Nao Vim para Satisfazer suas Expectativas

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suspicaz.


Cheguei em casa e não acendi a luz.


Não porque estivesse com medo.


Era só que, depois de certo tempo, você começa a perceber que algumas coisas ficam mais nítidas no escuro.


Deixei a chave sobre a mesa, tirei o relógio, sentei no sofá e fiquei ali. Sem música. Sem televisão. Sem aquela necessidade moderna de preencher cada segundo com alguma coisa.


Naquela noite, entendi uma coisa estranha:


ninguém tinha armado uma tocaia para mim.


Eu mesmo tinha armado.


Durante anos, desconfiei de todo mundo. Li segundas intenções onde talvez só existissem palavras mal colocadas. Esperei a mentira antes da verdade. Guardei sentimentos como quem guarda munição. Quando alguém se aproximava demais, eu já imaginava a distância que teria de atravessar depois.


Chamava aquilo de experiência.


Era medo com um nome bonito.


O problema de viver esperando o tiro é que, depois de um tempo, você começa a atirar primeiro.


Não necessariamente nos outros.


Às vezes, atira em coisas que poderiam ter dado certo.


Em conversas que poderiam ter sido honestas.


Em pessoas que talvez tivessem ficado.


Em versões de mim mesmo que ainda sabiam confiar.


Percebi isso sentado no escuro.


A pior tocaia não é aquela preparada por quem quer te derrubar.


É aquela que você prepara para impedir alguém de chegar perto o suficiente para fazer isso.


E então veio a parte difícil.


Não havia vilão para culpar.


Não havia mensagem escondida, traição conveniente ou monstro esperando atrás da porta.


Havia apenas eu.


Um homem cansado, segurando a própria vida com tanta força que já não sabia se estava protegendo alguma coisa ou impedindo que ela respirasse.


E talvez essa tenha sido a primeira vez em muito tempo que eu não tentei fugir dessa conclusão.


Fiquei sentado.


Olhei para o escuro.


E deixei que ela doesse um pouco.


Porque talvez eu tenha passado tanto tempo tentando descobrir quem poderia me machucar que nunca parei para perceber quantas coisas eu estava machucando sozinho.


Na manhã seguinte, saí de casa.


Não estava curado.


Não estava transformado.


Não tinha aprendido nenhuma grande lição.


Só deixei a porta destrancada.


Talvez fosse pouco.


Mas, para alguém que passou tanto tempo construindo armadilhas para não ser ferido, aquilo já parecia quase uma revolução.


Porque talvez confiar não seja acreditar que ninguém vai me machucar.


Talvez seja simplesmente aceitar que, se eu passar a vida inteira tentando impedir qualquer possibilidade de dor, também vou acabar impedindo qualquer possibilidade de amor.


E eu já não queria viver assim.


Não queria mais confundir distância com segurança.


Nem silêncio com controle.


Nem medo com experiência.


Naquele dia, não prometi que nunca mais teria medo.


Só prometi que, da próxima vez que alguém chegasse perto, eu tentaria não preparar a tocaia antes de abrir a porta.

não me importa quanto tempo vai levar.


Talvez o problema nunca tenha sido falta de amor.


Talvez tenha sido excesso de certeza.


Aquela certeza perigosa de quem acredita que algumas pessoas não precisam ser escolhidas todos os dias porque, de algum jeito, elas já escolheram ficar.


E foi assim que ele aprendeu uma das coisas mais caras sobre amar alguém, não basta sentir. É preciso perceber.


Perceber quando uma conversa está sendo adiada demais.
Quando um abraço deveria durar mais alguns segundos.
Quando alguém está tentando dizer alguma coisa sem encontrar coragem para usar as palavras.


Porque o amor raramente acaba como nos filmes.


Posso me basear no Diário de Uma Paixão, mas


Não existe sempre uma última frase, uma porta batendo ou uma despedida perfeita.


Às vezes ele vai ficando menor em detalhes tão insignificantes que ninguém percebe.


Uma mensagem que não foi respondida direito.


Um encontro que poderia ter acontecido.


Um "depois a gente conversa".


Um orgulho que parecia tão pequeno naquele momento.


E, quando você percebe, já está tentando lembrar em qual dessas pequenas coisas começou a perder alguém.


Ele demorou para entender isso.


Achava que amar era uma coisa grandiosa. Que precisava de declarações, planos impossíveis, promessas que coubessem em anos.


Mas descobriu que talvez o amor more justamente no contrário.


Em prestar atenção.


Em lembrar de uma coisa que a pessoa disse semanas atrás.


Em perguntar como foi o dia e realmente querer saber.


Em escolher ficar mais cinco minutos quando seria mais fácil ir embora.


Em olhar para alguém e pensar:


eu não quero descobrir o valor disso depois.


Talvez maturidade seja isso.


Não saber amar perfeitamente, porque ninguém sabe.


Mas aprender a reconhecer aquilo que não deveria ser tratado como garantido.


Porque existe uma diferença enorme entre ter alguém e continuar tendo alguém.


A primeira coisa pode acontecer por acaso.


A segunda exige presença.


E talvez seja por isso que algumas pessoas só entendam o tamanho de um amor quando já não podem mais alcançá-lo com a mesma facilidade.


Não porque eram ruins.


Não porque não sentiam.


Mas porque confundiram sentimento com permanência.


E permanência nunca foi promessa.


Naquela noite, ele não queria voltar no tempo.


Queria apenas ter tido os olhos que tinha agora quando ainda havia tempo.


E talvez essa seja a parte mais bonita de tudo:


nem todo arrependimento precisa terminar em tristeza.


Alguns servem como mapa.


Mostram onde erramos para que, quando a vida colocar outra pessoa diante de nós, não precisemos aprender a mesma lição duas vezes.


Porque talvez o amor não esteja procurando alguém que nunca erre.


Talvez esteja procurando alguém que, quando finalmente encontrar algo verdadeiro, tenha coragem de não deixar para amanhã aquilo que merece ser vivido hoje.


E talvez, no fim das contas, seja disso que aquela velha frase realmente fale.


Não sobre esperar alguém voltar.


Mas sobre perceber que, enquanto houver tempo, ainda existe uma escolha.


E algumas escolhas são simples:


olhar.


ficar.


dizer.


tentar.


amar.


Antes que o amor precise partir para finalmente ser compreendido.


Porque as vezes ainda não é tarde demais.


Só é preciso parar de agir como se fosse cedo demais.

Estamos em um momento acelerado, onde as pessoas não tem a empatia de ouvir o outro. ⁠

⁠Quando há amor entre duas pessoas não se deve olhar o sexo, a cor, a altura, nem a idade. Quando há amor não se pode colocar na balança conceitos sobre quem devemos amar e a quem devemos pertencer. Quando há amor nada mais importa, o importante é amar e ser amado na mesma medida.
💞
Feliz dia dos Namorados!

⁠Amor não tem rótulos.

Ame, simples assim!

⁠Finalmente meus 40 anos...

Já não é mais a fase dos 20, nem tão pouco dos 30 é a fase tão esperada dos 40 anos...
Acumulei de maneira perfeita, a experiência e a juventude o que me fez dominar a arte, gestão da minha essência, somando vida aos anos que desfrutei e ainda os que tenho neste novo ciclo a desfrutar.
Finalmente o tão esperado momento dos meus 40 anos, onde deixo pegadas por onde caminho, fazendo-se dona dos meus passos.
E com maturidade sinto que piso mais forte, transmitindo segurança para si mesma e conseguindo me conectar com minha estabilidade emocional e pessoal que hipnotiza.
São muitas marcas do passado, é necessário muito amor para curar as feridas e as decepções.
Porém é necessário ser estratégica, tomadas de decisões sábias para lidar com cada momento.
Minhas prioridades não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente vão mudar daqui a um tempo. A vida é uma constante mudança, e eu demorei para entender isso. Antes eu queria manter minha coerência, sustentar tudo em que eu acreditava. Mas aos 40 anos, compreendi que crenças mudam, que o que parece certo num dia, pode não ser no outro. Está tudo bem mudar de opinião, porque, conforme adquirimos mais conhecimento, essa é a tendência. Minha única prioridade imutável é ser feliz.
Aos meus 40 anos, sejam muito bem-vindos.
Confesso que tinha medo dessa idade e dos efeitos colaterais que ela pudesse trazer, mas decidi que não são números que vão decidir a trajetória dos meus anos. Neste aniversário, resolvi refletir sobre a vida e em como é maravilhosa vivê-la. Não irei me preocupar, apenas viverei um dia de cada vez, como deve ser feito.
Agradeço a mim pela mulher que me tornei, felicidades neste meu novo ciclo.
Meus 40 anos...

Anacrônico


Carregar ideias anacrônicas
é como vestir roupas que já não cabem,
forçar o passo em sapatos gastos,
tentar reviver um tempo que já partiu.
Nada mais pesado que carregar pensamentos anacrônicos em tempos de mudança.
Pensar com ideias anacrônicas é viver preso ao passado.
A vida não espera relógios parados,
ela pede olhos que vejam o agora,
corações que se abram ao presente,
coragens que caminhem adiante.


O passado é raiz, não prisão.
O futuro é semente, não ilusão.
E o presente — esse instante vivo —
é o único solo fértil
onde floresce a transformação.

Não existe nenhuma parte de burrice; existe burrice que não faz parte de algo.
Você não precisa saber mais ou menos do que os outros; precisa compartilhar os saberes para experimentá-los.

Porque da vida o que a gente precisa é viver.
E vou logo dizendo que isso não significa apenas estar vivo porque você pode passar anos respirando, tendo vida física e descobrir que sua vida foi uma 'morte'.
Enquanto outros possuem apenas dias, quiçá horas de vida e se eternizam por suas atitudes de Amor!
Viver necessariamente significa Amar!
Me diga o quanto você tem amado e lhe direi o quanto você tem vivido!

Pássaro que não sai do ninho... não aprende a voar.
Gisele Fernandes Vieira Fidelis

Não sou único por ser o melhor, mas sou melhor por ser único.

Odeio gente que não consegue ouvir algo simples,não porque não conseguem ouvir mas por não quererem ouvir...gente com arrogância desnecessária.

Não custa nada
Encantar
Minha mãe e pai
Minha filha
Meus irmãos
Meus amigos
As pessoas que encontrar
Encantar
Amar
Sonhar
Só se leva o encanto
De um para o outro
Vai se embora
O encanto fica
Não esqueça você
Faz parte de mim
Leva um pouco
E deixa para o outro
O encanto sem fim.

As vezes vc não aguenta
Reclama
Paciencia irmão
Com o não ou o sim
Vc faz parte de mim
Somos passageiros
A vida é um conto ligeiro
Quando se vê
De nós não resta mais nem o cheiro
De Jesus somos irmãos
Filhos do Deus do trovão
Acalma seu coração
Menos reclama
Ama
Depois vamos embora
Seremos as lágrimas de quem chora
E nessa hora
Sem a despedida
Afora

Maturidade não pode ser retroativamente instalada na memória.

Sua falta
Nao me da alta
Da solidao
Esse vazio
Nao se desfaz
Sozinho
A gente precisa sempre
Do carinho
Sua companhia
Faz bater
Um coração despedaçado
Sem ninho

Pessoa Misteriosa [P SILVA]


Não fui atrás de você,
foram as circunstâncias
que trouxeram você
pra perto de mim.


A gente conversou sobre tudo,
e eu comecei a perceber
alguns sinais pelo caminho,
mas talvez você nem quisesse ver.


A conversa foi fluindo,
mas aqui dentro eu tava aflito,
com medo de você perguntar
quem era aquele desconhecido.


Aquela pessoa misteriosa...
era eu.


E eu já sabia que, no fim,
não teria pra onde fugir.
Eu só não sabia se dessa vez
você escolheria ficar aqui.


Então falei meu nome,
mesmo sabendo o que
podia acontecer.


E quando você descobriu quem eu era,
você simplesmente foi embora.
Eu já sabia que isso aconteceria,
mas mesmo assim doeu na hora.


No final,
eu quebrei a cara outra vez.

A felicidade é alguem
E esse alguem é a gente mesmo
Não precisa de outra pessoa
Pra ser feliz
Eu sou feliz
É preciso estar bem pra contribuir, somar com outrem
A nossa fé, esperança, alegria e confiança tem que estar em Jesus, nossa fonte de sabedoria amor e paz. Faça de cada dia um dia inesquecivel pois ele é, pois estamos numa constante fila e nao sabemos o dia de nossa partida, por isso perdoe mais, ame mais, pois no fim vc nao leva nada, guarda os momentos que vc sorriu e o que chorou na memoria, e que sirva de experiencia e lição pra as demais fases da vida. Fica bem fica em paz, Jesus te ama Muiiiiiiitooooooooo!!!!

Ontem é o hoje

Se um dia eu tivesse que escolher entre o hoje e o ontem, talvez eu não soubesse responder.
Não porque eu tenha medo de escolher, mas porque existem escolhas que o coração simplesmente não consegue fazer.

O ontem guarda coisas demais de mim.

Guarda lugares por onde passei, pessoas que abracei, palavras que disse e outras tantas que ficaram presas na garganta. Guarda risadas que ainda consigo ouvir quando fecho os olhos. Guarda lágrimas que ninguém viu. Guarda amores que chegaram devagar e outros que partiram sem sequer avisar.
O ontem guarda uma versão de mim que já não existe, mas que ainda mora em algum lugar dentro do homem que sou hoje.

E talvez seja por isso que sentimos tanta saudade.

Não sentimos saudade apenas das pessoas ou dos lugares. Às vezes, sentimos saudade de quem éramos quando aquelas pessoas estavam conosco. Sentimos falta daquele coração que acreditava de outra maneira, daquele sorriso que nascia mais facilmente, daquela inocência de imaginar que algumas coisas seriam para sempre.
Mas então existe o hoje.
E o hoje também me chama.

O presente não tem a segurança das lembranças. Ele acontece diante dos meus olhos, sem me perguntar se estou preparado. Ele chega todas as manhãs e coloca uma página em branco diante de mim, como quem diz:

Continue.

E eu continuo.

Continuo amando, errando, aprendendo, sentindo saudade. Continuo encontrando pessoas, perdendo outras, construindo histórias que talvez amanhã também se transformem em lembranças.

É estranho pensar nisso: o hoje é apenas o ontem que ainda não terminou de acontecer.

Talvez por isso eu não pudesse escolher.

Se escolhesse o ontem, escolheria tudo aquilo que me trouxe até aqui. Os abraços, os encontros, as despedidas, os amores, as dores e até os caminhos que pensei terem sido errados.

Mas, se escolhesse somente o ontem, perderia a possibilidade do amanhã.

E se escolhesse apenas o hoje, teria que abandonar todas as pegadas que fizeram de mim quem sou.

Então talvez eu tenha descoberto uma terceira resposta.

Eu não escolheria.

Carregaria o ontem comigo e continuaria vivendo o hoje.

Porque o passado não precisa ser uma casa onde voltamos para morar. Pode ser apenas uma janela que abrimos de vez em quando para lembrar de onde viemos.
E o presente não precisa apagar aquilo que passou. Pode ser a continuação de uma história que ainda está sendo escrita.
No fundo, somos feitos justamente desse encontro: daquilo que fomos com aquilo que ainda estamos aprendendo a ser.
Há pessoas que pertencem ao nosso ontem, mas continuam vivendo dentro do nosso hoje. Há amores que o tempo levou para longe, mas não conseguiu arrancar da memória. Há beijos que terminaram há muitos anos e, mesmo assim, quando lembrados, ainda parecem tocar os lábios.

Porque o coração possui um calendário diferente.

Para ele, algumas coisas nunca envelhecem.

Por isso, se um dia alguém me perguntar:

Você escolheria o ontem ou o hoje?

Talvez eu apenas sorria.

O ontem me deu histórias para contar.

O hoje está me dando histórias para viver.

E entre aquilo que vivi e aquilo que ainda estou vivendo, existe uma coisa que eu jamais gostaria de perder:
a capacidade de amar cada capítulo da minha vida, mesmo sabendo que nenhum deles foi escrito para durar para sempre.

⁠⁠Eu falo bastante do passado,
Penso muito no futuro
E não me entrego ao presente

O passado tem vivências marcantes,
Sobre o futuro, uso a minha imaginação,
O presente é desbravador e chega a ser um pouco assustador