Nem tudo que Balança Cai
Bom dia, pra você aí, que fica pensando na vida! Saiba que nada cai do céu. Quem cedo madruga, busca seus ideais. E Deus abençoa com seu trabalho honesto e faz levar o alimento para o seu sustento e de sua família.
Nada está oculto aos olhos de Deus.
Se prepare, logo virão os dias de glória.
As máscaras vão cair.
E a verdade será trazida a luz.
Eu creio.
Amém!
O dia lindo que amanhece chovendo é a mesma chuva cai no meu coração...
Sendo digno o frio a noite será quente ao seu lado.
Falando objetivamente sobre as folhas, não cai nenhuma da árvore da vida que não seja da vontade de Deus! Mas há de se entender: algumas folhas são passageiras, outras, muito poucas, são para sempre, entre as reencarnações. Independentemente de cada objetivo, todas são planejadas na filosofia do Destino. As que caem também tiveram suas importâncias, porque, no final, somos passageiros entre vidas que passam muito rapidamente e devemos aceitar, confiar e agradecer por cada aprendizado.
Carne
Um homem
é o que sobra
quando tudo que ele inventou
cai.
Nu
e não tem beleza nisso.
Tem falha.
Tem medo.
Tem coisa mal resolvida
latejando por dentro.
Na soleira
ele trava.
Porque entrar exige verdade.
E fugir…
já não dá mais.
O corpo sabe.
A consciência pesa.
Não tem pra onde olhar.
E ali, parado,
sem saída limpa,
ele vê:
não é forte,
não é inteiro,
não é nada do que contou.
É só aquilo
que nunca teve coragem
de encarar.
E isso…
fica.
Nobreza de alma é a capacidade de estender a mão a quem cai, transformando a compaixão em uma ferramenta de elevação humana.
Quando um comportamento não está totalmente certo, a probabilidade cai para 50%, e 50% de probabilidade é aposta.
Culpado
O muro da fortaleza pulei,
num mundo travesso caí,
em meio as aventuras me perdi,
No deserto me encontrei,
sol, céu e areia,
tempestades, miragens e perdas,
jogado aos ventos quentes, lágrimas e soluços são os meus últimos companheiros sobreviventes,
na escuridão aos olhos da lua, as muralhas crescem, a fortaleza se mantém imponente e o mundo descoberto é apenas um vazio.
Cada lágrima cai como aço incandescente, não é fraqueza, é raiz, é a dor que germina força no deserto da alma.
Caí tantas vezes que aprendi a medir a altura do chão. Levantei com precisão, passo a passo. Hoje caminho sem medo do vão.
Em algum lugar, à beira do mar da minha querida Florianópolis, sob a chuva que cai incessante, as sonatas de Beethoven não são apenas música, são tempestades que rasgam a alma, ondas que se confundem com notas e silêncios que ecoam na vastidão do céu cinzento.
Caí tantas vezes que aprendi o voo antes de voar, conhecer a queda ensinou o desenho do ar, da repetição do levantar nasceu a técnica do subir, assim voei com mais certeza e menos pressa.
Quando a fé vacila, ela cai em silêncio como lâmpadas queimadas. Mas o que sobra não é escuridão absoluta, é colo de noite. Aceito a noite com a convicção de que o dia foi apenas adiado. E finjo acreditar até que a fé ensaie um recomeço. Porque crescer também é saber fingir esperança com verdade.
Não temo mais minhas falhas, elas moldaram minha identidade, sei onde piso porque já caí lá, sei quem sou porque me quebrei, e sei o que quero porque sobrevivi.
Cada lágrima carrega uma história que o mundo nunca ouvirá. Mas ainda assim ela cai, insistindo em provar que a dor merece saída. É o corpo aliviando o peso que a alma não suporta sozinha. E isso também é coragem.
