Não Tenha Medo de Mim
Se, só me resta amar a mim mesmo, dando o nome a este romance de amor próprio, então não é uma questão de ter só está opção, é uma questão de ter a melhor opção, com o amor próprio posso distribuir amor, amando todos a minha volta sem medo.
Declaração
Sento-me na calçada e acendo um cigarro
Atrás de mim, a festa
Ao meu lado, a bebida
Ante a mim, a sarjeta
Me vê de costas e se aproxima
Senta-se ao meu lado e me pergunta como estou
“triste”, respondo
E me pergunta o que me aconteceu
“ora!” exclamo
“não sabes? Foi tu”
“tu me aconteceste, inconveniente”
Me pergunta que mal me fez
“mal? Não, não, isso seria o de menos”
“quando já estava desistindo das pessoas, tu me apareceste”
“descendendo dos céus como a chuva que molha uma lavoura”
“com esses cabelos negros enrolados, esse carisma”
“seu sorriso de mármore branco”
“e esses olhos, ah os seus olhos...”
“olhos acesos de curiosidade e inteligência, pretos negros feito breu”
“um olhar marcante e tão único que até em fotografia não é possível capturar”
“oh, quantas vezes joguei fora desenhos de ti”
“por não sentir verdade nos teus olhos de papel”
“é evidente que te quero por mais do que um momento”
“mas você insiste em ser perfeita demais e interessada de menos”
Olha-me nos olhos e não me responde
Levanta-se sem expressão
Calada sai
Estraguei nossa amizade
"Brasa"
Sinto? Talvez sim.
Mas não como antes.
Havia um fogo em mim,
onde cada emoção era álcool.
Bastava um toque —
e eu explodia em chamas.
Belo, mas perigoso.
Foi assim que me afoguei em fantasias,
jogando horas do meu vasto dia
em cenários que não existiam.
Romance era refúgio
(e cárcere também).
Depois, veio o silêncio.
A dor me acordou.
E o fogo… virou brasa.
Hoje, é morno.
Quase não aquece,
mas também não queima.
Estranho.
Talvez necessário.
Talvez... uma saída, proteção.
Mas sinto falta, confesso
da melancolia que me fazia poesia,
da música suave ao apreciar a vista na janela,
do cheiro da chuva,
da beleza quieta do mundo.
Agora, meus olhos molham,
mas não choram.
A lágrima não escorrega
ela apenas sussurra.
E algo, dentro de mim,
a seca.
No começo, temi.
Temi virar pedra.
Temi nunca mais sentir.
Mas talvez...
seja uma lição.
Nem sempre a vida é sentimento.
Às vezes é fé.
Às vezes é razão.
Às vezes é só... viver.
Viciada em fugas
mundos paralelos de doçura.
Mas um dia doeu tanto,
que eu fui embora dali pra sempre.
Desde então,
sinto tudo mais leve.
Até demais.
Deveria doer.
mas só pesa.
E o medo volta:
e se eu não sentir nunca mais?
Mas talvez...
só talvez...
sentir de forma calma
também seja amar, também seja sentir.
E há esperanças
uma brasa, ainda queima de maneira escaldante
quem sabe torne-se eu novamente uma amante?
dessa vez, sem impulsos
sem extremos.
Sabe, o bem, o verdadeiro bem, para mim é a não destruição, a criação, o aperfeiçoamento, o companheirismo, a solidariedade, o amor (que é a solidariedade; pessoas que se amam se ajudam, ajudar para ver o bem do próximo, daquele que você ama), mas quando me deparo com algumas religiões fico angustiado, como o cristianismo, pois conheço pessoas incríveis que de acordo com esses religiosos irão para o inferno, só porque não servem a Jesus, não o aceitando como salvador, não acreditando que ele é o filho de Deus, e algumas outras coisas.
Também tem outra menina dentro de mim. Cansada. Com medo. Sozinha. Com raiva. Arrasada. Ferida.
Por fazer lisonja às flores...
Invejosas as estrelas para mim não brilham mais...
Um negro azul-cinzento...
De onde o oriente dorme...
Tardo sono...
Frio sem vento...
Silêncio que se ouve...
Coração vazio e mal que se sente...
De quando ama e não tem...
Que hei-de fazer senão sonhar...
Dia após dia...
Sentindo tudo de todas as maneiras...
Mas a noite perdura uma calma de espanto...
Somente a lua na escuridão sussurrando...
-Podia ter sido amor,
e foi apenas traição...
O medo dará seu último vintém...
Nesse desassossego que me fustiga...
Pouco a pouco passando...
Minha incerta vida...
Tão negro o labirinto...
Ai de mim, que nem pressinto...
Em meu rosto pálido nenhum fulgor...
Não foi nada, não foi nada:
poderia ter sido amor...
Sandro Paschoal Nogueira
quando amo...
inquietude toma conta de mim
como algo querendo sair
se não raro me sinto assim
o que Escolho, olhar ou fugir?
cada um descobre seu jeito
de dar vazão ao que brota do peito
ou sufoca, nem olha direito
se enganando, fingindo respeito?
e essa mente, o que tanto procura?
muitas perguntas, respostas sem fim
respiro fundo; Silêncio, digo sim
e então consigo sair dessa clausura
brigar com a mente não resolve nada
lembro de um dia em que Aprendi
a olhar pra ela como Aliada
nas armadilhas já não mais cair
há dias que mais parecem castigo
me amo também nesses dias de cão?
se só me amasse estando tudo são
Amor faltaria quando mais preciso
um dia me disseram uma palavra, e a partir disso nada foi o mesmo, tenho medo do que achem de mim, tenho medo de confiar nas pessoas, me acho uma completa inútil, que só sabe errar...
Uma palavra muda tudo 🫀
Eu não tenho medo de arriscar
Eu tenho medo do resultado
Nao ser o por mim esperado
E eu me decepcionar
Eu vou dar o melhor de mim, no meu pior momento, na minha fase mais difícil. Nem que isso me custe noites mal dormidas e travesseiros encharcados.
Já se foi o medo
Às vezes me sinto em um sonho sem fim
Em um novo universo feito pra mim
Palavras que me faziam pensar
Que não há mais vida sem alguém para amar
Momentos que vivi junto da família
Amor que tinham por mim, ideia não fazia
Dos meus sonhos e planos quase desisti
Mas agora vou com tudo em busca do que perdi
Já se foi o medo que um dia eu senti
Vida vazia que um dia eu vivi
Que dos presentes que a vida me deu
Você sem dúvidas foi o melhor meu
Já se foi o medo que a vida parou
Quase apagando a essência do que sou
Que dos caminhos que um dia escolhi
Ser escudo pra quem amo é o que vou seguir
Às vezes perdemos pessoas
Por não estar preparados
Ou por passar tanto tempo sonhando acordado
Laços de família rompem pra nunca mais
Pelo ego doentio dos irracionais
Hoje eu acordei com saudade do "trem".
Mesmo a estação sendo bela, algo em mim clama por notícias do passageiro.
Será que está bem? Será que as paisagens que agora contempla são tão belas quanto as que um dia dividimos?
Me deu vontade de sentir de novo o abraço, o cheiro, de mergulhar no universo dos seus olhos.
Mas eu choro.
E dói.
Dá vontade de pegar o telefone, de buscar a voz que acalmava, mas não posso.
Na nossa última conversa, algo em mim se quebrou.
Houve um “ponto final” – literal e escrito (ponto final).
Ainda assim, eu não consigo guardar ódio.
Não consigo apagar o brilho do trem que passou por mim, mesmo que tenha partido. Foi lindo.
Foi uma viagem que me ensinou tanto sobre mim, sobre o amor, sobre a vida.
Como eu queria sentir aquele abraço mais uma vez, o carinho que parecia eterno.
Mas o medo me trava.
O medo de me aproximar e ser deixado novamente, despedaçado em pedaços tão pequenos que mal conseguirei recolher.
O medo de expor o que sinto e encontrar do outro lado um silêncio que fere mais do que mil palavras.
O que aconteceu entre nós é grande demais, complicado demais.
Parece que não temos volta.
Parece que esse trem nunca mais parará na estação onde eu estou, mesmo que eu fique esperando, mesmo que eu deseje tanto que o som dos trilhos ecoe novamente.
Eu sinto saudade.
Uma saudade que parece querer explodir meu peito.
Eu sinto sua falta.
Se um dia você ler isso, saiba:
Eu agradeço.
Agradeço por tudo o que fez por mim, por cada instante, por cada ensinamento.
Agradeço até por ter resistido tanto antes de desistir de nós.
E, apesar de tudo, eu não quero dizer adeus.
Eu digo: até breve.
...Para mim qualquer competição adversa é de uma mediocridade!!!
Vencer pelo prazer de sentir-se superior... Acho isso medieval...
(Nepom Ridna)
Quando eu julgo, estou falando de mim, das minhas fraquezas, dos meus preconceitos vergonhosos, das minhas ignorâncias em camadas e dos meus medos, mas nunca de quem penso estar desqualificando, rotulando.
❤Tenho medo do desconhecido pois pisaram tanto em mim que agora estou me transformado no vinho raro ❤
Ninguém me inspirava medo. Meus colegas haviam percebido isso e demonstravam por mim oculto respeito que às vezes me fazia rir.
