Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem
"Trabalho com o que acredito, vendo o que confio e construo com o que tenho. Quem precisa descontar a raiva na vida alheia ainda não assumiu a responsabilidade pela sua própria felicidade."
Só há duas coisas das quais tenho certeza: a inevitável chegada da morte e o aconchego generoso de Deus.
Sabe, tenho pensado muito em como as nossas trajetórias se cruzaram. É como se o universo inteiro estivesse trabalhando para nos guiar até ali. Você, com esse seu jeito doce de quem carrega a pureza do interior e um mundo inteiro de sonhos nos olhos; e eu, moldado pelo asfalto, acostumado com o barulho, a pressa e a solidão da cidade grande. Naquela noite, parecia que éramos apenas dois passageiros ocupando lugares ao acaso naquele trem da meia-noite. Não sabíamos para onde ele nos levaria, mas a nossa alma já sabia que precisávamos ir.
O mundo aqui fora é tão frio, tão solitário e, muitas vezes, esfumaçado como aquela sala onde nossos olhares se encontraram pela primeira vez. Mas bastou um sorriso seu — um único e tímido sorriso — entre o cheiro de vinho e as luzes baixas, para que toda a minha existência passasse a fazer sentido. Foi ali, naquele milésimo de segundo, que eu entendi: não éramos dois estranhos se conhecendo. Éramos duas metades que finalmente se reencontravam, depois de vidas inteiras se procurando na escuridão da rotina.
Eu sei que a vida não tem sido fácil. A gente trabalha duro, joga os dados com o destino e torce para que a sorte sorria para nós só mais uma vez. Já vi tanta gente vencer e tantos outros se perderem pelo caminho... Mas o nosso filme, meu amor, está longe de terminar. Ele continua rodando, cena após cena, em um looping eterno de nós dois. O que nós temos não é um acaso; é um laço de almas gêmeas, daquelas que se reconhecem pelo toque, pelo cheiro, pela troca de olhares.
Por isso, segure-se com força nessa certeza que nos uniu. Mesmo quando as luzes da rua forem as nossas únicas companhias e a noite parecer vasta e assustadora demais, lembre-se de que o meu coração bate no mesmo ritmo do seu. Estamos juntos no mesmo trilho, na mesma direção. O destino final pode até ser um mistério, mas enquanto houver essa melodia perfeita entre nós, eu juro, pela minha vida, que nunca, jamais, vou soltar a sua mão. Eu amo você, além do tempo e de qualquer distância.
O tempo para quando tenho você de novo em meus braços; é o momento perfeito para repetir: eu te amo.
Dizem que as melhores coisas da vida vêm de Deus, e quando olho para você, tenho a prova de que Ele caprichou no meu presente.
Se o tempo é um ciclo, tenho certeza de que já te encontrei antes. O nosso amor é a prova de que algumas histórias são escritas para serem eternas.
Eu tenho um medo absurdo de te perder para o meu próprio ego ou para as minhas falhas. Você vale muito mais do que qualquer erro bobo meu.
Para me superar, tenho que sempre, ao correr do dia, me vigiar até a noite quando ir dormir, questionar o que deixei de fazer ou que poderia ter feito.
Pertencimento
Eu pertenço a mim
Minha baba é rosa
Tenho saliva
no canto
do travesseiro
quando acordo
Sou uma
caça perfeita
Sem alvo fácil
Engano as
Peculiares
lágrimas
quando
Vejo a noite
Engano
O silêncio das
Certezas
Tenho a solidão de velhos ancestrais,
que tinham o fogo como um deus,
tenho a paixão dos que se entregaram
insensatamente como ateus...
VERSOS
VERSOS
Hoje tenho versos porque já tive ternura
E se tenho solidão porque já tive amores
E as dores que tenho são dores de prazeres antigos
E se sonho porque tenho esperança;
E o resto...porque já tive bastante,
E o antes... muito antes se o tive...
Hoje tenho experiência
E a ciência da vida é estar ciente dos seus limites
E limites sempre os tive, por isso sempre me contive
Mas ainda um pássaro gorjeia,
Uma fogueira aquece, a luz encandeia
Meia noite e meia, quando não é hoje nem ontem
E se o hoje não é hoje, só por hoje eu serei eu mesmo
E amanhã... se houver amanhã
Fique certo, se não tiver os abraços e os beijos
Com gostinho de hortelã, terei a solitude e muitos versos...
Quando tenho a certeza do que eu quero, os comentários dos outros são insignificantes para mim. Agora, quando não a tenho, qualquer comentário me balança.
" Se tanta lembrança tendes de mim, quanta eu tenho sempre de vós, continuamente nos estaremos a ver em espírito, não sentindo quase nada a ausência corporal "
Eu tenho medo da química que precisa ser fabricada.
Daquelas conexões que chegam com manual de instrução, onde cada palavra é escolhida, cada gesto é calculado, cada demonstração parece uma tentativa desesperada de convencer o coração de que existe algo ali.
Eu odeio esse amor que precisa ser empurrado ladeira acima, como se duas pessoas tivessem que carregar uma montanha nas costas para provar que vale a pena.
Porque o que é verdadeiro não pede tanto esforço para existir.
Não deveria parecer uma apresentação, uma entrevista, uma prova de merecimento. Não deveria ser preciso implorar para que alguém enxergue a beleza daquilo que você entrega.
Existe algo triste em tentar transformar faísca em incêndio usando apenas as próprias mãos. Em soprar uma chama que nunca quis nascer, acreditando que talvez, se você cuidar o bastante, ela finalmente escolha aquecer você.
Mas algumas coisas não são destinadas a queimar.
E talvez a maior crueldade seja perceber que você não estava errado por sentir. Você só estava tentando encontrar profundidade em um lugar onde talvez existisse apenas superfície.
Eu não quero mais a química construída no desespero, a proximidade criada pela insistência, o carinho que aparece porque alguém tem medo de perder e não porque realmente quer ficar.
Eu quero o tipo de encontro que parece uma lembrança antes mesmo de acontecer.
Aquela paz estranha de não precisar convencer ninguém.
De não precisar mostrar mil versões suas para provar que existe algo bonito aí dentro.
Porque o amor que precisa ser forçado pode até parecer intenso, mas no fundo carrega uma pergunta silenciosa:
“Se eu parar de tentar, ainda existe alguma coisa aqui?”
E eu cansei de procurar respostas em lugares onde eu sempre precisei gritar para ser ouvido.
Eu tenho uma mania engraçada. Toda vez que eu digo algo no sentido de brincadeira ou zoação, no final da frase eu tenho que dizer "nossa" de uma forma bem rápida e abafada. Tipo quando você faz "hum", um som com a boca fechada, mas usar "nossa" no lugar.
Não sei quando foi que isso começou, mas parece alguma forma de garantir que a pessoa entendeu que é uma brincadeira? Kkk não sei.
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