Noites Traiçoeiras
A morte encontra um sentido por antecipação
Nas noites em que o abismo é sonolento
As trevas imperam no sangue, que corre nas veias
Onde reina o desespero das almas perdidas
Para que os anjos nos agarrem com piedade
Neste caminho que é nosso entre a vida e a morte
Quando criança, passava noites sem dormir, as mãos trêmulas diante dos olhos, tentando desvendar os próprios pensamentos. Sentia-se um monstro. Não gostava de ninguém, não nutria nenhum afeto para sentir saudades: simplesmente vivia. Pessoas apareciam e ele era obrigado a conviver com elas. Pior: era obrigado a gostar delas, mostrar afeto.
Vivia noites de boemia
Beijando outras bocas e se perdendo em outros corpos
Mas sempre na manhã seguinte acordava sozinho na cama.
Quantas vezes eu corri atrás de você perdir até as contas. Lágrimas que derramei por você noites em claro passei, o que mas doeu foi o não que levei.
Eu não quero saber.
Domingo dia de fim
De findar o que não começou
Passado das noites frias nas cidades quentes
Muros, rios e cores que nunca vi
O que procuramos?
O que procuramos?
Eu não sei e não quero saber!
Eu não sei e não quero saber!
Quem sabe sabe que não deve saber
E quem não sabe não devia querer
Povo cabrestiado em ruas alagadas
Livros rasgados em salas escuras
Sala de vidas passageiras
Vidas esquecidas
Historiadores confusos
Eu não sei e não quero saber!
Eu não sei e não quero saber!
E no final quando amanhecer
Que venha o sol esquentar
Enquanto ele esquenta
Enquanto não há sentido
Perdidos no sinônimo
De mentes vazias
Fazendo perguntas
Sem dias devir
Dormir e acordar com você me faz um bem sem tamanho. Nas noites frias é a sua presença, seu corpo, quem me aquece, nos dias de calor, seu beijo enlouquece. Nos dias de tristeza você é o meu refúgio. Nas alegrias rimos, nos divertimos, pegamos fogo e nos damos muito.
Viver ao seu lado é algo maravilhoso, tentar explicar o que sinto só de olhar para ti chega a ser espantoso, porém é algo que não se consegue explicar, um sentimento que veio para uma lacuna completar. Trouxe ânimo para minha vida, dando cor e brilho ao meu dia, fazendo o coração transbordar em alegria e me dando a certeza todas as manhãs que acordo ao seu lado que hoje sou um ser feliz, realizado, amado, respeitado, cuidado, e principalmente, completo.
Te amo.
Não acreditaria,
no grande erro cometido.
Antes das mil noites de agonia,
foram mil dias de euforia.
O som cintilante da luz viajante
a liberdade do infinito andante
o nada do ser numa pedra quebrada
davam luz à alma mais amada
a eternidade desumanizada.
Perambulou fixamente
procurou perdidamente
sonho meu estar tão sozinho
ninho da paz dum passarinho
Praia vazia, na pedra batia
a água dum tempo de mitos trazidos
Tão simples tão calmo, enlouquecido
o homem cedido ao fim do destino
O mar de carnes e sangue exaurido
ao ser trouxe a mágoa do infinito perdido
é, quem sabe um dia a senhora me perdoe
por tudo que eu lhe fiz
e pelas noites que passa-se acordada,
pedindo a Deus que me abençoe
talvez hoje, eu não te dou tanto valor
mas quero que tu saibas
que é teu todo meu amor,
você me deu a luz quando nasci
e hoje, foi por me dar luz em meus caminhos
que todas essas batalhas na vida eu venci
mãe, me desculpes por tudo que lhe fiz
pelo amor que eu não transmiti,
pelo abraço que não dei
pelas vezes que contigo gritei.
mas te digo minha mãe
que te amo de montão,
e que mesmo não parecendo
é seu inteiramente meu coração.
Nunca soube o porque do meu sono não gostar das tardes noites,até que certa vez percebi que meu pensamento acordava de madrugada.
A perfeita amante
Vem muitas vezes,vem todos os dias
Todas as noites para melhor dizer
Qual tal perfeita amante
Que todo homem poderia querer.
Quando vem, me traz a calma e a paz,
Quando vem me traz a luz,
Vens bela palidez serena
Que meu frágil coração seduz.
Às vezes vem inteira
Às vezes se deixa perder,
Às vezes nova como a manhã
Aparece, e se vai ao amanhecer,
Raras vezes sangra
E vermelha fica a sangrar,
Pobre amante dos meus céus
Não a deixarei chorar.
E se vens triste já te digo:
Te acalmes,pare de chorar,
A vida é tal qual fases
E tua fase irá passar.
Mas também me aparece clara,
Clara como tal poderia estar,
Esconda por favor tua clareza,
Ou os anjos a irão roubar.
E se somes quão triste fico
E na torre me ponho a sonhar,
Que monstro é o dia,
Que ousou de te levar?
Ja procurei a Deus
E este estava a chorar,
Minha amante está contigo?
Não está, não está.
Mas voltou depois de um tempo,
Era só mais uma fase,
Crescia amada amante
Morria triste relento.
E assim se ia a vida,
Pra cada um que é fase sua,
Bela e doce em cada parte,
Só não mais doce que minha doce Lua.
Castro de Albuqerque
Dias quentes e noites frias,
Até parece que o universo é a própria escola dos sentimentos,que quando não estão intensos,arrepia a alma encontrando-se tênue.
Vai ter dias e noites ,e vai ser pro resto da vida ... em que nossa melhor companhia vai ser as lembranças de um dia feliz , de um sorriso sincero , de um conselho amigo , de uma lagrima derramada que jamais vai ser a ultima , intrigante que pensamentos assim jamais queremos pençar mais um dia tudo vai ter seu último dia , seu último momento seu último de tudo e nunca saberemos quando vai ser o último dia de viver .. Boa noite
Se em todas as noites eu pensar em você, é por que eu não tenho a certeza que te quero longe, só em pensar, já te vejo na incerteza de que queres ficar, com coragem só tenho a dizer que,
Sua amizade não basta!!!!
As noites costumam ser enormes quando o sono não vem.
Costumo olhar o céu estrelado pela janela do quarto.
Tento decifrar o que as estrelas escrevem.
E mesmo sem entender, compreendo.
Também sou uma escritura que alguém tenta decifrar.
Toda as noites reviro fotos antigas, uma saudade misturada com felicidade bate, e a tristeza vem logo em seguida quando me dou conta que, nada vai voltar a ser como antes.
M.L.P
CAOS
No fundo do meu eu, o meu efeito
São noites, entardecer e alvoradas
Enlevos, suspiros e dores sepultadas
Devaneios engasgados no meu peito
Retas alongadas, curvas e lombadas
Mas, de repente, o esperado desfeito
Refeitos, rajadas do eu ser imperfeito
Clamor, as regras, retintim das ciladas
E nos motins, glórias e nada absoluto
Choro e hosana... Com o dito estrovo
Numa sina dum salmo agreste e bruto
E há no poetizar, de que me comovo
Gritos, festa, agonia, meu eu matuto
Incertezas, e o recomeçar de novo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
