Não quero Alguém que Tenha outro Alguém
Esse muro entre nós, são apenas desculpas da sua parte.
Sabendo que estou aqui, do outro lado.
Vou embora, e talvez não volte mais...quem sabe então assim
você pense em mim, e que um dia, quis fazer dos nossos corações, uma morada para felicidade.
Negando, se desloca, logo o que se projeta no outro, após isso se introjeta, o que antes negado, deslocado foi projetado no outro que se tornou... você.
Praticamente nada, entre nós pode ser explicado, por simples palavras...
Sentimos o que o outro sente, pensamos o que o outro pensa, se um está triste, o outro sabe, se um está alegre o outro está também, nos ajudamos, nos curamos, nos sentimos a todo instante, compartilhamos tudo, não importa o quão longe estejamos um do outro, estamos juntos, sempre e pra sempre...
"A verdade é que as pessoas olham a vitrine e a veem cheia, linda e atraente, mas do outro lado da vitrine, a visão é bem diferente"
(André Ribeiro)
Quero então mostrar a diferença entre o meio cristão de tratar da ansiedade, e este outro método. O que o apóstolo diz que devemos fazer quando ameaçados pela ansiedade? Ele não se limita a dizer: "Parem de se preocupar". Isso é o que o senso comum e a psicologia nos dizem: "Parem de se preocupar, tenham domínio próprio." O apóstolo não diz isso, pela simples razão que é inútil dizer a uma pessoa nessa condição que pare dese preocupar. A propósito, também não é boa psicologia. Isso é o que chamam de repressão. Se alguém é uma pessoa de vontade forte, pode eliminar essas coisas da sua mente consciente, mas o resultado é que elas passam a operar na sua mente subconsciente, e isso é que se chama repressão. É uma condição pior do que a própria ansiedade. Mas não só isso — é perda de tempo, dizer à pessoa comum que pare de se preocupar. É por isso que digo que a psicologia de Paulo é tão importante. Pois esta é exatamente a coisa que não podem fazer. Gostariam de poder, mas não podem. É como dizer a um alcoólatra consumado que pare de beber. Ele não pode, porque é prisioneiro desse vício, dessa paixão. Da mesma forma, a Bíblia não diz: "Não se preocupe, isso talvez nunca aconteça". Este é um slogan psicológico popular, e as pessoas pensam que é maravilhoso — "Por que se preocupar? Talvez nunca venha a acontecer!" Mas se alguém me diz isso quando estou nesse estado, minha reação é: "Sim, mas pode acontecer. Esse é meu problema. Que faço, se acontecer? Essa é a essência do meu problema, então não me ajuda dizer que talvez nunca venha a acontecer". A terceira negativa é esta. Alguns tendem a dizer a essas pobres pessoas infelizes que estão ansiosas e preocupadas: "Não deve se preocupar, meu amigo, a preocupação é pecado, e toda a preocupação do mundo não vai fazer qualquer diferença". Isso é verdade, e é bom senso, sadio e correto. Os psicólogos, por sua vez, dizem: "Não desperdice suas energias. A sua preocupação não vai afetar a situação de maneira nenhuma". "Ah, sim", eu digo, "está muito bem, sei que isso é verdade; mas, sabe, não toca a fonte do meu problema, por uma simples razão. Estou preocupado com o que pode acontecer. Concordo com o que você diz, que a preocupação não vai mudar em nada a situação, mas a situação permanece, e é ela que está me causando esta ansiedade. O que você está dizendo é verdade, mas não resolve o meu problema particular". Em outras palavras, todos estes métodos não conseguem resolver a situação, porque eles nunca entenderam o poder daquilo que Paulo chama de "coração" e "mente" — estas coisas que nos controlam. É por isso que nenhum desses métodos da psicologia e do senso comum são de qualquer valia. O que, então, o apóstolo nos diz? Ele apresenta a solução na forma de uma injunção positiva. "Vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus". Essa é a resposta. Mas é de importância vital que saibamos precisamente como tratar disso. O apóstolo diz: "Vossas petições sejam conhecidas diante de Deus". "Ah", dizem muitos sofredores, "mas eu já tentei, eu já orei; e não encontrei a paz de que você fala. Não obtive resposta. Não adianta me dizer para orar". Felizmente para nós, o apóstolo também entendeu isso, e deixou-nos instruções específicas sobre como cumprir sua exortação. "Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças". O apóstolo estaria apenas amontoando palavras aqui, ou estaria falando ponderadamente? Posso mostrar que ele na verdade está falando ponderadamente e com sabedoria, ao nos mostrar como tornar nossas petições conhecidas diante de Deus. Como devemos fazer isso? Primeiro ele diz que devemos orar. Ele estabelece uma diferença entre oração, súplica e ação de graças. O que ele quer dizer com oração? Este é o termo mais geral, e significa adoração e louvor. Se têm problemas que parecem insolúveis, se estão sujeitos a ficarem ansiosos e preocupados, e alguém lhes diz para orar, não corram a Deus com suas petições. Esse não é o caminho certo. Antes de tornar suas petições conhecidas diante de Deus, orem, louvem, adorem. Entrem na presença de Deus, e esqueçam os seus problemas por um pouco. Não comecem com eles. É só lembrar que estão face a face com Deus. Essa idéia de "face a face" está imbuída no próprio sentido da palavra "oração". Vocês entram na presença de Deus, tomam consciência da Sua presença, e ponderam na Sua presença — esse sempre é o primeiro passo. Mesmo antes de tornar suas petições conhecidas diante de Deus, vocês tomam consciência que estão face a face com Deus, que estão em Sua presença, e derramam seus corações em adoração. Esse é o começo. Mas depois da oração vem a súplica. Agora estamos avançando. Depois de adorar a Deus porque Ele é Deus, tendo oferecido nossa adoração e louvor de forma geral, passamos agora ao particular, e o apóstolo aqui nos encoraja a apresentar as nossas súplicas. Ele diz que podemos apresentar necessidades específicas a Deus, que a petição é uma parte legítima da oração. Então trazemos nossas petições, aquelas coisas que estão nos preocupando de forma particular. Estamos agora chegando perto de tornar as nossas petições conhecidas a Deus. Mas, um momento — ainda há uma coisa antes: "pela oração e súplicas, com ação de graças". Esse é um dos termos mais vitais desta lista. E é exatamente neste ponto que tantos se desviam quando estão nessa situação de que o apóstolo está tratando. Creio que não é necessário discorrer sobre o fato que, em conexão com estes passos, o apóstolo não estava simplesmente interessado em fórmulas litúrgicas. Que tragédia, que tantas pessoas se interessam pela adoração meramente num sentido litúrgico. O apóstolo não está preocupado com isso. Ele não está interessado em formalidades e cerimónias; está interessado em adoração, e ação de graças é absolutamente essencial, pela seguinte razão. Se, ao orar, temos qualquer ressentimento contra Deus em nosso coração, não temos o direito de esperar que a Sua paz guarde nosso coração e a nossa mente. Se caímos de joelhos, sentindo que Deus está contra nós, é melhor nos levantarmos. Devemos nos aproximar dEle "com ação de graças". Não podemos ter qualquer dúvida em nosso coração sobre a bondade de Deus. Não pode haver qualquer indagação ou desconfiança; devemos ter razões positivas para dar graças a Deus. Temos nossos problemas e dificuldades, mas quando estamos de joelhos, devemos nos perguntar: "Pelo que posso dar graças a Deus?" Precisamos fazer isso deliberadamente, e é algo que podemos fazer. Devemos nos lembrar disso, e dizer: "Estou com problemas neste momento, mas posso dar graças a Deus por minha salvação, porque ele enviou Seu Filho para morrer na cruz por mim e por meus pecados. Estou enfrentando um problema terrível, eu sei, mas Ele fez isso por mim. Dou graças a Deus por ter enviado Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, a este mundo. Agradeço a Ele por ter levado meus pecados em Seu corpo sobre a cruz, e por ter ressuscitado por minha justificação. Vou derramar meu coração em ação de graças por isso. E vou agradecer a Ele pelas muitas bênçãos que recebi no passado". Precisamos trazer à nossa mente razões para agradecer e louvar a Deus. Devemos nos lembrar que Ele é nosso Pai, que nos ama tanto, que até os cabelos da nossa cabeça estão contados. E depois de nos lembrarmos destas coisas, devemos derramar nosso coração em ação de graças. Precisamos ter um relacionamento acertado com Deus. Devemos compreender a verdade a Seu respeito. Portanto, devemos entrar em Sua presença com amor, louvor, adoração e fé confiante, e então tornar nossas petições conhecidas diante dEle. A oração que Paulo está pleiteando, em outras palavras, não é um grito desesperado no escuro, não é um apelo frenético a Deus, sem raciocínio ou ponderação. Não! Primeiro nós entendemos e nos lembramos de que estamos adorando um bendito, glorioso Deus. Adoramos primeiro, e então tornamos nossas petições conhecidas. Apressemo-nos para o terceiro grande princípio, que é a graciosa promessa de Deus a todos que fazem isso. Vimos o que precisamos fazer, fomos instruídos sobre como devemos tratar da questão, e agora vem a graciosa promessa a todos que fazem o que o apóstolo diz. Isto, obviamente, é o melhor de tudo, mas precisamos aprender como olhar para isso. Observaram a promessa, observaram seu caráter, observaram que nem sequer menciona as coisas que nos preocupam? Esse é o aspecto peculiar a respeito do método cristão de tratar da ansiedade. "Em tudo", diz o apóstolo — essas coisas que nos preocupam — devemos tornar as nossas petições conhecidas, e Deus irá removê-las todas? Não, Paulo não diz isso. Ele nem sequer as menciona, não diz uma palavra a respeito. Para mim essa é uma das coisas mais notáveis da vida cristã. A glória do evangelho é esta, que ele está preocupado conosco, e não com nossas circunstâncias. O triunfo final do evangelho pode ser visto nisto, que não importa quais sejam nossas circunstâncias, podemos estar em paz e seguros. Não menciona nossa condição, não fala a respeito destas coisas que estão nos perturbando e nos deixando perplexos, não diz uma palavra a respeito delas. Elas tanto podem acontecer como não acontecer. Eu não sei. Paulo não diz que aquilo que tememos não vai acontecer — ele diz que seremos guardados, quer aconteça ou não. Graças a Deus, essa é a vitória! Sou transportado acima das circunstâncias, sou triunfante apesar delas.
Eu tenho sempre que está cortando meu barato, antes que outro o faça. Eu tenho que está sempre sofrendo antes de sofrer. Sei bem o que é, sei bem o quanto seria pior, e preferir assim não faz parte do meu egoísmo. Não conte com quem pensa em se afastar de ti, que só ao pensar, afastado já está.
Se não dá pra confiar em quem esta ao nosso lado, imagina em que não quer estar?
Se hoje vieram me falar, o porquê do meu medo eu passarei seu endereço.
Olhar...desvendar um segredo...considerar o outro.
Apreciar o que há de mais belo...sobretudo...a alma.
Quando um corpo, sente falta do outro
Quando a saudade, caminha pelas veias
Quando a lembrança, inebria os pensamentos
Quando o beijo, é apenas um quadro na parede da memória
É claro que eu acredito nas dimensões, agora mesmo encontro-me em outro lugar, dentro do mesmo terreiro.
Invadido por outro ser, sorrindo. Vivendo algo que não tem palavra inventada, satisfazendo-me com a simplicidade do nada.
