Nem tudo que Balança Cai
O Milagre da multiplicação do pão é o ser humano dividindo o pão. Não cai pão do céu. Igreja só multiplica o dízimo na conta do pastor. Quero ver é o milagre do pão!
Tudo é troca, tem que ter gratificação, recompensa, senão o prazer da troca não vigora e você cai no chão, te pisam, te machucam e se vão, sem sequer agradecer. O mundo é desses e dessas!
Quando a vida tentar te derrubar te dando uma rasteira, diga a ela que você não cai mais. Que já aprendeu a se equilibrar num salto bem alto.
Quando o soberbo cai, tudo que ele acreditava cai com ele. Diferente da gente que tem fé e esperança.
Responsabilidade não é discurso. É o que sobra quando o álibi cai — e a verdade incomoda quem construiu a própria imagem sobre conveniências.
A noite cai e eu olho o vazio da noite povoado de estrelas, tendo como a lua companheira e paz no silêncio... Tão confortante para procurar os sonhos. Não é raro, observando a noite, me sinto outra pessoa... Não sei de onde vem, mas ocupa o espaço dos sentimentos, e se apodera dos sentidos. E é nessa hora que o pensamento voa... Acho difícil acompanhar.
Você cai, levanta, torna a cair e novamente a levantar. A vida é um teste de resistência. E brinde! No meio disso tudo tem felicidade.
Recomeço
Depois do abismo, ainda há chão.
Mesmo ferido, pulsa o coração.
Cada lágrima caída em silêncio
rega uma semente de renascimento.
Não se apaga o que se viveu,
mas também não se apaga quem sobreviveu.
Você está aqui — cansado, eu sei —
mas estar aqui já é prova de lei.
A dor te moldou, te feriu, te fechou,
mas não levou tudo, não levou o amor.
Talvez escondido, talvez sem cor,
mas o amor por você ainda vive e tem valor.
Ninguém precisa correr para curar,
recomeçar é apenas respirar.
É abrir a janela mesmo sem vontade,
é permitir-se um pouco de liberdade.
Aceitar que foi difícil, aceitar que doeu,
mas dizer com firmeza: "Eu não me perdeu."
Não há pressa no tempo de florescer,
há apenas o compromisso de não mais se esquecer.
De você. Da sua essência. Da sua luz.
De que a vida, embora dura, ainda conduz
quem tem coragem de tentar mais uma vez,
de recomeçar… mesmo sem talvez.
O Cristianismo diz: Cai nas profundezas maiores do inferno quem volta atrás.
O Catolicismo diz: Nada te perturbe. Nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda.
O Budismo diz: O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.
O Islamismo diz: É uma guerra que nós não escolhemos.
Queremos o melhor para nós. Não gostamos de sofrer. Não buscamos o sofrimento. Não queremos ser castigados, pagar por nossos erros. Mas pagamos. Somos alertados, em todas as religiões, sobre como devemos proceder, mas erramos inúmeras vezes, pq somos falhos. Mas a sociedade e o tal próximo que vc tem de amar, muitas vezes é o que te julga. E na maioria das vezes é um próximo hipócrita, que erra até mais que vc. Peço a Deus, inúmeras vezes pra me dar sabedoria, e quando me encontro sofrendo novamente, vejo que Ele me deu, mas eu errei de novo. Outra vez, a vida segue, mudam-se os planos, evita-se pessoas e hábitos, e nada disso é suficiente pra mudar a sua vida e lhe trazer felicidade. Sempre tem algo que dá errado. E a gente peca, julga, odeia, erra novamente, pois somos falhos. Você entende que erramos e não aceitamos que os outros errem? Que se Deus não fizer nossa vontade, então Ele não te ouviu ou Ele não deve existir? É muito fácil jogar a culpa nos outros e nos erros dos outros. Sempre falamos em hipocrisia, falsidade, mas olhe dentro de você, veja se não há resíduos de algo deste tipo.
É muito fácil dizer: Porque Deus quis assim!
Eu, Roberta Matos, te pergunto: O que vc fez pra mudar isso?
Na voz da água que cai, a alma aprende a silenciar, e a paz encontra espaço para ficar.
Onde a água cai livre o coração também aprende a descansar.
Alguns dizem que o fruto não cai longe do pé.
Mas a semente voa.
Vai com o vento,
vai no bico dos pássaros,
vai rolando sem saber exatamente onde vai parar.
Às vezes encontra um chão bom.
Outras vezes, não.
E está tudo certo.
Quando encontra, nasce.
Vira broto, depois árvore.
Dá flor, dá fruto.
E o ciclo segue, quietinho, fazendo o que sabe fazer.
A vida é assim.
Simples.
Delicada.
Tentativa.
Nem toda chuva ajuda.
Tem chuva que cuida.
Tem chuva que leva embora.
Nem todo vento espalha.
Tem vento que só passa.
Tem vento que machuca.
Talvez a gente não precise ser grande demais.
Nem forte demais.
Nem certo demais.
Talvez baste ser um pouco mais suave.
Um pouco mais atento.
Um pouco mais presente.
Ser como a chuva boa.
Que molha sem machucar.
Como o vento leve.
Que passa e deixa espaço.
E deixar a vida fazer o resto.
Chuva em Paranaguá
Cai a chuva sobre os telhados antigos,
molhando histórias que o tempo guardou.
Paranaguá veste seu cinza mais belo,
como quem chora, mas não se apagou.
O cais repousa em silêncios molhados,
barcos dançam ao som do trovão.
Nas calçadas, passos apressados,
corações lentos em contemplação.
As ruas refletem faróis e saudades,
espelhos d’água de um tempo que foi.
O cheiro da terra se mistura à brisa,
e cada gota parece dizer: “depois”.
Depois da pressa, vem a lembrança.
Depois do adeus, a vontade de ficar.
Na chuva mansa de Paranaguá,
há uma paz que sabe esperar.
No meu diário da vida, chutei o balde, caí e me levantei inúmeras vezes. Vivi muitas histórias, e se ainda permaneço resiliente, é pela força de Deus.
A vida é cair e levantar. A gente cai, mas a gente levanta mais forte. Cada tombo é um novo aprendizado. Quanto maior o tombo, maior a lição aprendida.
Se um mentiroso cai, todas as mentiras orquestradas por ele caem também mas se um verdadeiro cai, todas as suas verdades ditas por ele adormecem mas permanecem, para um próximo momento de verdade.
Eu tinha tanta paz na minha vida, te conheci e cai direto no inferno, mas eu amava estar lá com você. Desse mesmo inferno eu mergulharia para te trazer de volta, mesmo voltando a ter paz sem você.
