Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
AMOR A MODA ANTIGA
Sou aquela, fadada às mazelas
das paixões sinceras e obstinadas.
Amo a moda antiga, sou fiel, leal e amiga
e não há quem me diga se estou certa ou errada.
Quando amo e não sou amada,
se sou banida e relegada, caio prostrada.
Não consigo falar e nem me alimentar
por ser preterida; maldita ferida da vida.
Não quero mais nada se meu amor já não está
fico na cama quietinha
chorando pelo amor que “tinha”
e sofrendo como um cão sarnento,
sem discernimento do que farei
com o amontoado de sonhos que sonhei.
Dos desejos e planos?
Ah! Eles ferem como enormes enganos
São punhais, danos ao corpo quente
da febre intermitente em meus mais profundos ais.
Sim! Sou teus versos reescritos, impuros e aflitos
Como a vertigem, doce e quente da paixão
arremetendo aos delírios da compreensão
Ah! Alucinação impenitente da minha saudade...
Entra em mim como doença, dor intensa
Aí não falo, engulo o grito
Não durmo, me agito
fico insana, me torno a mais profana de todas as mulheres
faço todas as tuas vontades, perco a identidade
abandonada, lânguida e sem defesas
desejo o meu desejo, servido em tua mesa
ser a entrada, o prato principal e a sobremesa
Sou vivo num mundo que sobrevivo...
Alívios de salivas vivas ou mortas, sentidas como brisas, carros entre tuas balizas, portas tortas teu destino se suaviza.
Sobrevivente de um mundo inconsciente, gente boa, gente doente, gente da gente, feliz derrepente, alguns que antes se lamente, tente, olhos que escorrem lágrimas para trás, outros que abraçam sorrisos a frente.
Meu segredo é um livro aberto em branco sem nada escrito, meu medo é que onde que eu vivo, me espanto, a cada instante que reflito.
Nada mais existe nessa gente triste, tudo agora é mais rítmico, sem destinos homens, mulheres, meninos, perdidos como dependentes químicos.
A vida é como qualquer jogo, minhas recaídas num trono rodeado de mulher onde furtam o nada que tenho, meus cílios reversão no fogo.
A prova de que se viver combate com teu azar e tua sorte, provar o sabor dos paços só é realmente desfrutado, quando a vida te presenteia para a morte.
Sou como um passáro que quer voar e no horizonte encontrar...
A felicidade sem fim, o paraíso sem ti,
e se perder pra não voltar...
Ser mais forte que a dor, aproveitar o bom do amor...
Abrir os braços pra voar...
"...Ah...como sou cheia de fendas e apegos, claro que sinto saudades das crenças. Tudo, era tudo tão menos trágico para mim. Eram “suicídios” mais involuntários, tenho a mera impressão de que eu era até menos frágil. Hoje, me borro num pestanejar e sei que desacreditar pode ser até estúpido, entretanto, acho mais estúpido me manter em postura e nos “pliês”, sempre cair em pedaços no chão..."
(Texto a fê chora das impossibilidades)
Posso balançar, mas logo me equilibro. Sou forte e nada é capaz de me derrubar, porque Deus está comigo!
Você me falou, que nunca enganou ninguém
Ele te contou, nunca enganei também
Sou mais fazer do que falar
Sou-me ao passo que consigo ser também a quem o outro me é. Afora isso, sou o mesmo, mas um ser em solidão.
Sou criança;
Quando se trata de relacionamento,
Sou uma criança,
Sendo assim, ignorando o que apararento,
Minha paixão difícil se alcança.
Mas, quando assim me conquista
Não há o que se arrepender
Pois não irei esconder
O quão amor, sinto por você
Se me perguntam se sou machista respondo com convicção que sou. Mas sou de uma teoria "neoliberal do machismo". Nessa minha teoria a mulher pode trabalhar, e exercer todas aquelas atividades que as feministas reivindicam tanto. Só que em contraponto acredito que ao homem ainda cabe agir como Macho-Alfa. Jamais abdicar de uma pequena reserva de cuidados e comportamentos masculinos que tem a finalidade de assegurar o sentimento de virilidade masculina sem dirimir as conquistas e direitos das mulheres.
Pensamentos
Sou um passarinho,
que vaga devagarinho.
Nunca vôo em busca
de solidão,
mais sempre em busca de consolação.
Quero ser sua amiga,
para sempre que precisar
lhe dar a mão.
Faço um muro de palavras entre mim e as pessoas. Sou autoexplicativa só pra confundir.Uso palavras para não sofrer, para plagiar uma dor, pra fingir que sou leve e que está tudo bem.
Assim sou
Nasci para ser flor, espinho ou relva;
Quem sabe cactus?
Do sertão o verde; do mato a cor.
Não sei, não sei se sou da rosa o rubro;
Da vida a cor, nasci; assim sou.
Do mar, a concha; da vida, o amor.
... O riso...
Quem sabe a dor?
Não sei, assim nasci.
A estrada longe...
O amor, o desamor.
Assim nasci, assim sou.
A flor do campo; da brisa, o orvalho
A noite; o dia.
A luz, não sei.
Assim sou.
A mata; a duna; o perto; o longe;
O silêncio; o canto;
O barco; a vela; a saudade
Ou a felicidade?
Não sei, assim sou.
O silêncio; o riso;
O Sol; o fim da tarde;
O olhar que partiu; que ficou;
A onda do mar;
O barco que surge; a felicidade;
O pescador; A areia;
O ficar; o verso e o inverso;
O que nem sei dizer se sou;
Assim... sou!
(Ednar Andrade).
"Se faço loucuras por amor? Faço tudo o que me der na telha.Escrevo bobagens, sou imatura, finjo que sei sem saber, perco a hora, durmo quando o dia amanhece, compro roupas que nunca vou usar, uso batom vermelho demais, faço poses, mudo de casa, corro riscos, dou cabeçadas, zombo de mim, faço poemas sem rimas, uso perfume demais, pisco o olho, dou risadas quando não deveria, faço de tudo pra aparecer, e no final das contas, esqueço de conquistar o meu amor"
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