.
Minha melhor companhia sou eu.
Em meu mundo eu me perco e me encontro,
Vasculho cada canto,
Aprendo e desaprendo,
Caio e me levanto.
A viagem só é boa pra quem vai, quem fica, não tem canto seguro pra se esconder dos pensamentos, as noites são longas, os dias ficam sem graça
