Nós Mesmos
Menos a nós mesmos perdões, pelos maus entendimentos e mais cautela para lidarmos com o que possa nos parecer, completamente estranho. (taw ranon)
Chega um momento em nossas vidas que necessitamos mergulhar em nós mesmos. Porém, precisamos ter cuidado para não transformar este lugar em moradia.
As desilusões, as tristezas, as decepções, desesperanças são cruéis, pois nos fazem acreditar que o melhor é construirmos um concha protetora em volta do coração para que nada mais o atinja e o fira. E com isso não percebemos que embora o coração fique protegido das feridas, ele também se fecha a todos os outros sentimentos.
Sozinhos na escuridão protetora da concha, temos a sensação de encontro e paz, mas o coração seca, endurece e fica incapacitado de expressar qualquer tipo de sentimento.
Torna-se frio, calculista e distante. Inacessível, sem sonhos.
Viver é arriscar a ser ferido, a perdoar, compreender, aceitar, corrigir, aprender, amar, sonhar ... processos muitas vezes dolorosos mas que através deles, nos tornamos vivos em toda plenitude.
Impossível viver com concha ao redor do coração!
Um mundo de possibilidades se abre quando saímos da concha protetora em que nos escondemos.
Não leve a vida tão a sério. Quando conseguimos achar graça de nós mesmos, dissipamos ressentimentos encruados.
Somos dois lados. Ás vezes o dia a dia nos deixa tão longes de nós mesmos, tão diferentes do que somos e realmente queremos ser na nossa forma predominante; hora somos nosso lado doce, hora nosso lado de sabor desagradável. As circunstâncias, as pessoas, os acontecimentos ou simplesmente o nosso humor naquela hora nos deixam, até nos forçam, a ser assim e o lado açucarado de nós mesmos fica por instantes dentro do pote e só o lado amargo e azedo é o que aparece, como uma fruta mal escolhida, quando os desgastes diários da nossa alma boa nos consomem de um jeito que não conseguimos mesmo ser o lado doce de nós mesmos, naquele exato instante.
Alguns momentos são assim, mas apenas alguns momentos, porque a matéria é carne, osso e sentimento, não ferro ou pilha ou bateria ou nada programado ou programático ou com manual de instruções, nem sempre é fácil; a gente sorri, mas a gente também fecha a cara, porque a vida é como o clima, nem sempre o sol brilha, às vezes nubla ou chove ou neva, mas o importante é saber e não esquecer que O Homem do tempo, Aquele Dono de tudo e Pai de todos, sempre manda sol de novo; O bom é saber que esse sol sempre volta, sempre vem de novo e é quem predomina, mesmo nas outras estações, as de chuva e frio. Que predomine o sol, que clareia e o lado doce, que açucara a vida por dentro e por fora.
Vamos lutar contra nós mesmos
Para que nosso preconceito
Não tome conta de nossos sentimentos
Que nosso egoísmo seja para o bem
Que amemos mais nossos semelhantes
Que busquemos a paz para todos
Para que todos sejam felizes
MÁSCARAS
Tolos, loucos, insanos
Fingimos para quem?
Fugimos
Rimos
Tão longe de nós mesmos
Realmente enganamos
Ou somos enganados?
Qual o motivo?
Medo?
Orgulho?
Aparência?
Sei lá
Um dia
Anos
Aonde chegamos?
O que buscamos?
Já louca, despida
Grito
Xingo
Basta!
Calma.
Bem vejamos,
Simples:
Vivamos!
