Nem tudo que Balança Cai
Entre a Culpa e o Perdão
Caí…
O peso que sinto é insuportável.
A sombra que plantei sem perceber
voltou — fria e silenciosa —
como quem cobra o preço do erro.
Matei meus sonhos,
feri quem me amava,
e me perdi de mim.
A culpa virou meu pesadelo,
um eco no escuro da alma,
e me abraçou… como a morte.
Gritei…
mas só o silêncio respondia.
Chorei até o choro secar…
e ainda assim, doía.
Achei que Deus não me ouviria mais,
que o céu havia fechado pra mim.
Mas foi no chão…
entre a culpa e a morte…
que eu escolhi recomeçar.
Quando todos disseram “não”,
O Pai disse “vem.”
Ele não me cobrou explicações,
não perguntou o que fiz, nem onde estive.
Apenas me olhou —
e o olhar d’Ele…
me trouxe de volta à vida.
O Milagre da multiplicação do pão é o ser humano dividindo o pão. Não cai pão do céu. Igreja só multiplica o dízimo na conta do pastor. Quero ver é o milagre do pão!
Tudo é troca, tem que ter gratificação, recompensa, senão o prazer da troca não vigora e você cai no chão, te pisam, te machucam e se vão, sem sequer agradecer. O mundo é desses e dessas!
Quando a vida tentar te derrubar te dando uma rasteira, diga a ela que você não cai mais. Que já aprendeu a se equilibrar num salto bem alto.
Eu vejo que, cada lágrima que cai de mim, Deus a segura com as Suas mãos e até chora junto a mim. É inaceitável o mal neste mundo; ele corrompe, ele afasta você de Deus.
A verdade de Deus é imutável sobre este mundo. Mesmo que eu esteja no infinito e solitário vazio, Deus está comigo. Ele não me nega, mesmo quando não há fôlego, mesmo quando sou rejeitado.
Toda essa dor que carrego, e esse ódio que não posso direcionar... Que Deus esmague o mal! Que não exista nenhum resquício, pois portaram algo divino e forte, mas são arduamente covardes contra a raça humana, que foi amada pelo meu Senhor Deus.
Por que essa prostração diante do mal? Por que essa ingratidão?"
Quando o soberbo cai, tudo que ele acreditava cai com ele. Diferente da gente que tem fé e esperança.
Responsabilidade não é discurso. É o que sobra quando o álibi cai — e a verdade incomoda quem construiu a própria imagem sobre conveniências.
A noite cai e eu olho o vazio da noite povoado de estrelas, tendo como a lua companheira e paz no silêncio... Tão confortante para procurar os sonhos. Não é raro, observando a noite, me sinto outra pessoa... Não sei de onde vem, mas ocupa o espaço dos sentimentos, e se apodera dos sentidos. E é nessa hora que o pensamento voa... Acho difícil acompanhar.
Você cai, levanta, torna a cair e novamente a levantar. A vida é um teste de resistência. E brinde! No meio disso tudo tem felicidade.
Recomeço
Depois do abismo, ainda há chão.
Mesmo ferido, pulsa o coração.
Cada lágrima caída em silêncio
rega uma semente de renascimento.
Não se apaga o que se viveu,
mas também não se apaga quem sobreviveu.
Você está aqui — cansado, eu sei —
mas estar aqui já é prova de lei.
A dor te moldou, te feriu, te fechou,
mas não levou tudo, não levou o amor.
Talvez escondido, talvez sem cor,
mas o amor por você ainda vive e tem valor.
Ninguém precisa correr para curar,
recomeçar é apenas respirar.
É abrir a janela mesmo sem vontade,
é permitir-se um pouco de liberdade.
Aceitar que foi difícil, aceitar que doeu,
mas dizer com firmeza: "Eu não me perdeu."
Não há pressa no tempo de florescer,
há apenas o compromisso de não mais se esquecer.
De você. Da sua essência. Da sua luz.
De que a vida, embora dura, ainda conduz
quem tem coragem de tentar mais uma vez,
de recomeçar… mesmo sem talvez.
O Cristianismo diz: Cai nas profundezas maiores do inferno quem volta atrás.
O Catolicismo diz: Nada te perturbe. Nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda.
O Budismo diz: O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.
O Islamismo diz: É uma guerra que nós não escolhemos.
Queremos o melhor para nós. Não gostamos de sofrer. Não buscamos o sofrimento. Não queremos ser castigados, pagar por nossos erros. Mas pagamos. Somos alertados, em todas as religiões, sobre como devemos proceder, mas erramos inúmeras vezes, pq somos falhos. Mas a sociedade e o tal próximo que vc tem de amar, muitas vezes é o que te julga. E na maioria das vezes é um próximo hipócrita, que erra até mais que vc. Peço a Deus, inúmeras vezes pra me dar sabedoria, e quando me encontro sofrendo novamente, vejo que Ele me deu, mas eu errei de novo. Outra vez, a vida segue, mudam-se os planos, evita-se pessoas e hábitos, e nada disso é suficiente pra mudar a sua vida e lhe trazer felicidade. Sempre tem algo que dá errado. E a gente peca, julga, odeia, erra novamente, pois somos falhos. Você entende que erramos e não aceitamos que os outros errem? Que se Deus não fizer nossa vontade, então Ele não te ouviu ou Ele não deve existir? É muito fácil jogar a culpa nos outros e nos erros dos outros. Sempre falamos em hipocrisia, falsidade, mas olhe dentro de você, veja se não há resíduos de algo deste tipo.
É muito fácil dizer: Porque Deus quis assim!
Eu, Roberta Matos, te pergunto: O que vc fez pra mudar isso?
Quem é que cai na onda dos falsos profetas, quando conhece o poder de Deus e a direção do Espírito Santo?
Na voz da água que cai, a alma aprende a silenciar, e a paz encontra espaço para ficar.
Onde a água cai livre o coração também aprende a descansar.
Alguns dizem que o fruto não cai longe do pé.
Mas a semente voa.
Vai com o vento,
vai no bico dos pássaros,
vai rolando sem saber exatamente onde vai parar.
Às vezes encontra um chão bom.
Outras vezes, não.
E está tudo certo.
Quando encontra, nasce.
Vira broto, depois árvore.
Dá flor, dá fruto.
E o ciclo segue, quietinho, fazendo o que sabe fazer.
A vida é assim.
Simples.
Delicada.
Tentativa.
Nem toda chuva ajuda.
Tem chuva que cuida.
Tem chuva que leva embora.
Nem todo vento espalha.
Tem vento que só passa.
Tem vento que machuca.
Talvez a gente não precise ser grande demais.
Nem forte demais.
Nem certo demais.
Talvez baste ser um pouco mais suave.
Um pouco mais atento.
Um pouco mais presente.
Ser como a chuva boa.
Que molha sem machucar.
Como o vento leve.
Que passa e deixa espaço.
E deixar a vida fazer o resto.
Chuva em Paranaguá
Cai a chuva sobre os telhados antigos,
molhando histórias que o tempo guardou.
Paranaguá veste seu cinza mais belo,
como quem chora, mas não se apagou.
O cais repousa em silêncios molhados,
barcos dançam ao som do trovão.
Nas calçadas, passos apressados,
corações lentos em contemplação.
As ruas refletem faróis e saudades,
espelhos d’água de um tempo que foi.
O cheiro da terra se mistura à brisa,
e cada gota parece dizer: “depois”.
Depois da pressa, vem a lembrança.
Depois do adeus, a vontade de ficar.
Na chuva mansa de Paranaguá,
há uma paz que sabe esperar.
No meu diário da vida, chutei o balde, caí e me levantei inúmeras vezes. Vivi muitas histórias, e se ainda permaneço resiliente, é pela força de Deus.
Ouvi dizer que seu coração não se arrepende por não me abraçar com carinhos;
E todo amor em mim cai em um vão sem saber para onde ir mesmo tentando admitir que te amei bem mais que a mim;
Sei que você está bem e nem se lembra mais dos momentos maravilhosos que vivemos um para o outro;
A vida é cair e levantar. A gente cai, mas a gente levanta mais forte. Cada tombo é um novo aprendizado. Quanto maior o tombo, maior a lição aprendida.
