Não quero Alguém que Tenha outro Alguém
E preferimos continuar justificando comportamentos nossos que condenamos no outro, usando a desculpa de que “todo mundo age assim”, que “eu tenho que dançar conforme a música”... como se não houvessem outros ritmos a serem dançados! Como se aquela fosse a única música existente!
Se todo mundo erra, então errar passa a ser correto? O erro passa a ser acerto?
Amanhã vai ser outro dia, amanhã posso não estar mas aqui, amanhã talvez o sol nem apareça, e a lua poderá estar coberta por nuvens escuras.
O que será do amanhã ? Quem poderá me responder ?
Eu quero estar do seu lado todos os dias até que os botões não mais desabrochem e que você não mas apareça, ainda assim eu vou estar lá, com os olhos arregalados, cansados, mas com esperança de te ter de volta, se é que eu já te tive um dia. Eu agora necessito do seu calor, se for pra adormecer, que seja do seu lado, em cima, em baixo. Só basta um sorriso seu e fica tudo mais fácil, não tenho mais sono, não quero dormir e sonhar com impossibilidades. Não vou mais ler romance, prefiro viver. Viver do seu lado, esquecer o passado.
Eu quero ser feliz, deixar de ser aprendiz e assim vai ser bem melhor.
Agora estamos um no canto do outro, Eu sentindo muita falta, Mas para que? Sentir falta de quem não sente a minha? Haha Não mas! Posso estar morrendo de vontade de te beijar, de te abraçar, de falar contigo, mas chega. Ás vezes a gente cansa sabe, Cansa de tudo, E eu só uma dessas, Dessa vez cansei de vez. Claro que eu vou sentir falta, falta de falar com você, mais eu aguento. Não vou mais correr atrás e muito menos demonstrar, Mas eu ainda sinto e muito. E eu te garanto que você ainda vai correr atrás de mim e sabe oque eu vou fazer? Te ignorar,Igual você fez comigo, De pouquinho a pouquinho a gente vai se vingando!
Eu podia amar outro, Outro que me valorize de verdade, Mais Não quis , Não dá. Mesmo que for só pelo pensamento, Eu te amo, Eu te namoro.
E aí eu me dei conta que eu não ia esquecer você com outro, por mais perfeito e lindo e romântico e fofo e compreensivo que esse outro fosse, ajuda claro, mas não tira, e a pior coisa é estar com alguém pra esquecer outro, por comodismo, por falta de oportunidade da vida. Depois de anos percebi que já não existia mais amor entre a gente, existia costume, afeto, medo de deixar ir, ir de vez tudo o que você planejou pra sua vida, tudo que sonhou, e saber que daquela vez não volta, mais caramba se não te faz mais tão bem, se não te completa, te transborda, te faz rir, te acolhe, deixa ir, deixa ir que é melhor ter uma historia bonita pra contar, é bom lembrar gostoso com um sorriso no rosto que entrega como foi boa aquela sua historia, mas chegou ao fim, aquele ciclo acabou, o amor que existia não precisa existir pra sempre, é a vida, amor é amor até deixar de ser e fim, como tudo acaba, e por mais que partidas sejam tristes, chegadas são tão especiais, e como você vai chegar na largada se não sair do fim? Despedi-me com um adeus, verdadeiro agora, um adeus que não queria dizer “a Deus entrego nós” e sim um “a Deus entrego você”, para que você realmente vá e seja feliz e eu também. Me vesti de amor e fui viver, sem a angustia que era gostar de você, e desgostar, a angustia que você plantou dentro de mim, fui viver sem pesos, sem paranoias, me vesti de amor e imaginei outra vida pra mim, sem você, melhor, só, ou com alguém que me tire um sorriso do nada, alguém que me deixe boba e leve e solta, fui viver por que meu mundo parou de girar em torno do seu, em torno daquela historia, passou a ser meu mundo, onde eu sei que existe milhões de coisas a se fazer ainda, e eu vou fazer, vou errar, vou pisar feio na bola, vou acertar, vou chorar e rir milhões de vezes mais, por que sei que tudo isso é da vida, vou sentir falta do que fomos um dia sim, por que foi bom, mas querer de volta não quero mais, não me arrependo de ter feito ou deixado de fazer nada, aprendi tanto, melhorei tanto, muito disso me tornou a mulher que sou hoje, não sei se você me conhece ainda, se sabe que mulher é essa, se sou má ou se sou boa, sei que você vai lembrar dos meus dois lados vez ou outra, lembrar que foi amor até deixar de ser, vejo hoje nitidamente que sou capaz de tudo e muito mais, que levantei sempre minha cabeça, e é com ela erguida que de vez assino o final da nossa historia, sem prolongamentos, sem final triste ou feliz, historia com ressaltes de coisas boas, e desbotamento de coisas ruins, assino o final de uma grande parte de nossas vidas, por que a nossa trilha já parou de se cruzar. Assinado, carimbado, e revisado!
Mas quando é pra ser um do outro, a gente sofre, a gente espera, e a gente vive assim, meio sem sentido às vezes. Mas quando a gente se encontra, a gente sabe que é pra valer. Porque eu espero por você a vida toda se for preciso, dou a minha vida se for preciso. Porque eu sei, e você sabe que meu amor é seu, e seu amor é meu.
Sabe por que demoro a dizer o que sinto? Porque quero acreditar antes fazer com que o outro acredite. Não quero que o outro sinta o que já senti um dia. Sabe por que demoro a acreditar no que dizem sentir? Porque palavras são lindas, mas o vento leva. Sabe por que insisto em seguir sozinha? Porque não quero esperar nada de “nada”. Quero acreditar em mim e viver essa vidinha egoísta, o que sinto é meu e ninguém tira, o que você sente também não vou tirar. Então a vida é assim, viver por mim.
Pra viver outro dia, é preciso superar o dia que se passou. Sei que é difícil, e que tem noites que duram semanas ou até meses.
A gente conhece as pessoas mas nem sempre sabe da sua origem.
Outro dia escrevi do meu avô, imigrante espanhol e cujo primeiro emprego foi ser carvoeiro, chegando exclusivamente pelo árduo trabalho, a ser um dos maiores latifundiários do Brasil.
Nos dias seguintes tive uma torrente de lembranças dele, do meu pai, da minha mãe e especialmente da minha avó materna Rosa de Andrade Pacheco.
Dona Rosinha como era chamada, teve quinze filhos, dos quais doze sobreviveram. Acho que foi um recorde para a época onde a mortalidade infantil era enorme. Minha mãe filha mais velha, tem hoje 92 anos de idade e vários tios e tias estão vivos.
Dona Rosinha era quase venerada por todos que a conheciam. Depois do segundo ou terceiro incêndio que destruiu a marcenaria do meu avô, deixando-o depressivo e praticamente inabilitado para o trabalho, arregaçou as mangas e com forças tiradas de não sei onde, transformou a casa onde morava e outra que herdara da mãe, em casas de cômodos, as quais alguns mal educados e deselegantes chamavam na época de cortiços.
Com a renda dos aluguéis sustentou e formou todos os filhos, tendo como peculiaridade a formação musical da maioria no Conservatório Musical e Dramático de São Paulo, coisa que não era para muitos na época.
Não eram tempos fáceis como me contou minha mãe, mas a vó Rosinha conseguiu agregar toda a família e a sua casa era o porto seguro, o lugar onde mesmo depois de casados, filhos, filhas e netos se reuniam em almoços, festas de aniversario e especialmente no Natal, na Rua Sergipe 248, endereço nobre em Higienópolis, casa que ela comprou depois que as coisas melhoraram e ela ficou até bem de vida, tendo reformado e transformado o casarão imenso num belo palacete.
Cheguei a morar com a vó Rosinha por uns seis meses porque minha mãe, acometida por uma nefrite, ficou imóvel na cama, e essa lhes pareceu a melhor solução, uma vez que eu estudava no Colégio Rio Branco, apenas três ou quatro quadras da casa da vó.
Depois que meu avô morreu e ele morreu cedo, acho que com uns cinquenta anos, minha vó e as filhas mantiveram um longo luto, vestindo-se de preto por pelo menos um ano, como era costume na época. Eu tinha quatorze anos.
Terminado o luto, e é dessa época que eu me lembro. A casa estava sempre em festa, abastecida de comida e cheia de visitas. Familiares e amigos e amigas dos filhos vinham visitar a Dona Rosinha com um carinho memorável, uma vez que ela participou ativamente na formação de todos e a todos dava conselhos, atenção e carinho.
Dona Rosinha morreu cercada da família que criou e manteve agregada. A família amparou-a na velhice e até que o casarão da Rua Sergipe desse lugar a um luxuoso prédio, a família ainda se reuniu lá por um tempo.
Tenho saudades da lembrança do que é uma família grande e unida, coisa que hoje em dia pouco se vê.
AMIZADE...
Quando falar com o outro, fale de alegria, do amor, de esperança de melhores dias, nunca se esqueça de falar de DEUS. Perceba que suas palavras ajudarão o outro a ver a VIDA de outra forma. Busque sempre MUDAR o PENSAMENTO direcionado a coisas positivas e dê-lhe conforto e aponte objetivos de vida! Ser AMIGO é conquistar vitórias e superar obstáculos juntos!!!
Parecia normal, tão normal quanto respirar e não precisar se lembrar como fazer. Por outro lado, parecia tão estranho quanto não saber o próprio nome. Era surreal e fantástico. Seu olhar fazia meu corpo vibrar de emoção, sua pele tão macia como um pêssego, seu cabelo levemente delineado, sua boca vermelha como morango, sua pulsação tão lenta quanto o passar do tempo. Oh, doce tempo, que tirou de mim aquilo que eu mais amava, tempo que levou embora minhas lembranças e dores, tempo que te levou com ele e nunca mais trouxe de volta.
