Nascemos sem Pedir e Morremos sem Querer Entao
Não acredito que a Eternidade se começa quando morremos, mas sim quando nascemos, começamos aqui e continuaremos lá, escolheremos aqui, qual a eternidade que continuará.
Sinta a sua liberdade!!! Nascemos sós, morremos sós e somos sós, embora rodeando e rodeados, amando e amados, somos sós porque somos seres únicos e individuais.
Ame loucamente, viva intensamente e mesmo estando unido ao Amor, à sua família, aos seus amigos e até desconhecidos, sinta a sua liberdade e isso não quer dizer, sinta-se sozinho; Entenda apenas que mesmo estando ao lado, você é livre.
A liberdade é um dos sentimentos mais completos, é um direito nosso por lei, é dádiva de Deus que nos é entregue desde a nossa alma, só por ser sabido a Deus a nossa existência. Ame e ame-se. Prenda-se, mas seja livre. Não dependa de ninguém aqui além de si mesmo, porque Amar nunca foi, não é e nunca será sinônimo de depender.
Nascemos em alguns minutos ou segundos; morremos em alguns minutos ou segundos; podemos amar ou odiar em alguns minutos ou segundos. Ou seja, qualquer coisa pode acontecer em alguns minutos ou segundos.
Nascemos aprendendo,morremos sempre aprendento e renascemos sem cessar aprendendo...esse é o verdadeiro ciclo da natureza de todas as coisas.
Fogo. É o reflexo da nossa mortalidade. Nascemos, respiramos, morremos. Até o sol morrerá um dia. Mas nós somos divinos. Somos deuses presos em casulos.
O peso do silêncio
Dizem que nascemos sozinhos e morremos sozinhos. Dizem isso como se fosse uma verdade fria, científica, quase um aviso. E talvez seja. O que ninguém diz, ou talvez finjam não perceber, é que, entre o começo e o fim, a solidão também aparece. E não é aquela que se resolve com companhia, é outra, a que mora dentro.
Chega uma hora em que o tempo desacelera. As visitas ficam mais raras, os telefonemas cessam, e a casa vai ficando grande demais para quem já viveu nela cheia de vida. Os móveis guardam mais memórias do que utilidade, e a alma, essa danada, começa a tropeçar em lembranças que insistem em não morrer.
Sinto-me como um velho pilão esquecido no canto de uma varanda. Já fui força, já fui utilidade, já fui indispensável. Hoje sou história que quase ninguém pergunta, silêncio que quase ninguém ouve.
As mãos tremem, a visão falha, a juventude se foi, mas o que mais dói é o espaço vazio na rotina, como se o mundo seguisse em frente e eu tivesse ficado preso em algum ontem que não volta.
Conto os dias, sim. Não com tristeza, mas com certa dignidade de quem sabe que ainda está aqui. E se ainda posso escrever, lembrar e sentir, então ainda sou. Mesmo que meio apagado, mesmo que decorativo, ainda sou.
E quem ainda é, ainda pode ser. Nem que seja só abrigo para uma saudade, ou um canto sereno onde a vida, mesmo em silêncio, continua a respirar.
