Nao Vim para Satisfazer suas Expectativas
Aqueles que não caminham ao seu lado nas tempestades jamais merecerão repousar sob o sol das suas vitórias.
"Uma raça se fez forte para não fraquejar,
Fortalecendo-se desde suas raízes, se fez grande para não se dobrar.
E mesmo forçada pela dor, não chorou mais, a raça continuou forte.
E na escravidão, foi açoitada e se fez mais forte
Mas sem nunca se dobrar.
E sua força se fez tão grande que se libertou de suas correntes
A muitos que se escondiam nas matas, com o sol de dia e a lua de noite.
A mata virou um lar que se chamava quilombos.
E toda a raça que se fez forte buscou os espíritos ancestrais nas raízes.
E da dança nasceu sua força de defesa e seus braços e pernas, armas poderosas.
Um canto se ouviu na capoeira, onde havia uma roda onde todos cantavam,
Evocando os espíritos dos antigos guerreiros ancestrais.
E a raça mais forte, outrora escrava, agora se libertou.
A escravidão chegou ao fim e os chamados senhores agora estão derrotados e falidos.
Pois a raça mais forte venceu com a resistência das armas e pernas afiadas como um martelo e um facão.
Na capoeira cantada, o negro agora é afrodescendente dos antigos guerreiros.
Acabou a dor, acabou a covardia.
Da escravidão só ficou a maior de todas as lições:
Que a força da resistência vence todo tipo de arma de fogo e espada.
Se a força que luta vem dos antepassados que se tornaram espíritos de sabedoria.
Não há mais senzala, nem tronco, nem chicote para ferir um homem valente.
De uma raça fortificada em suas origens...
Raça
O AMOR E SUAS DESVANTAGENS
Acordei hoje com a cabeça repleta de palavras que não escrevi, versos que deixei escapar e lições que só o tempo ensina. O amor, esse bicho indomável, se apresenta como uma promessa de eternidade, mas sua essência é frágil, um instante suspenso entre a grandeza e a pequenez de ser humano.
Há uma vantagem na ingenuidade, em não duvidar tanto, em acreditar que o improvável pode acontecer. E eu, que sempre me achei esperto, fui perceber tarde demais que o amor exige um certo tipo de burrice necessária. Ele pede que nos lancemos ao desconhecido sem mapas, sem garantias, como um salto no escuro onde só depois descobrimos se havia chão ou se aprendemos a voar.
E sempre há algo no caminho. Uma pedra, um desvio, um desencontro. O amor nunca chega sem desafios, sem suas desvantagens. E quem ama, de fato, aprende. Aprende que o outro é um universo impossível de cartografar. Aprende que a gente sempre vai querer que fique, mesmo quando o outro precisa ir. Aprende que há uma linha tênue entre a loucura e a sanidade, e que amar, no fundo, é desobedecer à lógica, é permitir-se perder um pouco da razão.
E um dia, a gente aprende. Aprende que amor não significa posse, que presença não significa permanência e que, às vezes, o adeus é o gesto mais amoroso que alguém pode oferecer. Aprende que sofrer por amor não é fraqueza, mas sim prova de que, em algum momento, nos permitimos sentir.
Hoje, olhando para trás, percebo que amar foi um risco necessário. Porque, apesar das dores, dos tropeços e das desvantagens, ainda prefiro me lançar ao abismo do sentir do que me proteger na frieza do cálculo. No final das contas, talvez o segredo esteja justamente aí: no misto de poesia, loucura e aprendizado que só o amor pode proporcionar.
Mas, no fundo, percebo que só saberei o que é o amor no meu último dia. A cada vez que achei que estava amando, entreguei-me novamente, mas nunca da mesma forma. Eu já não era só paixão descontrolada, mas também consciência lúcida. Amava de maneira mais decidida, mais atenta, sem as ilusões que antes me cegavam, mas com a mesma entrega de quem sabe que o amor é sempre um novo começo. E assim sigo, aprendendo, até que o tempo me diga que, enfim, entendi.
É difícil não se sentir quebrado quando você está sempre quieto o suficiente para ouvir suas peças chacoalharem.
Ensinar não é apenas expor suas ideias ou o conteúdo planejado, mas dá atenção aos seus alunos fazendo uma leitura dos que estão em sua sala.
Nunca reclame do resultado que você não tem pelo esforço que você não faz. Suas ações mostram suas prioridades.
As veias gritam nos calcanhares
No gesto, fazem-se muda e não reclamam
Até brincam com suas dores
As gargalhadas, trajadas de alma, voam
Não falta humor de causar inveja às ditas disfarçadas
O desespero não é seu perfil
Um jardim que floresce no silêncio
Vaidosa, típica guerreira de sangue nos olhos
Alma forasteira sob saltos
o amor não tem história pronta. enquanto você cria suas fantasias, as pessoas que estão ao seu lado são reais.
Quanto individuo, as pessoas não te invejam. Elas invejam o tamanho das suas asas. Invejam a sua liberdade de ser, sem se importar com o que os outros irão pensar sobre você ser quem você é.
Elas invejam a sua liberdade de pensamento. Invejam a sua autonomia emocional. Invejam a sua coragem de dizer o que não é politicamente correto, se considerarmos a hipocrisia que impera nas relações, pois esta sua postura caracteriza uma ousadia afrontosa, que não agrada, mas causa inveja.
As pessoas não te invejam. Elas invejam a pessoa que você se torna diferente delas e, sendo quem é, desprezando o que elas gostariam que você fosse para se tornar mais palatavel a elas, diante da realidade de submissão delas. Diante da aceitação passiva a qual elas são apegadas, muitas vezes imoralmemte, mas que está dentro dos diretos que lhes cabem, quanto individuos, pois esta imoralidade se adequa, por estar pautada na dependência e/ou na conveniência que admistram os seus interesses socioreligiosos.
As pessoas, no fundo, invejam, a sua capacidade de voar sem precisar estar dentro de um pássaro metálico e de asas enrijecidas.
As pessoas invejam as asas que a natureza te deu, por ter confiado no "bom" uso que você faria tendo este instrumento pra se posicionar em um mundo tomado de grades visíveis e invisíveis. De pessoas incomodadas pelo o que você honra e admira, diante do próprio espelho. Por você não precisar da aprovação de ninguém para ser quem é. E não importa o tempo que já passou. Você é e será sempre você. Indigesta ou não.
As suas asas têm mais valor e poder do que você. E você, inevitavelmente, precisa escolher lidar, ou justificar ou, simplesmente, ignorar a inveja dessa gente que poda as próprias asas, diariamente, para melhorar a sua estética socioreligiosa, bem como a sua aceitação moral, uma vez que entende que precisa se manter emoldurada no glamour da hipocrisia, durante toda a sua existência telúrica.
As pessoas invejam as suas asas, porque você não precisa de selfies cheias de filtros. Você não precisa do marketing pessoal que busca agradar pessoas e acumular centenas de "amigos".
Você só faz questão de voar. De ser você e se preservar do modismo doentio pela imagem agradável e rentável.
Asas não precisam de selfies. Elas precisam de espaço para se moverem a fim de exercerem a sua função.
Ah, e se você tiver um dom que potencialize a sua ousadia de ser livre, se prepara, pois a inveja vem com um ônus a mais. E terá sempre uma grade humana querendo te aliciar para te acomodar no suposto conforto da mesmice pra depois te rotular de "igual"
.
"Abra as suas asas. Solte as suas feras".
Frase retirada da letra da música Dancing' Days, do Lulu Santos, que bombou na década de 90, com as Frenéticas.
Dependendo da mulher o homem em suas mãos não fica tão diferente quando se encontrando também nas do palhaço.
Vocês podem mudar o destino deste país. Não por mim, mas por vocês. Por suas mães. Por seus pais. Por seus filhos. Este país sangrou por muito tempo. Temos com acabar com esta loucura.
Não deixe que suas frustrações o impeçam de alcançar seus sonhos. Mantenha o foco e a determinação, siga sempre em frente.
