Ninho
Às vezes, a gente só descobre que tem asas quando um vento forte nos empurra do ninho e nós somos obrigados a voar.
(...) Nosso prisioneiro, como todo homem preso, se encontra sem rumo, sem ninho, não pertence a lugar nenhum, apenas existe na memória. Contudo pertencer é habitar, fazer parte. Mas pertencer é mais que estar presente como ornato. Pertencer é compor, no sentido pleno, ser coautor de uma obra em movimento. Primeiro eu me pertenço, habito este universo chamado eu. Sou dono de mim, obra em construção, sendo autor único, posso alterar o curso do projeto de vida. Mas um homem preso não pertence a nada nem se pertence.(...)
nada mudou e tudo mudou
que estranho vazio
que me preenche o ninho
prenhe de novos saberes
e sabores que nunca provei
mas que sempre gostei
mesmo não tendo língua
nem mesmo carne em mim
E um belo dia o joãozinho,
cansado de ficar no ninho,
descobriu que tinha asas
e foi viver feito passarinho.
“Faça sua mente, ser um ninho de Bons desejos e pensamentos!
Pensamento e emoção acionam o
decaimento atÔmico.
Você tem a capacidade de deixar entrar, ou de mandar sair todos os pensamentos danosos!
Toda erva daninha, está ao alcance do jardineiro!
O que tem permeado a sua mente?
A mente tbm mente!
O que pensa ser dos outros
é primeiro seu.
julgue menos e ame Mais. “
Zaika Capita
o sentimento é um pássaro
que tem um ninho flutuante
num céu azul, límpido e eterno
a Poesia é uma Mulher, uma Flor de Lótus Lírica..
Prefiro estar preso no meu ninho de rato, doquê estar rodeado de corujas que logo irão me devorar e cuspir meus ossos embrulhados pelo meu próprio pelo.
O pássaro e o ninho...
A aranha e a teia...
O homem e a incapacidade...
A maioria de todos abandonam seus tetos em um dado momento de suas vidas.
Somos todos acometidos da incapacidade de cuidar interinamente ou comprometidamente em estado pleno.
A não ser quando estamos cansados pra nos deleitar e dormir.
Labor.
É com labor que cheguei até aqui,
Anos após anos,
Um diferente sonhador,
Um ninho para eu deitar e meditar,
Hoje a Poesia me aspira,
E eu respiro a poesia,
E alguns Poemas ficaram pelo caderno,
Na época,
Quando acabava a tinta,
Eu espalhava pelo universo,
Tudo que eu escrevia eram borrões,
Escrevia pequenos versinhos bobinhos,
Coisas de adolescente,
Mas a Poesia me chamou,
Amassei as folhas,
E aqui estou,
Algumas delas eu passei a limpo,
Mudei de lugar,
Guardei algumas,
Mudei o cenário do meu campo poético,
E a alma vagando como ave sem leito,
Brinquei de escrever quando não era para brincar,
Contei histórias e inspirei naquilo que era pura ilusão,
E foi assim que a poesia me aspirou,
Em uma das folhas amassadas que as joguei,
Tinha versos para um só Amor,
Desde a infância eu ornamentava um á um,
Após décadas passadas,
Vi que amar não era o que eu imaginava,
Sonhava com castelos medievais,
Onde o REI e a RAINHA eram os coadjuvantes de tudo que eu inspirava,
Mas percebi que sonhar não e ter nem poder,
De uma forma ou de outra foi bom,
Pelo menos eu aprendi que o amor contém flores e obstáculos,
E por ter passado por centenas deles,
Hoje estou apto a amar na vida real,
Sem juras e sem preconceitos,
Sem agruras e com tudo que tenho direito,
E não precisar em minhas escritas,
Tanto fantasiar....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
