Noites Traiçoeiras

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Bonsono.

Bonsono um lugar de sonho, um sonho realizado.
Dias e noites, pensamentos a construir um lugar para descansar.
Meu lugar, meu lar e meu repouso idealizado e concretizado.
Morada não só minha! Aberto a família ao amigo repousar.

A montanha esconde o horizonte, essa vista que sonhei!
Lugar de descanso de Pássaros e beija-flores.
Ali naquele lugar um bonsono eu repousarei.
A seriema, o pássaro preto e o mutum voam livres.

Na lagoa se pesca o lambari, a saracura passeia por ali.
Na capela faz se as orações Deus nos de graça e paciência.
O barulho das águas me faz refletir como é bom estar aqui.
Do mirante faço minha leitura deslumbrado com essa aparência.

Franguinho na panela, fruta na gamela, estou na esparrela.
A noite chega que vontade de descansar.
De manhã verei o sol nascer abrindo a taramela.
Do grilo escuto seu cantar. Aqui neste lugar farei meu lar.

Inserida por DijalmaMoura

⁠Eterno Vínculo

Nas noites serenas, ao luar brilhante,
Ecos duma história que o tempo não rompeu,
Dois corações unidos pelo amor constante,
Na dança das estrelas, seu destino nasceu.

Jovens sonhadores, juntos caminharam,
Viagens, festas, alegrias partilharam,
Mãos dadas, enfrentaram, e juntos lutaram,
O amor entre eles, um laço eterno, selaram.

Mas um dia, a vida trouxe provações,
E no vendaval das tempestades, se separaram,
Porém, mesmo distantes, nos corações,
A saudade ecoava, e um ao outro aclamaram.

Em caminhos distintos, buscaram sentido,
O vazio do peito, a saudade insistia,
Até que o destino, com mãos decididas,
Os uniu novamente, no mesmo percurso tecido.

No reencontro, brilharam como estrelas no céu,
A sinfonia do universo os uniu mais uma vez,
Em lágrimas e sorrisos, juraram um novo véu,
E o passado se tornou uma doce embriaguez.

Agora, lado a lado, na jornada da vida,
Caminham juntos, renovados, na mesma estrada,
E que a poesia do amor, fiel e destemida,
Seja a luz que os guia, a cada nova alvorada.

Que a Sinfonia de Estrelas que os cercou,
Permaneça a embalar seus corações,
E que o laço que entre eles se formou,
Seja o alicerce sólido das suas emoções.

Que o amor que os uniu no reencontro vibrante,
Seja eterno e forte, qual laço puro e constante.

Assim, nesta ode à união que o destino traçou,
Celebro a história de amor que despertou,
Ao casal que o tempo não separou,
Estrelas reencontradas, na poesia do viver, se eternizou.

Inserida por francisco_dantas

Jorge Guilherme: Voz e Alma

Nas noites quentes da juventude,
Ecoava um canto forte e vibrante.
Um homem, um sonho, uma atitude,
Um artista, um astro, um amante.

De alma leve, mas de passos firmes,
Um batalhador que nunca cedeu.
Derrubou muralhas, venceu os medos,
Da dúvida e da dor, e não se perdeu.

Sua voz é vento que sopra a paz,
É fogo que arde em cada canção.
No palco, sua alma dança,
Explodindo em notas de emoção.

Humilde, leal, um homem de fé,
Que nunca se curvou ao destino.
Seguiu cantando, venceu de pé,
Fez da luta seu hino divino.

E quando a música toca no peito,
Revivo os dias, os palcos, o som.
Pois cada acorde carrega o jeito
De um gigante que canta no tom.

Inserida por francisco_dantas

Trabalho chato, dias mornos e noites frias em companhias amenas é tudo que não se precisa, na verdade isso não é viver é esperar a morte.

Inserida por antonio_souza_3

O desalento quando nos abate transforma os dias e noites em cruéis vigilantes da nossa dor.

Inserida por antonio_souza_3

⁠Rosto lindo, corpo esbelto pode ser bem interessante para uma ou duas noites. Mas depois o sumo acaba. Há que se ter nesse corpo "conteúdo" ou não deixará de ser, apenas um mero invólucro, sempre superficial.

Inserida por antonio_souza_3

⁠Traz-me a inspiração necessária pra viver, quando nas mais sombrias noites estás ao meu lado.
Espero e espero...
Por mais distante que esteja e mesmo que demore dias para encontrar-te, sei que nada vai mudar... Todos somos feitos de fases, mas mesmo que mude sei que vai estar sempre ali...
E nos encontraremos novamente e novamente e ainda assim será como a primeira vez...
Seu ser, seu brilho, seus olhos, seu sorriso...

Inserida por In_finitys

Lua sem luar

Muitas noites sou como a lua,
viajo o universo todo,
enigmática e fria
já não buscando o sol,
ele pertence ao dia

Tenho uma face
que se esconde
cheia de caretas que assustariam,
por isso nessa fase,
não sou cheia, nem minguante,
muito menos crescente ou nova,
sou uma lua vazia !

Inserida por neusamarilda

Em noites de lua cheia
faço de mim pedaços de luar,
esparramando-os por todas as trilhas
para enfeitar caminhos de sua alma,
nada e nem ninguém impedirá
que eu trace sonhos em arabescos de luz,
tudo loucamente desenhado,
como se lua fôsse na amplidão,
na insana espera de que por ali
você caminhe seus passos,
vindo em minha direção...

Inserida por neusamarilda

Temos os dias e as noites
horas e mais horas que lentas
nem percebemos, aos poucos se vão,
sem pena, envelhecendo a vida

Temos os risos e choros
em tremulos lábios,
orações sussurradas
com medo do outro lado

Temos promessas e ilusões
pensamentos entorpecidos
onde muitoslutam e morrem
dentro de si mesmos...

Inserida por neusamarilda

Saio da minha simples toca poética,
meu abrigo em noites e dias
para visitar o site "Pensador" que tem ética
e todos meus poemas copia!

Faz uma linda e clara formatação
que de coração muito agradeço
me divulga, me faz bem ao coração
sucesso a ele e à mim sempre peço!

Inserida por neusamarilda

As vezes, em algumas noites,
um silêncio só meu,
chega impassível, doce e até singelo,
então pensativa e um tanto ausente
como lua nova, envolta em sombras
fujo das auroras solenes,
deslizando,
escondida dentro de mim

Inserida por neusamarilda


NATUREZA EM FÚRIA
As frias folhas das arvores
Em noites de vendavais
Voam para outros ares
E ao tempo se perfaz.
Sob o rígido bico do pássaro
Erguem-se noutros patamares
E na busca de seu compasso
A natureza fria finda os mares
As flores furtam as cores
As águas não vertem mais
As aves em dissabores
Perdem ninhos e portais
E o núcleo da terra em fúria
“Mata” feito canibais.
Nicola Vital

Inserida por NICOLAVITAL

Paramos de insistir quando percebemos as noites mal dormidas, enquanto a outra pessoa dorme muito bem.

Inserida por MatheusHoracio

Era sábado, a noite não era mais quente do que todas as outras noites de outono, e uma brisa sutil, entoava o ritmo das noites boemias.
A Lapa brilhava em seus muitos tons, dos sambistas altivos em seus velhos ritmos que agitavam os bares, até as damas da noite, que satisfaziam corpo e mente dos afortunados ou não.
Era inegável, no entanto, a magia das noites cariocas. Magia essa que levava os mais variáveis públicos até seus braços, os braços da cativante noite envolta em cerveja e no batuque dos pandeiros.
Carlos não era um homem muito diferente de qualquer outro que apreciava a companhia sistemática de ninguém menos que ele mesmo.
Vivendo o que ele viveu e passando o que passou, seu copo e cigarro eram melhores que qualquer papo que tirasse a poeira da rotina, ou ouvir um amigo falando sobre o espetáculo de Garrincha contra o Flamengo no Maracanã.
Ele se sentia bem na sua própria companhia. E normalmente acompanhado de seu inseparável caderno de notas, o qual escrevia seus romances e infortúnios da sobriedade.
Lembrou-se de uma situação que viveu quando tinha seus 23 anos. Amores de juventude normalmente eram indícios de problemas, principalmente se o resultado final era estar sozinho num sábado a noite.
No entanto, Carlos apreciava as memórias de quem fora importante em seu passado.
Angélica foi seu grande amor, provavelmente o maior de todos os amores, motivo de seu sorriso e embriagues.
Conheceram-se na faculdade de jornalismo, sendo ele o aluno de tal curso, enquanto ela cursava medicina veterinária.
Não era diferente de uma típica menina dos anos 60, onde o amor pela natureza e seus animais era o ápice das relações humana.
No entanto, algo havia cativado o coração de Carlos. Ela fazia com que todas ações que pareciam comuns, tomassem formas absurdamente especiais. Ela sorria de forma diferente, e o cumprimentava de forma diferente, sendo simplesmente diferente de todas.
Ele, por outro lado, resguardava a timidez, característica de sua personalidade frágil com relação ao que não compreendia.
Era um rapaz altivo, porém, jovem. Tinha pressa de conhecer e saber as coisas do mundo, garoto suburbano de pais humildes que trabalhavam para que ele pudesse completar os estudos.
Certo dia, no verão de 67, num Brasil onde todas as palavras precisavam ser medidas, desmediu um ato. Decidiu que Angélica não seria mais sua relação do imaginário. Esbarrou quase que propositalmente nela no meio do gramada da Universidade, e disse:

_Perdão! Desculpa mesmo incomodar. É que eu te vejo sempre, e bom... Você nem deve saber quem eu sou, mas...

Prontamente, foi interrompido por ela:
_Você é o Carlos, eu te conheço sim.
E sorriu. Sorriso esse que queimava no coração dele como uma tocha de coragem, um farol entre seus pensamentos de medo da rejeição. Coragem para fazer a tal pergunta:
_Não aceitaria sair? Eu conheço um barzinho legal na Lapa, com viola e cerveja.
Ela aprontou um amplo sorriso, pois percebia o nervosismo do garoto e apesar dos pesares, ele estava ali, tremendo mas com muita coragem em sua tremedeira.
_Vamos! Ela respondeu.
Prontamente se despediram após marcarem o horário de encontro. Era fim de semestre, quando qualquer aula perdida poderia ser prejuízo.

Eram 22:00 da noite, e a Lapa reinava sublime. Era o auge da Bossa de Vinícius e Tom, que ecoava nos ladrilhos históricos, em nuances carnavalescas com o samba raiz que o carioca entoava com um hino.
A alegria dos presentes era visível. Casais dançavam juntos em bares, com suas bebidas. Rapazes em seus ternos polidos e moças em seus vestidos de cores tão diversas, que eram uma atração visual, um Taj Mahal arco-íris.

Ele já estava lá quando ela chegou, havia separado uma mesa pequena para dois, aconchegante o suficiente para equilibrar conversas como vida, amores, futuros projetos e etc...
Ela falava, ele bobo, olhava e admirava como se fosse a própria rainha da Inglaterra que estivesse discursando particularmente para um único súdito.
Era normal. Todo homem apaixonado cria para si a ideia de um momento, um momento que ele vê como algo possível, mas improvável. Ela estar ali, se divertindo com ele era o algo impossível de se imaginário.
Perdeu o controle quando viu que ela sabia seu nome, e perdeu o jogo quando ela aceitou o convite. Estava totalmente entregue.
Dançaram por horas. Entre pausas e danças, fluiu uma pergunta vinda da moça:
_Acha que o amor é pra todos?
Ele ficou sem resposta, de pé, encarando-a. Então disse:
_Acho que tô prestes a descobrir.
Aquele foi o gatilho, o estopim dos muitos sentimento. O amor era o sentimento sublime que construiu a maior parte da filosofia poética, ferindo de morte os corações desavisados, no crepúsculo da inocência que circundava o homem.
Beijaram-se como casais bem mais antigos, como se estivessem juntos a décadas, uma conexão extremamente rara, uma rosa nascida no concreto dos dias ácidos que corroíam a nação.
Mas brotou, com a força dos bárbaros, e a leveza dos artistas.

Já estavam juntos à 3 anos, e em 1970 era ano de Copa Do Mundo. Ele já era um médico iniciante que acabara de receber uma proposta que poderia mudar sua vida completamente.
Seus muitos contatos universitários trouxeram a ímpar oportunidade de um intercâmbio na Universidade de Cambridge, uma das mais renomadas do mundo. E uma oportunidade tão incrível, poderia não ocorrer duas vezes.

Correu até o apartamento que tinham em conjunto, era pequeno, sem muito brilho, mas era dos dois. Aquele pedaço de paraíso como costumavam chamar. Esbaforido, e exausto de tanto correr para chegar e anunciar à sua amada a notícia tão aguardada.
Ela pressentiu e com um sorriso e olhos marejados entendeu o que ele pretendia dizer no momento em que abriu a porta.
_To contigo! Vai viver nosso sonho, amor. Estarei aqui quando voltar.

Arrumaram as malas juntos, e se encaravam, rindo copiosamente da situação. O sonho de um era o sonho do outro. A distância seria vencida no devido tempo e em seus moldes.
Desceram as escadas do apartamento, e em suas alegrias que se misturavam com a festa pelo gol salvador de Jairzinho, partiram para o aeroporto.

O check-in foi feito assim que chegaram.
_Me responda sempre que possível. E use os casacos, lá é inverno.
_Eu sei, amor.
Ele respondeu.
_Assim que chegar eu dou um jeito de falar com você.

Ela assentiu com a cabeça, como quem entendeu.
_Te amo, lembre-se disso antes de dormir e ao acordar. Você é único, é tudo.
Ele não respondeu. Sua solitária lágrima que delicadamente escorreu de seu rosto, seguido de um beijo.
_Você estará comigo em cada momento.
Respondeu olhando repetidamente para trás e dizendo "eu te amo" em sussurros, até entrar no avião. Partindo para o grande momento.


Depois de 1 ano nos Estados Unidos, correspondiam-se com frequencia. Mas naquela manhã fria e de neve, recebeu um telefonema que não esperava. Era seu pai:
_Oi filho. Eu preciso que volte para o Brasil. É a Angélica, ela...
Relutou em dizer.
_Pai, o que aconteceu? -Disse ele assustado.
_Ela... teve um mal súbito, filho. Encontramos ela caída no apartamento. Eu sinto muito, filho. Ela não resistiu.
Soltou o telefone naquele momento, se negava a acreditar, enquanto gritava encolhido no chão da universidade. Nunca imaginara um mundo onde Angélica não estava, e aquilo doía de formas que a morte seria melhor.
Foi para o alojamento e arrumou suas malas com a ajuda dos colegas. Lembrou-se que sua ajudante na última vez que fez aquilo nunca mais o ajudaria. Sentou-se no chuveiro e por meia hora ficou lá. E suas lágrimas confundiam-se com a água que caía, e que por capricho, não escorriam seu sofrimento até o ralo.
Partiu para o Rio de Janeiro no mesmo dia. 12 horas depois, chegou a um Rio que não era semelhante ao que viveu. Chuvoso e frio, como se o céu sangrasse por ela.
Ele negava-se a entrar na igreja onde o corpo era velado. Como crer naquilo? Era ela, a pessoa que mais amava em todo o mundo, e que 3 dias antes havia falado com ele.
Olhou-a distante, de longe, estava linda, uma flor pálida.
Carlos saiu durante o enterro e seguiu até um lugar comum para ele, a Lapa.

Naquela noite não houve samba, não houve músicas e alegria. Era só ele, sua dor e sua lembrança.
"Lembre-se que te amo, quando dormir e ao acordar."
Lembrou-se disso todos os sábados a noite, por 30 anos, quando ia para o mesmo lugar onde se conheceram. Pedia 2 copos de cerveja e um sempre terminava a noite cheio.
"Realizei nosso sonho, meu amor."

Ele conheceu outra pessoa, a qual amou e construiu família. Mas nunca amou como aquela a quem amou na juventude. Nunca houve outra Angélica.
Nem as rosas pouco falantes de Cartola expressavam sua dor eterna, tão eterna quanto seu amor e gratidão.

Inserida por MatheusHoracio

⁠Era noite de domingo, e normalmente, como todas as noites do fim de uma semana, eu costumava ligar. Mas em certo momento parei. Parei de fazer o que quase sempre fazia, e de ser quem era. Sabia que para ser novo, tinha que me renovar, e pra isso, mudar as aberrações que haviam entre nós. Era aberrante ser teu, e ainda sim ser só. Era anômalo só o respirar da minha própria insignificância. E eu sabia a todo momento que havia trilhado o caminho que sempre me recusei, e desviei. O sentimento era uma fobia do escuro, e de estar sempre sozinho nele. Das muitas formas de tornar-se um escravo, escolhi a mais brutal, aquela que maltrata a mente como uma corrente de elos invisíveis. Mas a ira de um bom homem pode ter um uso melhor, e resolvi escrever a próprio punho minha carta de alforria. Agora você é alguém no mundo. Nada de especial, ou diferente. Era só mais um rosto entre os milhares que vi e ainda veria, até o derradeiro fim, quando justamente me torna-se pó dessa terra como todos os outros que viriam.

Inserida por MatheusHoracio

⁠E me envolvendo com outras pessoas, eu aumentava todas as noites a vastidão do meu sentimento de vazio completo, e cabendo completamente dentro dele, passava a ser um sentimento completo. Naturalmente, pude salientar meu dissabor, por abandonar minha condição de incompleta tristeza, pra uma tristeza que era absoluta.

Inserida por MatheusHoracio

Encontro com o Xilógrafo

Numa das noites mais radiantes
daquelas de celebridades,
creio, das mais importantes
na minha querida cidade.
Ouvi quando anunciaram sua presença,
na verdade, eu já sabia.
De Condado, de preferência,
literatura de cordel já se ouvia.
Num pátio de uma faculdade
foi onde o conheci de verdade.
Então comprei um livro
e ganhei um autógrafo,
diante de um patrimônio vivo,
do conhecido Xilógrafo.
Fiquei feliz, tirei fotos,
vi o brilho nos seus olhos
quando o cavalo-marinho passou,
pois era o orgulho desse Senhor.
Era um evento cultural,
com jeito simples, normal,
semblante de um imortal...
foi uma noite de muitos deleites,
conversar em verso e prosa
com o Sr José Costa Leite.

Inserida por rinaldo

Os meus olhos estão presos aos olhos dela... minhas noites eternas e eu sem ela, nunca mais terei sono para dormir.⁠

Inserida por everton_rodriguez

DESOLAçÃO

Foi-se sem despedida
Noites obscuras, saudades!!!
A tatuagem na minha alma

Inserida por CupesNazare