Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
"...Ah...como sou cheia de fendas e apegos, claro que sinto saudades das crenças. Tudo, era tudo tão menos trágico para mim. Eram “suicídios” mais involuntários, tenho a mera impressão de que eu era até menos frágil. Hoje, me borro num pestanejar e sei que desacreditar pode ser até estúpido, entretanto, acho mais estúpido me manter em postura e nos “pliês”, sempre cair em pedaços no chão..."
(Texto a fê chora das impossibilidades)
Posso balançar, mas logo me equilibro. Sou forte e nada é capaz de me derrubar, porque Deus está comigo!
"Eu sou jarro de vidro,
Quebro-me quando caio;
Eu sou um cristal sem brilho,
Racho ao som do grito;
Fui abduzida pelo amor;
Inflamada e liquefeita;
De mim fizeram pingente;
Agora corro para encontrar
as peças brutas descartadas."
Tédio
Vazio dentro da cabeça
E muita dor sem que eu mereça
Fazem de mim o que eu sou.
Para a maioria cega, sem vivência
Isso não passa de carência
Mas é muito mais...
É uma tentativa de curar a dor,
De evitar um comportamento sem pudor.
Termina tudo num tédio que só!
Pra não incomodar os demais
Que vivem sem deixar em paz
O meu espírito que nasceu para ser livre;
Mas que por obra dessa vida;
Vida sem ser muito querida
Por causa da desilusão
De sonhar sonhos em vão
Que não se concretizarão,
Dados meus loucos pensamentos
Que me impulsionavam...
Impulsionavam...
Impulsionavam...
Impulsionavam...
Você me falou, que nunca enganou ninguém
Ele te contou, nunca enganei também
Sou mais fazer do que falar
Eu Sou Mais Um Poeta
Me atiro na lua deserta.
Vago no seio da Terra.
Eu sou mais um poeta.
Cansado de andar em uma esteira estragada.
Gastando sola do meu sapato de cor amarela.
Eu sou mais um poeta.
Às vezes, corro contra a corrida.
Me desabo na decida, da ladeira mau cuidada.
Sem dó, nem piedade,
Arranco todos os dentes dos covardes.
Como faz um sádico e um psicopata.
Não tenho sangue frio, nem provoco calafrios.
Sou apenas mais um poeta.
Subo as escadas do meu passado sombrio.
Vejo uma mulher morrendo de lepra.
Sou mais um poeta.
Palavras marcantes eu sei escrever.
Coisas vazias, eu tenho a dizer.
Eu sou mais um poeta.
Às vezes, na escuridão, encontro a luz.
Corro pra cama e me escondo, embaixo da coberta.
Eu sou mais um poeta.
Me abrigo na cama daquela.
Que um dia rejeitou o poeta.
Que escreveu coisas lindas para a agradar.
Agora, não quero nem saber.
Vou escrever e escrever.
Sem medo de morrer.
Ou do dia amanhecer.
Pois, sou apenas mais um poeta .
Que você acabou de conhecer.
Sou-me ao passo que consigo ser também a quem o outro me é. Afora isso, sou o mesmo, mas um ser em solidão.
Quero tanto ir pra bem longe,e vou talvez eu acabe com tudo isso,se sou problema de alguém ,quem sabe assim teram uma solução,para tudo isso acabar.Ja não aguento mais viver assim ,mnha vida chegou ao fim,se fiz algo erradomtomara que Deus me perdoe de tudo,só quis em toda minha vida é paze um pouco que seja de dignidade,se tive isso perdi em algum lugar,em alguma estrada de minha vida.È como essa chuva que cai e se vai pelo chão ,eu vou com minha angustia,raiva morrendo por dentro ,quem sabe quando menos esperarem morro por fora.Não sou capaz de muitas coisas é isso que axam ,poréms um dia veram que eu fui muitas coisas e eles que foram poucas de mais para mim.
Por que eu sou tão boazinha? Por que eu nunca consigo "brigar" com alguém? Por que mesmo triste eu consigo rir? Por que eu não consigo fazer o mal? Por que??
As vezes eu quero deixar de ser tão boazinha, pra deixar de parecer tão frágil, indefesa e inútil.
Eu sou um nada, e um tudo, entre o amor e o egoísmo, mas o amor é tão egoísta.
Sou um nada em construção, mas o nada não tem construção, porque não é real! Quero ser parte do hoje, e deixar de existir amanha, quero apagar tudo, e deixar o nada, deixar o vão, a solidão, as coisas boas estão entre o silêncio e o pensamento.
Não recordem de mim, eu apenas quero seguir, não quero amar, não quero odiar, quero apenas viver, sem receio, sem emoções estúpidas, sem reação, um estado vegetativo com vontades, não quero o fim, quero apenas ser cada dia como uma desconhecida a todos, não quero precisar do ombro de alguém, do abraço de alguém, quero ter o vento, o vento que vai me acolher.Não quero que digam nada, quero que me sintam, eu sempre serei um nada, serei exatamente como o vento que faz com que eu saiba que ainda respiro, durante esses dias.
Um perdão, buscas em vão, mas eu tentei, e Deus sabe o quanto eu tentei, tentei mudar o nada que eu me tornei! Mas é inevitável. Eu descobri que ser um nada é melhor.
Bloquear qualquer reação ao mundo é melhor, não tem como escolher o que sentir, apenas como bloquear
Quem sou eu em meio a multidão?..."Sou a diferença entre rostos e passos apressados que, envoltos a correria do dia-a-dia passam muitas vezes desapercebidos e gritando: -OLHA PRA MIM!"
Pensamentos
Sou um passarinho,
que vaga devagarinho.
Nunca vôo em busca
de solidão,
mais sempre em busca de consolação.
Quero ser sua amiga,
para sempre que precisar
lhe dar a mão.
Faço um muro de palavras entre mim e as pessoas. Sou autoexplicativa só pra confundir.Uso palavras para não sofrer, para plagiar uma dor, pra fingir que sou leve e que está tudo bem.
Assim sou
Nasci para ser flor, espinho ou relva;
Quem sabe cactus?
Do sertão o verde; do mato a cor.
Não sei, não sei se sou da rosa o rubro;
Da vida a cor, nasci; assim sou.
Do mar, a concha; da vida, o amor.
... O riso...
Quem sabe a dor?
Não sei, assim nasci.
A estrada longe...
O amor, o desamor.
Assim nasci, assim sou.
A flor do campo; da brisa, o orvalho
A noite; o dia.
A luz, não sei.
Assim sou.
A mata; a duna; o perto; o longe;
O silêncio; o canto;
O barco; a vela; a saudade
Ou a felicidade?
Não sei, assim sou.
O silêncio; o riso;
O Sol; o fim da tarde;
O olhar que partiu; que ficou;
A onda do mar;
O barco que surge; a felicidade;
O pescador; A areia;
O ficar; o verso e o inverso;
O que nem sei dizer se sou;
Assim... sou!
(Ednar Andrade).
Que eu tenha cada vez mais a certeza
De quem eu fui e quem eu sou,
Sem que perca a beleza de me descobrir a cada dia.
"Eu sou aquele que viveu no inferno, que morreu na própria agonia, que anda por entre todos, que respira, mas não sente nada, as lagrimas não lhe merecem mais os olhos, coração apenas bate por bater, se vivo não sei, medo de morrer não tenho, por que apenas os mortos não morreram"...
