Noites Frias
(...)
Naquela noite fria, pediu mais um copo, que acaba por beber mais e mais, sentindo sua própria degradação, na volúpia masoquista do próprio sofrimento, remoendo, preparando uma vingança para aquele que atirou seu coração aos leões e despedaçou sua razão em praça pública, inevitavelmente sentia-se violado e humilhado, então pensou que a ti era permitido esmagar a quem julgava inferior e de merecimento profundo do sofrimento, mas eis que a consciência do tenebroso homem que julgava ser, treme involuntariamente perante aquela criatura desprezível, atuava agora sobre ele a realidade espiritual humana, quando se julgava ser apenas um cérebro em ação, descobre que é dotado de um corpo e de nervos, para além do cérebro possuía também uma alma, da realidade que te visita que a razão fria lhe diz faça, mostre onde doeu sua ferida, a carne e a alma não aceitam, sente-se como se estivesse sendo violado por si mesmo, repelindo-se, nessa luta, o seu castigo se estabelece, entrando em um conflito ardente com essa razão fria, experimentando a expiação de si mesmo, de suores e de delírios, pavor e febres, a luta travada, travada nas mais profundas camadas vitais da sua consciência, luta que atingiu raízes misteriosas profundas do seu ser, que até então não conhecia, da origem sagrada desse demônio que chora com as mãos sobre o rosto.
Já era madrugada todos estavam embriagados, mas sua consciência continua apontando, como uma ferida tocada bruscamente, uma assombrosa profundidade penetra-lhe fazendo sentir os sentimentos larvais e fraternais do seu ser, sente-se como um espirito em decomposição de um coração brilhante que pulsa vivo, nessa luta travada, de querer ser mais forte que os códigos misteriosos cravados em seu coração, com um copo na mão, de olhos parados e distantes, mais voltado para si, assustadoramente perto de si, em um ato transcendental, vasculha-se e descobre que seu pecado não ocorre no fato consumado, na obra concretizada, mas em seus pensamentos e palavras, que o reviraria de cabeça para baixo, para sua consciência seria o suficiente para assombrar-lhe todos os seus sentidos de uma insana ilusão de uma vida miserável, da fantasia a melancolia.
Noite fria
A noite prateada entrou gelada.
Só um zumbido do minuano,
Igualmente gélido se ouvia.
Tímida a lua parecia tremer
Ao ver nos vidros partículas de gelo,
E o fogo na lareira a crescer.
Pensei que tudo congelaria
De dentro vinha o frio que eu sentia,
Mas alma arrepiada me blinda,
Pois a noite, assim mesmo, é linda.
E no amanhecer avistei,
Em meio ao campo de branco lençol,
Um cavalo solitário
Parecendo feito de sol.
"Foi em uma noite fria e escura que pensei ter escutado sua voz que fazia eu perder o ar toda vez que você abria a boca.
Pensei que você havia voltado, vindo com seu calor me aquecer do frio que se tornou minha alma.
Virei e vi que do meu lado na cama só existe o vazio que você deixou em minha vida.
Porque você foi embora? Me deixou sozinha.
Antes eramos eu e você contra o mundo.
Agora há apenas eu e a solidão, contra os meus demônios."
Como uma noite fria, vazia e boêmia;
Passando Rua em Rua sem nomes
Sem endereço de destino
Remoendo meus algozes
Discrente da vida, do mundo
Solitário em meio à imensidão.
À mera o nada
Tudo me faz de desdém.
Solidão pérfida
Inimiga
Árdua, êrmo!
Tem longevidade
E só resta ser ufano.
"Sol depois de uma tempestade "
Nesta noite fria pensamentos consomem minha mente por longas horas
Tento ver meus erros ao longo desses anos,e vibro com muita intensidade ao lembrar que também fiz algo que me deixou feliz por um momento
Lembro dos fins dos caminhos que cheguei por que esse fim já chegou e hoje só virou uma boa lembrança?Que tormento ao lembrar disso
Por que você é apenas uma boa lembrança?
Quando lembra de mim,me ver como um tormento em sua vida?
Por que já chegamos no final?Nem começei a viver as palavras que te disse,eu sou como sol depois de uma tempestade,ainda vou te fazer feliz,não me deixe ainda,porque eu errei contra você,deixa eu consertar esse erro,eu sou sol depois de uma tempestade
Cheguei no ápice do meu desespero,você ainda não é o fim,eu não sou ainda seu fim,vamos recomeçar um recomeço na hora certa pode ser um bom começo para não houver outro final
Por que já chegamos no final?Nem começei a viver as palavras que te disse,eu sou sol depois de uma tempestade
NATAL NA PERIFERIA
( de Madalena Ferrante Pizzatto )
Noite fria, na periferia de Belém,
na manjedoura de uma estrebaria,
Deus se fez humano e foi envolto em panos,
Divino menino nos braços de Maria
Na trajetória da sua humilde história,
apenas um berço de palha lhe foi dado
e por milhares de anjos foi homenageando,
rege o cosmos e nossas vidas cada dia.
Noite fria, em qualquer periferia,
tantas outras Marias vão parir também,
sem casa, sem berço, sem destino certo,
num abismo sombrio de palavras não ditas.
Neste mundo que maltrata e nos aflige,
o Natal traz a esperança perdida,
a paz se renova e a graça nos abriga.
O quarto de Elisa.
E agora, Elisa?
Seu quarto nu, na noite fria
Sua pele doce, de inocência macia
Seus lábios machucados, que agonia
E agora, Elisa?
Todos lhe deixaram, moça doída
Ausências imensuráveis, dores doídas
Elisa?
Era uma vez, Elisa...
Noite fria na janela bate o vento o silêncio da noite atua dentro de mim, lanço ao vento um desejo fecho os olhos e faço um pedido. Eu quero apenas a eternidade particular de um instante, tão belo quanto a mais perfeita noite de luar, tão doce quanto o vinho, tão suave quanto o aroma das flores a lua cheia e uma lua tão grande que as vezes acho que posso toca-la. Mais quando meus olhos brilham com o reflexo do seu brilho e minhas mãos parece alcança-la vem o nevoeiro e a esconde esse nevoeiro me faz ficar atento, para que não me torne a caça de outras criaturas só em teus olhos eu vejo o universo que me desfaz em versos somente para ti
Sentir-se submersa no oceano em uma noite fria e como uma gigantesca tempestade
Ver corpos e gritos na superfície e a melhor escolhar é ir mais fundo para onde é mais frio e não tem luz mas protegida e cheia de ar nos pulmões
Mais viva, mais fria, mais amada e mesmo assim angustiada
Essa proteção Poseidon não está funcionando
Meu corpo vive gritando e são apenas bolhas
Sabes que estou aqui para me proteger
Te ter e mesmo assim amar o Hades
Lembra dos corpos na superfície ? Não eram desconhecidos
Só partes de mim que tive que matar e agora tenho sangue nas mãos
Tive que tiralo e agora meu coração não bate mais Poseidon entenda!
Seu beijo e bom e até mágico
Mas pra mim frio e não paro de lembra dos beijos quentes do Hades
Te faço um pedido
Não suporto ser Perséfone me torne Medusa
Para transformar em pedra o coração de quem ousar me amar
E assim me sentir realmente protegida
Dia após dia
Noite após noite
Aquele teu abraço era tudo que eu queria
Naquela noite fria
Era você quem eu queria
Mas sem aquela malícia
Só com seu olhar e aquela risadinha
Já é tarde e o sono bate
Mas nada que atrapalhe minha atividade
Porém aumenta a ansiedade e a minha saudade
Mas amanhã é um novo dia
Haverá uma nova noite fria
E novamente eu irei pensar em ti
"A noite fria, as janelas batendo e no fundo só restava a escuridão, pois a luz você levou quando partiu meu coração, não estou te julgando nem quero te ver longe de mim, pelo contrario, quero que volte e me leve daqui, aqui não é o meu lugar, o meu lugar é ao teu lado, meu coração não aguenta mais tanta solidão me calei durante anos mais agora quero gritar bem alto que tenho sede de te amar !"
E eu só queria alguém pra me abraçar , numa noite fria ou numa tarde de calor e que me dar valor e que me ame do jeito que sou
TORTURA FRIA
Vivo assim, um tanto desesperado.
Busco a sombra do sol na noite fria...
Por queimar-me a pele a luz do dia
Onde me pus o coração desprezado!
Vivo, assim, sob o mantéu enfeitado.
A devorar a minha vultosa nostalgia...
Vê-me a lua: sou a estrela fugidia
Que o deste o clarão tetro sufocado!
Sim, eu sou o Poeta que te enfeitas,
Que não quer no mundo a tua dor.
Sou quem tu vês, no leito que deitas!
Sim, que seja em mim o teu langor...
Por devorar-te a noite que rejeitas,
Por queimar-me a pele o teu amor!
O MEU CONFORTO
Sol poente... noite fria! Cá estou! Sou eu.
Eleva-me à fragrância da flor morta...
Que do dia, me restou a vossa porta
Por voltar à luz bendita que morreu!
Sou do teu conforto de saudade
O teu grito erguido em trevas de infinito...
Prega-me à cruz da insanidade
Que sou de ti a história curta de um mito!
Sou eu! Cá estou! Abra-me seus espaços,
Minha cruz, onde morre a minha dor,
Que já breve volta à luz os meus cansaços...
Noite fria... solidão! Oh, meu amor!
Dá-me o conforto dos teus braços...
A ilusão dos meus instantes de primor...
DESEJO
Fiquei ali
naquela noite fria
pensando em ti...
O vinho,
(talvez o culpado)
despertava em mim
um desejo imenso
de tua presença,
de teu sorriso,
de teus abraços,
enquanto na lareira
o fogo crepitava
e uma lágrima furtiva
de meus olhos deslizava.
Verluci Almeida
020611
DE CARINHO E TERNURA
Deixa-me sentir o calor de tuas mãos
dentro da noite fria
sem estrelas, sem lua.
Abraça-me
com ternura,
como se fosse para sempre.
Cuida de mim
carinhosamente
como se eu fosse tua!
®Verluci Almeida
021006
Nesta noite fria, sigo vagando pelas ruas como se foce cego,
fugindo da verdade que me persegue
da tristeza que me consome,
do ar que me polui
com medo da vida, tento seguir o caminho das estrelas
para achar alguma razão, para voltar a viver com a tua ausência.
Em uma noite fria de domingo eu elevo meus pensamentos, indo para um patamar de pura nostalgia aonde o desprezo é a realidade da minha alma. Pessoas passando diante de mim com mascaras em suas faces, todos os dias um alguém novo surgindo em meu pequeno mundo... Cativando a acreditar no amor; mas prefiro ficar com a solidão, pois ela pode ser cruel e profunda mas é a única que é verdadeira, que me mostra o caminho para me lamentar e ficar perdido no esquecimento. Um esquecimento frio, aquele lugar onde não há luz e a solidão se torna minha casa.
Para o coração vazio, é apenas um céu nublado numa noite fria. Para o espírito apaixonado, é um espetáculo de nuvens passeando sob estrelas...
Nesta noite fria...
Fiquei a gelar sem ti....
Senti-me vazia...
Pressa na escuridão...
A falta do teu calor...
Do toque das tuas mãos...
Que me leva a viajar para longe...
Escuto uma melodia doce da chuva...
Embalando-me e levando-me em direção a ti..!!!
