Nem tudo que Balança Cai
Ali bem no Centro da Cidade
de Rodeio que fica
no Médio Vale do Itajaí,
Onde a chuva caí
sobre o Flamboyant poético
que protege o Presépio
na subida do Noviciado Franciscano
e da Igreja Matriz São Francisco,
Coloco os meus pensamentos
e as minhas orações pelo destino
do mundo nas mãos de Deus,
Porque eu sou a paz que você
merece sempre encontrar
no aconchego do meu peito
para de tudo sempre se poupar,
E tu és a pessoa que nunca
permitirá que em guerra nenhuma
nesta vida eu venha entrar,
Porque no fundo de ti cada espaço
tenho o meu belo e cativo lugar.
(Imensidão romântica nascida
nossa para sempre amar e festejar).
Cai solene a chuva fina,
Escrevo como quem furta
As flores das casas alheias,
- apoiadas nas cercas
Pulando todos os muros,
Escrevo para roubar corações.
Tenho orgulho deste par de olhos,
Que glorificam as alturas,
Desabrochando todas as ternuras
À procura de mais de mil revoluções!
Sai infrene a letra delfina,
Escrevendo como quem reza
Pelos poetas perseguidos,
Pelos que foram exilados
Pela eliminação sutil;
Para que jamais se finde a primavera.
Tenho loucura pelo teu perfume,
Que brindou o meu caminho,
Dissipando as minhas trevas,
Por você sou água, fogo, ar e terra.
Ai, perene desatino!
Escrevo como quem espera
Os teus beijos de ouro
As flores se abrem como oráculos,
Ainda o céu há de testemunhar:
O mais luminoso de todos os espetáculos.
Sem me importar com a correção:
Caí em completa perdição
Sob o teu incorreto e erótico
- domínio -
Estou guardada no teu coração,
Rendi-me às tuas armadilhas sensuais,
De dentro de mim você nunca mais sai,
Deixei-te nos braços do tempo,
Não fazes conta de quanta falta você faz.
Sem se importar com a opinião:
Tu me buscas em nome da paixão
Sob os aromas indutores da doçura
- mística -
Com as cores do Sol e da Lua,
Vesti-me de estrelas para ser toda tua
- odalisca -
Dançando até o raiar do dia,
Encantarei-te como o fogo da fuga.
Resguardo para ti no final de tudo,
E até mesmo no final de um dia comum:
O beijo mais doce de todo o mundo,
Descanse, meu bem
- Tranquilize-se
A força do destino vivifica:
Algo que a alma não decifra
A coisa boa que você me faz
Só sei que sem o teu amor não vivo mais.
A noite desce
Calmamente,
E eu livre de rigores
- caí em poesia
Simplesmente.
Escrevo para mim,
Para satisfazer-me,
E envolvendo-te
Intensamente
Apaixonando-me
Por ti para sempre,
É desafiador!...
Só tenho o tempo,
Para zelar por nós,
E por nosso amor,
Sinto a fragrância
Na mais alta nota.
Desenho a rota,
Alguém tem de crer,
Num caminho leve,
- Imediatista -
Amar de verdade
Requer grande zelo:
ORIGINALIDADE!
Travessamente me deixas
Brava o dia inteiro,
E quando cai a noite,
E você chega com esse
Teu jeitinho menino,
Que faz com que eu
te perdoe e sonhe,
deliciosamente contigo.
Os meus segredos destrinchados
Por tuas mãos,
- inesquecíveis -
Mãos repletas de delícias!
Nós dois derribados ao chão,
E num ritmo que só a nós interessa...
Quem tem um amor nessa vida,
E sabe que amar é bom a beça...
Não temos nada que nos impeça!
Temos nós dois, a primavera e a espera,
Que não há de nos deter;
Espiritualmente a gente se integra.
Você faz doce, eu sei...
Para que minha cabeça não se distraia,
E que eu passe o dia todo
Concentrada em nós dois;
Pare com isso! Você não precisa disso!
Estou completamente rendida
ao teu feitiço, mas você continua a me tentar,
E como caça, continuo a tua presa;
Quando menos eu espero,
Lá vem você e me pega de surpresa!
Esse tempo que não passa,
Vou torcendo para a noite chegar,
Estou esperando por você do jeito,
Que nós dois estamos acostumados,
Um conectado a alma do outro,
E que as nossas estrofes de inteira volúpia
Desabrochem em flores perfeitas...
E que esse dia de penar
Sem a tua atenção te traga
Lépido, faceiro, intrépido
- e travessamente celestial;
Enquanto esse dia não chegar, não sossego!
A tardinha fria, A chuvinha cai, A voz do meu amor só bem me faz, Aquecidinha por meiguice açucarada, Coisa boa que ninguém desfaz...
A tardinha cai, E o meus olhos sobre os teus, Cantam para te dizer que esse amor meu, Não vive mais sem os olhos teus.
Rodeio é Poesia
Cai a chuvinha mansa
da madrugada
no Médio Vale do Itajaí,
Em Rodeio por aqui
sou aquela Poetisa
de Arte Postal que acorda
antes do galo cantar
para conversar sozinha
com a inspiração
e lidar com o próprio coração.
Rodeio dia e noite está em dia
com os entes do Folclore,
mais do que você imagina,
É só você procurar um dia
que você com certeza encontra.
Rodeio tem a bonita
Lenda do Acordeão,
tem Cultura, Gastronomia,
Festas, Arte e sua Literatura,
e a sua fé como Religião.
Rodeio é poesia mesmo que
existam aqueles que digam não.
Você me encanta
com sua leveza
de Tico-Tico,
Te retribuo
com bem mais
que um poema,
Caí no seu feitiço.
Levemente cai a tardezinha,
O Beija-flor-de-topete-azul
vem me trazendo a poesia,
A Lua se ergueu no Hemisfério Sul
e ainda de ti quero alguma notícia.
A garoa cai amorosa aqui
no Médio Vale do Itajaí,
A Tamurá-tuíra florescida
no Centro de Rodeio
parece cravejada de gotas
de diamantes pelo reflexo,
A inspiração da cena
vira poema e o universo.
Cai a noite mansa
sobre a América do Sul,
O Ipê-Dourado poético
florescido no Sul do Brasil acena
para a chegada das estrelas,
e eu começo a pensar
quais serão os próximos poemas.
Em Festa Junina
também tem
Samba-de-coco
que vai cair no seu
gosto assim como
eu quero cair seu jogo.
Pode botar fé
que hoje sai
um bom Arubé,
De amor por
eu sei que você cai,
E não há nada
que te distrai.
Cai a noite e você
sem desconfiança
se entregou ao baile
querendo ser mais
do que meu amigo
achando que o seu
coração não estava
correndo perigo,
Agora você não quer
mais outra coisa na vida
do que viver colado comigo.
Cai a chuva mansa,
e minha alma não
cansa de perguntar
quando irão libertar
a tropa e o General?
O General não deveria
ter sido aprisionado,
dizer que ele instigou
a rebelião é um absurdo!
Até agora não soube
mais se ele teve
os pedidos atendidos:
Bíblia, lápis e livros.
Quero saber da saúde
que sei não bem
depois de tanto mal
praticado contra ele,
Esta poesia bruxa
insiste que não deixe
ir longe esta loucura,
Abaixo esta e qualquer
tipo que seja de tortura.
Cai a noite,
e não com
o peso igual
de um mosquito,
porque ela não
tem sido leve;
No entanto,
o vestígio
está no corpo
do General
que de febre,
e de dores padece
sem saber
se é dengue
clássica
ou hemorrágica.
As estrelas do
dia quatro
de fevereiro
despencaram
no dia treze
de março,
Há mais de
um ano e meio.
Ou seja mais
uma amostra
desta tragédia
autoritária,
Um trato brutal
da inteligência
a inteligência
sem igual;
É imperdoável
o quê andam
fazendo tanto
com mais de
um General
colocando-os
em sufoco
para amedrontar
a tropa e o povo.
Parece cantilena
reverberar
o bordão 'cai a noite'
que remete
o apagar das luzes
e até da esperança
de liberdade
mesmo onde
não há igualdade,
fraternidade
faltam testes
e até respirador,
onde todo um povo
ainda desfrutava
de andar livre
pelos caminhos.
Não me engane
que não está
se aproximando
da Pátria do Condor
talvez a mais trágica
das tempestades
que já enfrentamos
em nossas vidas,
e as pessoas
insistem em
prosseguir desunidas.
Neste isolamento
social estendido
para não ser
abatida nas mãos
do tal inimigo
invisível prossigo
seguir pedindo
a libertação da tropa,
do General preso
injustificadamente
e por cada um
como ele que
é obviamente
preso político
neste continente.
O meu coração
tem doído só
de saber que para
os desprotegidos
em todos os sentidos
a tempestade
chegou bem antes,
e isso vem rasgando
a minh'alma
em várias escalas
e todos os instantes.
Rodeio de Noitinha
Rodeio de noitinha
se veste da poesia
que ainda não escrevi,
Cai a chuva sobre
a nossa linda cidade
do Médio Vale do Itajaí.
Rodeio de noitinha
me recebe generosa
porque uma para a outra
não nutrimos mistérios,
Somos muito mais
simples do que parecemos.
Rodeio de noitinha
faz pensar na vida,
o quanto adoro o quê
é descomplicado
e o quanto amo viver
na nossa Santa e Bela Catarina.
