Nem tudo que Balança Cai
A água cai do chuveiro até atingir as minhas costas e percorrer as curvas do meu corpo. Olho até o líquido no chão que segue para o ralo. Ao entrar em contato com a minha pele, a água assume tons distintos. As cores diversificam-se conforme meu estado. O líquido é tingido pelas minhas emoções, ele sofre metamorfose ao tocar e correr pela minha pele que exala uma porção demasiada de sentimentos. A raiva faz a água contrair um tom vermelho sangue, a luz do banheiro adquire autonomia acendendo e apagando em intervalos incalculáveis. A felicidade gera um líquido verde, um aroma viciante, tranquilizante e sedutor ocupa o pequeno cômodo. O ódio gera uma lama escura, os músculos se contraem, as sobrancelhas tornam-se uma só linha, a locomoção é impossível, a escuridão domina o pequeno cubículo, os olho se tornam incapazes de ver. A água funde-se em tons marrons e cinzas ao deparar-se com a tristeza, o corpo se contrai, a respiração fica ofegante. As lágrimas são incontroláveis pelo consciente, jorram dos olhos como cachoeiras em meio a uma tempestade.
O amor transforma o transparente da água em azul reluzente, feito água do mar quando atingida pelo sol de fim de tarde, a água purifica o azulejo tirando a sua cor, focos de luz cintilante saem das paredes,do teto e do piso, o corpo assume uma postura leve, como se não existissem partes palpáveis. A respiração invade o interno, atinge todos os pontos e extremidades do corpo. Minha alma salta, gira freneticamente sem medo de obter lesões ao atravessar, com braços e pernas, as paredes. Um sorriso abrilhanta a minha face, a benevolência domina todos os cômodos da casa. Sou sentimento em carne e osso, meu corpo é um depósito formado para comportar minhas emoções colossais.
Sabe a melhor coisa quando não se usa uma máscara, é que sua face nunca caí! E o melhor de tudo é que a verdade sempre aparece, ser autêntico não te trás nenhum transtorno.... Quem me conhece sabe, personalidade difícil, sim eu tenho, mas não minto, aliás odeio mentiras, dou minha cara a tapa e compro qualquer briga, amo o que faço, faço tudo com amor, NUNCA, MAS NUNCA MESMO fui falsa, aliás detesto toda e qualquer forma de falsidade. E.......... segura pois dou um boi para não entrar em uma briga, mas compro toda a sua boiada pra não sair de uma. As vezes me amo tanto que até dói.... Ao meu lado sempre tenho: amores, amigos, por vezes inimigos, mas minha força maior é DEUS, falo pouco dele, as vezes menos do que deveria, mas ele me ama, e me protege sempre. Então cuidado....
04:20 horas
E agora do céu
cai uma chuva torrencial
estalando no ar e na calçada
junto a relâmpagos incandescentes
e chorando em altos brados
sua brusca queda no duro chão...
mel - ((*_*))
Lá fora a chuva cai, aqui dentro eu ouço sua voz ecoar nos quatro cantos da casa. Eu te procuro e não acho, eu me perco e me encontro, eu te procuro em cada canto e aí vejo que tudo não passou de um sonho.
Sou como uma melodia que se espalha e ao olhar não se vê mais se sente, como uma brisa que cai sobre seu rosto.
Cai a noite com a enorme escuridão e o sol imediatamente ilumina o Japão, e aquelas lentes que horas atrás tinham tanta servidão agora já não convêm com tanta precisão.
Quem é ele?
Quem e aquele anjo que me acalma que está comigo em todos os momentos sem me deixar cair nem desistir... ele é um anjo que Deus mandou para mim para mim aconselhar Para me abraçar Para me acalmar Para me levantar pra estar comigo sem me deixar...
"Cai na minha propria armadilha,fui vitima da minha trama,provei do meu ardo veneno e hoje estou aqui sofrendo de solidão."
Menino De Rua
Cai a fruta
No pé do moleque
Ele todo assustado
Já corre pra gruta
E lá faz seu ninho
Com medo que seu vizinho
Seja algum recruta
E te obriga depois
Á cobrir o cheque
Ganha a rua
O menino sem dono
Vivendo de migalhas
Muitas vezes crua
Em total e cruel abandono
Morando em barracos
Cobertos de palhas
Hoje menino bom
Amanhã é marginal
Porque camuflaram o seu dom
E não trataram ele por igual
A sociedade escondeu
As oportunidades
E só mostraram á ele
O caos nos becos
Das grandes cidades
O menino já nasce assustado
Com medo do seu futuro
Ser o mesmo daquele
Que por aqui tem passado
Tão cheio de rupturas
Que por vezes tem marcado
A vida e o destino
De muitas criaturas.
Cai cai nos meus braços
Desliza por entre meus dedos
Vamos navegar nessa praia
De mãos dadas arrepiar a pele
Senti o sol, o mar...
Vamos brincar de pega
Vamos colar num abraço !
Carnaval é todo dia
São corpos que sabam
No mesmo passo
Ritmo
Alegria
Me segura
Me leva...
Carnaval é uma tarde
Eu e tu
A sós
Chega de repente
Me joga risos
Acelera alma
E se vai !
Deixando sonhos
Esperança
Cai cai
Pra nós ainda é folia
Gingado
Olho no olho
festa, melodia !
A felicidade pode até não existir
Mas quando o vento bate manso
Ou a chuva cai in meu rosto
Sinto Deus me abraçando e
dançando girassóis dentro de mim .
sinto meus olhos pesados
como nuvens cinzas que trazem chuva
mas ela não cai...
e como um prisioneiro de mim mesmo
eu vago pelo deserto da indiferença
onde é desejável não sorrir
pra conseguir não chorar
ainda tão preso a ideia do que sou
mas a venda cai...
então sou uma tempestade
e jorro minhas lagrimas
sobre as dores do mundo
suas vozes mudas me disseram
em suas faces mórbidas
e pupilas dilatadas de medo
que sorrisos plásticos
são sensíveis
a chama que há dentro de todos nós.
