Nem sei quem sou
“Ainda sou eu”
Fiz uma consulta —
disseram: tudo dará certo.
É preciso fé, foco,
e olhar pra dentro do peito aberto.
Buscar compaixão, paciência,
quebrar o ego em silêncio,
mas como?
Se às vezes só consigo deitar
e pensar...
como é que eu me encontro dentro desse cansaço imenso?
Como é que se cuida dos outros
quando se está aos pedaços?
Como é que se ajuda quem se ama
sem se perder nos próprios espaços?
Quero ser melhor, quero mais ternura,
menos ego, menos culpa oculta.
Mandei uma mensagem pra minha prima,
engoli meu orgulho, pedi desculpa.
Me vi hipócrita, confusa,
me vi tentando, mesmo ferida.
Vi o adolescente que me ensinou a dor de não saber,
e o quanto doeu admitir que eu também fui partida.
Fiquei doente. Fiquei chata.
Só queria carinho, num mundo em colapso.
Mas quando pedi, me vi rejeitada —
respondi com raiva, em reflexo fraco.
Fui cruel, fui o que eu não gosto de ser.
Senti-me só, jogada,
queria só que alguém me perguntasse:
“Você tá melhor?”
Mas o silêncio respondeu nada.
Sou idiota às vezes.
Outros também são.
Mas só posso corrigir o meu reflexo,
fazer do amor minha oração.
Aos que não me priorizam,
não serei mais oferenda.
Aos que amo, darei o que tenho:
meu melhor, minha presença.
E entre todos esses conflitos,
gritos internos, tropeços no escuro…
ainda sou eu.
Fragmentada, mas com verdade no fundo. Eu me amo.
Só estou tentando ter compaixão,
desatar os nós do ego,
e olhar pra dentro —
como quem tenta decifrar, com paciência,
o maior enigma do mundo:
eu mesma.
Pequenos pedaços de mim
aos poucos se encaixam,
crenças limitantes se dissolvem,
e então, com leveza…
tudo começa a se abrir.
E agora eu sei:
tenho atraído o que não quero mais.
Mas isso muda hoje.
Rompo o ciclo.
Mudo o rumo.
Escolho o novo.
Nunca mais o que me diminui.
Porque entre tudo o que fui e tudo o que serei,
permanece uma certeza:
ainda sou eu — e cada vez mais inteira.
Quando me lambuzo
nas suas delicias
sou alimento e comida
sou excesso e ousadia
sou poeta, sou poesia
Quando a poesia
não precisa ser escrita
sou páginas, sou vida
sou sede, sou bebida
sou cansaço e energia
sou fêmea, sou menina
sou sua, sou minha!
11/06/2022
Flor Morenna
De todos os títulos que tenho o quê mais gosto é o meu sobrenome. De todas as honras que recebo é a de me tratarem como ser humano e o maior privilégio que me dão é o de ser eu mesmo.
No fim do túnel
Eu existo
No fundo do poço. EU SOU
Eu insisto. DEUS
Na sua derrota
Eu conquisto. TE AMO
FILHO MEU
Onde você estiver
Eu persisto
JAMAIS TE ABANDONAREI
Te amo
Mais que tudo nessa vida
Sonho acordado
Sempre
Constantemente
Com você ao meu lado
Olhos nos olhos
Pele na pele
Suor
Sorrisos
Encantos
Paixões!...
Sentimentos puros
Que palpitam meu coração!
Como é sublime
Ter alguém especial
Em nossas vidas
Que nos entende
Compartilha sentimentos
E está sempre de mãos dadas
Para o que der e vier...
Somos espíritos iluminados
Agraciados
Que conseguimos nos reencontrar
Vamos aproveitar cada segundo
Nos amando
Sendo felizes
Nessa terra
Em nosso lar.
Terminantemente não quero nem saber oque me entrega a vida.
Trato somente de transformar e devolver com o meu melhor.
Namastê
É melhor notar suas próprias mudanças e ver o resultado na prática, do que tentar mostrá-las aos outros com esperança de notarem que você se tornou alguém diferente.
Não tive a intenção na pura distração errei, esta errado, mas vinha pra ficar quando dei por mim por um tempo tudo bem, tudo meu, furo meu.
Dava para encher o universo da vida que quis pra mim, livre para amar eu mergulhei no fundo do mar azul do olhar de minha paixão.
BURRICE...
Senhor, sou o homem mais burro do mundo...
Por isso, vivo arduamente na busca da sabedoria
Ser sábio, jamais serei-o...
Quero beber na sabedoria de: Jesus, Buda, Sócrates, Voltaire, Nietzsche...
Quem sabe eu aprenda algo...
Sou o homem mais burro do mundo!
" Quero está plenamente consciente o dia em que, me apresentarão a mim mesmo e aí direi pra Eu mesmo foi uma Honra me conhecer Namastê!"
É que eu sou como menino
É verdade.
Talvez poucos me conhece.
Choro, meu olhos o pranto tece.
Pelo que mazelas, fraquezas e impurezas.
Tão calafrio, obras de sangue e sujeiras.
Minha alegria, sucumbida, perece.
Sou daquele que.
Ao beber uma água.
Logo a sede que transparece nos olhos.
Vejo a mesa farta do ocidente ao oriente.
Vejo a paz, toda criança sorridente.
A mulher pura, cheia de dispor e humildade.
O braço do homem, a honra a verdade.
Vejo a Terra vibrar, brotar com vigor.
Vejo todo levantar maléfico ofuscado.
Obsoleto, frustrado.
Porque o céu, o sol da verdade.
O Espírito de água viva.
O sal, o azeite purificado.
Quão céu elevado.
Criança essa sou.
O meu paraíso.
Que cabe 7 bilhões.
E mais, a natureza, as gerações.
A eternidade, contemplada por nações.
Sonho como criança.
Criança sou.
De tanta inocência.
Um ancião do esplendor, Senhor.
Giovane Silva Santos
Sou pobre, insistente e moro longe...
Pensei que não podia mudar minha condição,
meu pai , minha mãe , só falava em aflição,
isso já desde os tempos de vó e vô que era a mesma situação...
Era uma fartura de tudo, cê não tem noção não...
Fartava comida, sapato e até a vocação
Fartura até de roupa q era tudo emprestado,
E a casa era pequena cheia de menino, as parede de barro
até o piso fartava de ser encimentado,
Semianalfabetos que eram meu pai e minha mãe não tinham muita ambição,
Mas tinham esperança de futuro de ter um filho na escola de ter um mínimo de educação
E o lugar que eu morava era tão longe que nem carro passava,
andava a pé que parecia mil léguas pra chegar em qualquer canto,
sol a pino e só lamento que não adiantava o pranto,
Com fome, com sede, sem canto, só lamento e o pranto,
e não adiantava reclamar porque demorava mais um tanto...
Enfim minha mãe um dia se deu conta,
que eu tinha crescido um pouco
E que esqueceu da escola,
De tanto aperreio e sufoco,
Pergunta aqui e acolá, porque tão longe fui morar ?
Tem uma lá no morro,
vamos simbora matricular,
E começou uma nova saga,
De continuar aquela situação precária,
Também tinha fartura na escola,
Fartava merenda, giz e as vezes professor,
E fartava também o papel e o apagador,
E também quando chovia tinha sala de aula alagada,
Também tinha fartura de vento e até de água encanada,
Lembro do calor da sala,
O suor pingando na testa,
Mas mesmo assim era uma festa,
Porque tava na escola aprendendo pra mudar,
E daquela situação,
Eu conseguir melhorar...
Depois de já ter crescido,
Lembrando de meu passado,
Até o ensino médio eu não deixei de lado
Sempre em escolas públicas,
Vencendo os desafios,
Cheguei na faculdade pulando pedras e rios,
Na UFPE pousei com as cotas para desigualdade,
Para alunos de escola pública ter chance na equidade,
Vendo textos estranhos e longos com novos códigos e linguagens,
Percebo a dificuldade de permanecer na faculdade,
Aprendendo palavras novas e também novos conceitos,
Estratificação social aprendi nos textos de Ana Almeida que li e reli direito,
Que é um conceito sociológico da divisão social,
Quando a elite tem vantagens até em meio cultural,
Tem vantagens e privilégios na sua condição socioeconômica,
Dos cargos direcionados a faculdades e diplomas
Ao pobre só sobra a soma,
De tanta desigualdade,
Que ele vê com novidade as cotas da faculdade
Confesso a Professora Emília e aos colegas de sala,
Que não tenho vergonha nenhuma,
De minha história contada,
Porém digo uma coisa com muita convicção,
Se tivesse políticas públicas com boa vontade e ação,
O mundo seria melhor para o pobre e o negligenciado,
Ninguém ficaria de fora do mundo globalizado,
Não haveria tanta miséria nem gente fora da escola,
Mudaria o continente e quem sabe o rumo da história.
Agradeço a todos a escuta dessa prosa meio sem jeito,
Que começou com uma história, meio cheia de defeito
Mas que foi de boa intenção,
Nada disso foi invenção,
assino e termino aqui,
minha prosa com emoção!
Sou como criança
Choro mesmo.
Sinto sim.
Derramo meu coração ao Senhor.
Quando tentam deixar me sem esmo.
Não escondo do pai, o colo do amor.
A jornada que fadiga.
A caminhada que intriga.
Tantas barreiras construídas.
Mas a plenitude é daquele que contemplo.
Que abre portas e ninguém fecha.
Que fecha e ninguém abre.
Que inverte o maligno intento.
É no senhor que guardamos.
Pra ele eu entrego.
Revelo, confesso e me rendo.
Veja tua Seara, um povo sedento.
Na oração, na devoção.
No sincero coração.
Que acredita na tua bênção, na promessa, no milagre.
Sabemos de nossa plenitude.
És o Santo coração de Jesus, a única plena virtude.
Não é para mim, que use nos sim.
Para que o Senhor, glória, honre, transborde e consagre.
Giovane Silva Santos
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