Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.


Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.


Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.


E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.

Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.


Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.


Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.


E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”

Coração de Vidro


Tenho um coração de vidro,
transparente como o que sinto quando te vejo.
Qualquer palavra toca fundo,
qualquer silêncio reflete
em mim teu nome.


Já trincou algumas vezes,
confesso, por amar demais,
por acreditar sem medo.
Mas mesmo frágil,
ele insiste em brilhar
quando teu olhar encosta no meu.


Se um dia fores cuidar dele,
faz com calma:
vidro não suporta
pressa nem descuido.
Em troca, prometo te amar inteiro,
mesmo sendo feito
de algo tão sensível.

Eu tenho uma mania
de guardar sentimentos só pra mim,
de esconder no peito as tempestades como se o silêncio fosse prisão e não abrigo.


Guardo culpas que às vezes não são minhas, carrego pesos que ninguém me deu.
Culpa… e mesmo sabendo que não devo, ainda assim me culpo, como quem precisa pagar para existir.


Saio por aí tentando salvar o mundo,
costurando feridas que não abri,
apagando incêndios em casas alheias enquanto a minha queima por dentro.


E no fim do dia, exausto de ser forte,
percebo que talvez o mundo não precise de um salvador —
talvez eu só precise aprender
a me salvar primeiro.

O Último Vício


Tenho um vício por batatas.
É curioso como certas coisas simples encontram um lugar permanente em nós.
Mas, se eu pudesse
escolher um novo vício,
escolheria você.
Porque nenhuma fome seria maior do que a vontade de estar ao teu lado.


Tenho um vício por música.
Há canções que conhecem meus silêncios,
melodias que abraçam dias difíceis e versos que traduzem o que nunca consegui dizer.
Ainda assim,
eu trocaria todas elas
pelo privilégio de ouvir a tua voz me chamando pelo nome.


Tenho um vício por altas velocidades.
Gosto da sensação do vento,
das estradas sem fim,
da liberdade que existe entre um destino e outro.
Mas percebi que a
melhor viagem
não é aquela em que
o ponteiro sobe...
é aquela em que você ocupa
o banco ao meu lado,
e cada quilômetro se transforma em lembrança.


Talvez eu nunca deixe esses vícios.
Talvez eles sempre façam
parte de quem sou.
Mas existe um sentimento
capaz de vencer todos eles.


Porque, quando o coração escolhe alguém,
a fome perde a pressa,
a música encontra um novo significado,
e a velocidade já não importa.


Tudo desacelera...
para que eu possa caminhar
no mesmo ritmo que você.


E, se um dia eu tiver um único vício para guardar,
que seja o de procurar o teu sorriso, ouvir a tua voz,
e encontrar o meu caminho
sempre de mãos dadas com você.

Descobri que mais tenho medo do que te amo. O amor depende de mim e, o medo, de ti.

Tenho medo de falar verdades... para pessoas estúpidas.

⁠Eu ouço tanta insanidade, que tenho certeza, que a humanidade irá se desintegrar na libertinagem.

"Quantos anos eu tenho?
- Às vezes tenho 20, 30, 50.
- Às vezes tenho 2, 3 5.
Que me importa os números,
se eu vivo momentos?
- Viver não é tão somente uma contagem linear!"
Haredita Angel
29.04.25

"Eu tenho certeza que enquanto Deus distribuía paciência numa fila, eu fazia confusão por um drive -thru na outra."
Haredita Angel
13.06.25

Tenho barraco para morar,
burrico para montar,
meu barco para pescar,
uma rede boa para deitar,
e uma morena para amar.


Nas lindas noites de luar,
só quero adormecer e sonhar...


Se o amanhã me despertar,
estarei pronto para recomeçar!
- E que Deus me proteja!
Haredita Angel
27.10.10

"Para cada defeito, eu tenho duas qualidades..."

☆Haredita Angel

"Tenho muito cuidado com tudo que guardo dentro de mim.
Pois sei que serei minha própria herdeira."

☆Haredita Angel

A Fluoxetina, o Amor e Eu!

Tenho uma pena dos amores que se acabam por tão pouco!

-Acho que lhes falta a fluoxetina!

Eu, que de besta só tenho a cara...
Abro a gaveta, pego a receita subo no salto, desço as escadas, adentro a farmácia e peço:
Duas caixas de fluoxetina para a salvação de um amor.
-Faz favor!
Então, não preciso mais de salto.
De pés no chão e sandálias no dedo,
subo as escadas só no lá rá rá iá ...
Adentro em meu reino e rodopio (...), feliz, muito feliz!
Está o meu amor salvo por mais sessenta dias!!!

-Tudo porque tem gente que demora prá entender as coisas...!
☆ Haredita Angel

Tenho lutado contra princípios e padrões que a anos embalaram meu cérebro no saco de petisco...

Eu tenho tantos defeitos
Que vivo a me consertar
E observo os efeitos
Que levam a me melhorar.

Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
12/08/2026

Tenho refletido muito sobre a vida e cada vez me apaixono pelo viver porque a vida sempre nos surpreende e para melhor viu, pois nos tornamos quem devemos ser e estamos onde devemos estar em cada presente vivido. A vida nos ensina a se reinventar, a tirar lições das mais variadas situações e com isso nos tornarmos fortes e mais vivos. Isto é uma visão muito otimista? Claramente que sim, mas é isso mesmo, a vida é bela, mas com isso não significa que seja fácil pois todos sabemos que toda trajetória é construída com muito sacrifício, no entanto, a vida é bela pois nos proporciona descobertas, superação e o sentimento de "fazer valer a pena". Então viva com amor, olhe com bons olhos tudo o que tem recebido, que seja bom ou ruim, pois as vezes o que julgamos ruim é apenas uma "maré" que logo passa e um pouco mais adiante passamos a ver e a valorizar tantas outras coisas boas que vão surgindo. A vida é assim, é para ser vivida, por isso não reclame e aproveite a sua trajetória. "Façamos uma feliz vida".

O meu eu de 1975

Tenho vários “eus” dentro de mim.

Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.

Mas existe um que é especial.

Ele nasceu em 1975.

Foi assim.

Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.

Havia outros vendedores esperando também.

Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.

Não estava exatamente olhando para ele.

Estava tentando ligá-lo.

E não conseguia.

Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.

Ele olhou para mim e disse:

— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.

Rimos.

Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.

Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.

Mas aquela conversa mudou a minha vida.

Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.

Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.

Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.

Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.

Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.

Marcamos.

Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.

Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.

Para explicar melhor, ele fez uma comparação:

— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.

Achei aquilo meio loucura.

Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.

Talvez eu já fosse assim naquela época.

Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.

Outras nascem como vento.

Eu nasci vento.

Não paro. Nunca.

Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.

A entrevista foi objetiva.

Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.

Comecei estudando o material técnico.

Pela manhã, lia e estudava.

À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.

Eram inúmeras.

A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.

A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.

Ali eu treinava todos os dias.

Montava as ferramentas.

Desmontava.

Subia nos postes.

Descia.

Montava novamente.

E começava tudo outra vez.

Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.

Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.

A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.

Agora seria de verdade.

Era junho de 1975.

A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.

As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.

Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.

Depois fomos para Curitiba, para a Copel.

Agora a tensão era de 230.000 volts.

Mais um mês de treinamento.

Na sequência, fomos para Paulo Afonso.

Ali o desafio era ainda maior.

A tensão da rede chegava a 500.000 volts.

Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.

Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.

Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.

Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.

Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.

Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.

Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.

Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.

Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.

Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.

Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.

Era uma profissão.

Era uma especialidade.

E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.

Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.

Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.

Eu já era casado.

E quase não parava em casa.

Vivia dentro de aviões.

Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.

Até que surgiu um convite irrecusável.

Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.

O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.

Aceitei.

Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.

Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.

Mas não havia outro jeito.

Fui admitido na nova empresa.

Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.

Parecia que começava uma nova etapa.

Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.

A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.

Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.

Pedi demissão.

E recomecei.

Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.

Ele só estava esperando ser atendido.

E, enquanto esperava, a vida apareceu.

Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.

Complexa demais para ser rotulada. Tenho a alma de jovem, o rosto de adolescente e a maturidade de uma senhora

Tenho um fio invisível, invisível ao Mundo nenhum olhar o alcança, mas eu sinto A alma desconhece, mas eu já fui avisada