Não posso
Não posso me descobrir através do meu passado.
tenho que me descobrir por si próprio sempre me concentrando no presente..
Vem, me ajuda a sair de mim, pois em mim o que resta é tristeza por não te ter. E com isso não posso viver.
sem querem, ti encontrei, no momento que eu mais precisei, me proibo de te esquecer, eu não posso JAMAIS te perder.
Tenho um sério problema. Ninguém pode me ajudar. Eu não posso, meus pais não podem, você não pode nem meu psicólogo -que abandonei depois de algumas sessões-, pode: Eu me dou melhor com a solidão.
Ficar sem você? agora não posso mais, pois me apeguei a você de um jeito que não tem explicação e a partir deste momento não quero mais viver sem você.
se não consegue ver o quanto me importo com você, ninguém poderá te mostrar, nem mesmo eu. Não posso ser o culpado por idéias que não teve,por sentimentos e compromissos não seguidos, não posso aceitar que suas idéias malucas tornem-se minhas, mas me sinto culpado por ter ferido meu coração e sentimentos lutando para que ficássemos juntos achando que aonde houvesse amor o fim não estaria e ainda acredito nisso, mas há sonhos que não podemos ter e pessoas que não os deixam ser!
Espero que se lembre a razão pela qual estávamos juntos, mas parece que já não existe tempo!
A fome não me mata e nem a solidão,
não posso ser elementar neste entendimento,
embora seja fato no meu pequeno mundo...
ninguém precisa repartir comigo as minhas dificuldades.
Elas são fruto dos meus equívocos de escolha,
de rumos seguidos sem a maldade existente em grande parte dos indivíduos,
mas,
também,
são equívocos meus!
Não posso usar Caio, Clarice, Neruda ou Pessoa para dizer o que estou sentindo, pois o que estou sentindo acabou de nascer.
É chegado o tempo de abandono. Não posso mais cuidar de você. Pois se faz necessário uma nova vida, novos projetos e um novo amor. Há milhares de motivos no mundo para ser infeliz. Mas, só precisamos de apenas um para viver plenamente.
Sinto que já não posso falar de amor com a mesma propriedade de antes, simplesmente pelo fato de que não há mais amor. Se é que algum dia houve. Eu penso no passado, em todas as oportunidades de ser feliz que joguei ao vento, como se magicamente, elas fossem voltar para mim quando eu desejasse te-las. Nenhuma delas voltou. A beira da loucura estou, como se meus sentimentos estivessem em um conflito tao grande dentro de mim, que nem eu mesma sei o que sinto. Sei que não há amor. Há liberdade. Há também a prisão, como se minhas mãos estivessem atadas, tudo parece eterno. Não há perspectiva, nem sonho.
Talvez não haja mais nada.
Qual o sentido disso tudo? Chega a ser desumano. O amor virou estéril para mim, não há serventia quando ele não pode ser transformado em verbo.
Vivendo eu vou. Cambaleando pela vida, dobrando esquinas, atravessando avenidas, passando o sinal vermelho. Caminho sem olhar para trás. Nem para os lados, muito menos para a frente. E, ao lhe ver novamente, terei a capacidade de apenas cumprimenta-lo ou trocar meia duzia de palavras vazias. Talvez seja esse o estado normal : viver mecanicamente por fora, completamente morta por dentro. É a lei da vida. É a lei da minha vida.
É mais um daqueles dias, que eu sinto sua falta e não posso matar a vontade de te ver. Eu apenas não posso.
Não posso ser inteira com pessoas que me tratam pela metade.
Ou você é verdadeiro ou não é. Não se pode cobrar dos outros o que não temos nem para nós mesmos.
Quem não reconhece o presente, acaba dando valor ao passado, fazendo ele virar presente. Não posso ajudar quem não quer a minha ajuda, mas posso acabar encontrando quem queira ajuda; e se precisarem de mim, avise que já é tarde demais, e que estou ajudando quem realmente precisava de mim.
