Noite
No silêncio da noite a sua voz me vem, chega de supetão, sem avisar e me leva para o passado que tento esquecer. Ela traz o ruído da sua risada, o teu cheiro e sinto até seus braços sobre meus ombros.
Ando pela casa que não lembra mais nada da época que se alojou nela... Mudei paredes e móveis de lugar para que você desaparecesse por completo de tudo que me rodeia. Adiantou? Não! Não adiantou, porque toda vez que a noite chega, ela me traz sua presença maçante para junto de mim.
A noite te traz junto com o silêncio que ela faz.
Desperto: a noite farfalha
teu nome. Estiveste aqui
há pouco. O chão da casa
acaricia teus passos breves,
tua voz ilumina caligrafias
na parede, molda tua pele
o lençol ainda impregnado
de ausência. Desperto.
Meu Deus!
Olhai do alto os montes
a terra infértil e os desertos áridos
Semeai dálias, gerânios, e cravos brancos
Soprai a brisa do teu hálito fresco
Refrescai o ermo
Enxugai as frontes
Oh Deus!
Cultivai dálias
gerânios
e cravos brancos
Perfumai os vales
as pradeiras secas
e o deserto hostil do coração dos homens.
E que a vida sorria pra você como se fosse uma criança traquina, inquieta por abraçar o dia que chega, que se vai e que volta tão logo a noite nos deixe, abrindo o sol nosso de cada dia para brilhar sempre dentro de nós.
Auspiciosa noite anunciava-se quando te vi
O intento secreto me consumia
E do branco de teu corpo
Senti a candura da sua alma
Aguardo mais uma vez te ver
E mais uma vez espero aquela noite
Noite aquela
Só se esperar viverei até te ver de novo
E se só de esperar vivo
Minha saudade agora mora contigo
Nos entremeios dos seus cabelos
E no calor dos lábios seus que me aquecem
Depois de tudo que passamos, tudo que vimos, tudo que os homens podem fazer… Você acha mesmo que barulhos à noite me assustam? Acha que tenho medo de fantasmas?
Brilhantemente lua serena
Reluzir estrelas da noite
Surge a saudade amena
Distrai-se e sofre o açoite
Sua Amada voou sem pena
O sereno lembrou-o o coite
Borboleta, sempre, é plena
Vagalume é um único afoite
A noite se aproxima com o cantar dos pássaros anunciando o fim de mais um dia, pássaros cantantes dão espaço para a música que só a alma consegue apreciar - a música do silêncio agonizante que anuncia que na vida nada é, mas que tudo está.
Nem as mais belas canções ou os poemas mais sensíveis conseguem retratar, com exatidão, a silenciosa verdade revelada pela madrugada aos ouvidos atentos - o luto da morte de mais um dia.
O subjetivo inflama, seu corpo te ensina,
A sua alma enxerga no espelho a verdade escondida na luz do dia, à luz do conveniente. Tudo quem você é, com todas as suas delícias e dores, traumas e hipocrisias.
Renove sempre as suas certezas, e ao final do dia, descanse em paz.
A fome é o querer escancarado de alimento. Assim, como a noite chama o dia, o dia chama a noite. O perdão é ganhado por quem dá. Para mudar, comece. Potencial adormecido é como sol sem calor. E o tempo perdido é o maior dos devaneios.
E à tardinha, assim que se abrem as cortinas da noite, coloco o dia na balança e percebo que mais uma vez o saldo é positivo: tenho mais a agradecer que a pedir. Então, descanso a cabeça no travesseiro, coloco a noite nas poderosas mãos poderosas de Deus e agradeço a pelas dádivas concedidas.
Rio morto
Sentimentos vivos.
Rio morto
Sentimentos que sente muito...
Rio morto...
Sucateiros dizem o rio ainda vive em meio pesadelos...
E o rio ainda está morto.
Na chuvas muito lixo descaso.
Ninguém o respeita pois está morto.
Diversos lugares diferentes.
Ainda a adversidades.
O rio continua morto...
A vida continua.
Diante o lixo as pessoas vivem.
Limpando o que sujamos.
Nenhuma noção... Somos racionais? O rio continua vivendo entre os mortos.
Drogados e excluídos sociais...
Marginais sem culpa de existir.
O rio continua morto...
Suas águas negras não sofrem preconceito pois está morto.
Muito especial para você e todos a enchente traz lucros para político.
E bêbados que compõe a vida do rio em suas vidas.
O rio morto cura a ressaca...
Ninguém se importa com bêbado nada no rio sujo...
A
Os animais vivem no leito sujo e o rio morto cura feridas abertas que cidade ocupa... Meus pensamentos morrem com rio morto.
Ergo no firmamento
Pensamentos de pássaros
Que surgem no julgo da alma.
Nos suspiros do desfrute...
O sabor do seu fruto...
O derrame do néctar...
No delírio do prazer...
Sombras ao vento
Violento relembrar...
Do desfrute desconfio...
Meros sentimentos
Flores roubadas no ermo amor...
Divulgo o furto da alma perdida
Sendo oriundo do clamor.
Um glamour de despedida...
Ao transfundir ato que desnorteia.
Olho a noite estrelada e penso: Será que com o estado de nossa Terra, piorando e pedindo ajuda, um dia conseguiremos chegar perto de alguma outra estrela?
"Com você eu danço em palácios oníricos sem medo da meia-noite, porque nenhum de nós usa sapatos de cristal.
Sou a lua, teimosa em clarear as trevas na noite mais escura.
Vagando por entre a escuridão busco seu sorriso maldoso .
Mas já não me ouves...
Não me esperas...
E eu sigo vagando na escuridão...
Teimosa como a lua...
