Nem tudo que Balança Cai
"Se estiver que desistir de algo, que seja de pecar, o precavido nunca cai em ruína, já o tolo, faz parte dela"
O aroma oblíquo dos séculos cai na sonoridade azul da eternidade no sabor crepuscular das horas. A textura silenciosa do futuro descansa meu corpo fatigado pela movimentação do dia. Será um dia passado se o brilho áspero das eras são esquecidas, mas a temperatura violeta da memória faz mais forte a lembrança do amor, que surge exasperada, pois eis que são correntes do tempo e as mãos bradam por liberdade. As lembranças moram em um labirinto e voltam várias vezes ao mesmo lugar. É uma face que surge na parede sorrindo indiferente, talvez, se caminhos opostos não atravessam a cidade. No entanto, as palavras me resgatam e oferecem saídas através do perfume mineral da lógica, que altiva se faz racional. E na claridade sonora do pensamento penso em esquecer na noite escura, sujeito a perigos de ternura. Resta a luminosidade amarga da consciência e eu nego o sabor da boca se o dia foi pacífico e muito mais gratidão eu sinto. Tentar fortemente esquecer é fazer a memória cada vez mais vívida, então eu apenas me conformo a ver o copo meio cheio no murmúrio cristalino do conceito de que não há mal que sempre dure e paradoxalmente estou plena de alegria se a melancolia não entorpeceu o dia produtivo. A culpa são das noites escuras, que mais exaltam a cor da saudade. Mas não se come saudade nem amor, e sou privilegiada se tenho três refeições diárias. Diria que é uma forma torpe de diminuir a idealização, mas estou no sossego de casa e se bem pensar não me falta nada. O mais são pormenoridades e no estelar vazio dos minutos eu vislumbro o silêncio azul das nebulosas de meu peito e combato sentimentos ardilosos na geometria do infinito, que traz muitas promessas de prosperidade e tudo é relativo se o brilho dos vocábulos me enchem de bem estar e posso dizer que a felicidade está em mim, que em mim nasceu e reluz em meus olhos.
Quem despreza a correção cai no escândalo e na pobreza, entretanto, quem acolhe a repreensão é abençoado com honra!
Provérbios 13.18
Bonequinha do meu ENCANTO,
Te digo que o meu PRANTO,
É uma dádiva divina,
Cai assim tão cristalina,
Não é por um motivo QUALQUER,
É por te ver assim MULHER,
Parece que tu está SOFRENDO,
Estou até PERCEBENDO,
Que está tu te AFASTANDO,
Amigos de lado DEIXANDO,
Estou te vendo MAGOADA,
Se tu está APAIXONADA,
Grita alto aos quatro CANTOS,
Pra cessar esse meu PRANTO,
Tenha coragem CRIATURA,
Bonequinha do meu ENCANTO,
Pois eu te amo com LOUCURA...
Cai a tarde deste domingo cinzento, eu aqui neste apartamento frente para o mar, tão só, esperando o tempo passar. E, por fim, neste tormento. E poder em breve te amar.
Os dias passam, o sol nasce, a chuva cai, a noite vem, tudo é uma repetição eterna, até isso que eu escrevo é uma cópia, um plágio. Tudo se fecha em si mesmo, o inesperado já estava previsto e o que se foi ainda voltará.
chuva
chuva que cai sobre a minha sombra
dando vida e traços ao inanimado
revele as goteiras do meu coração
com todas suas dores e vantagens
chuva que cai em todas as avenidas
estimulando o apresso a companhia
transforme aquela grande caixa vazia
com todos seus defeitos em brasília
chuva que cai sobre as nossas vidas
entre raios luminosos e eternos trovões
traga de volta aquele jardim de flores
com a complexidade da tempestade
chuva que cai sobre as minhas mãos
trazendo a sensação de eterna solidão
me mantenha vivo até o próximo verso
com a sua paixão pelo incompreendido.
Escrevemos demasiadamente sobre sentimentos e não imaginamos que a cada expressão cai uma lágrima da alma.
Sem sentido da vida, então morre e cai em injustiça.
Com sentido da vida, então vive e supera a justiça.
1ª Versão: O dinheiro cai na pobreza e sai da riqueza, se adquirir mais e pedir menos, juntos recaem um hábito do consumo econômico.
2ª Versão: O dinheiro cai na pobreza e sai da riqueza, se resgatar mais e pedir menos; juntos recaem as oportunidades da vida e também consumo do hábito econômico.
Não desiste.Não hoje.
A vitória não vem pra quem nunca cai.
Vem pra quem cai, chora, ora,
e levanta de novo.
Van Escher Leoa 3:55
