Nao Mereco tanto Amor
"Preciso tanto aproveitar você
Beijar teus olhos, olhar tua boca
Ouvir palavras de um futuro bom.
Preciso tanto aproveitar você
Olhar teus olhos, beijar tua boca
Ouvir palavras de um futuro bom"...
Tenho tanto para falar
Mas prefiro escrever.
Por entre linhas, mensagens
Subliminares, O dizer sem dizer,
A velha indireta bem directa.
Por que as palavras ditas nem sempre
São ouvidas...
Mas as rabiscadas,
Deixadas sem nenhuma intenção
Elas sempre chegam ao fundo do coração.
TANTO (soneto)
Que importa, oh sonho! Se sonhei tanto
Se por ti, tanto e mais tanto, estou aqui
E hoje, pra não ver os olhos em pranto
Vejo o tanto de estórias que eu escrevi
Agora são meus fados, cheios de encanto
Dum destino intenso, que sonhei, e vivi
Se truncados, me foi tanto, que são canto
Cantando tanto, que tanto não esqueci
Se o passado se esvai, o futuro no entanto
É presente na minha felicidade, entretanto
A saudade dói, de não tanto, ter tanto mais
Portanto, o milagre de se ser, eu aprendi
Foi tanto amor, que nele eu tanto construí
E estes tantos na alma, nunca são demais
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Nem te conto cada ponto, que aumentam em cada conto,
Nem aponto cada tonto, que acredita em cada tanto
Amo-te tanto
que eu já nem sei
quantos nomes
eu dei pra essa saudade
que ultrapassa
as fronteiras do suplício
a ponto de me deixar
completo com a tua
ausência
"Alguns se orgulham do passado,
outros nem tanto,
do meu sinto-me culpado,
pois ele me trouxe teu pranto"...
Tanto faz, sei lá... É a fila de 90% das pessoas que conheci. Se quer ser lembrado, deixe marcas de amor
Esta vida sendo tanto me é tão pouca, e o destino tarde ou cedo a vida encerra, às exigências passageiras e mundanas… Peço perdão aos glaciares e às savanas, peço desculpa aos bichos todos desta Terra, o meu indulto em nome desta raça louca.
CADA TANTO
Cada tanto que a poesia se abre, plena
E tatua o branco do papel com primores
Tenho sensação nesta tão poética cena
De atraentes sentir com criados vigores
E vou versando. A paixão não é pequena
Inspiração da alma, encantados louvores
Ali, repousados em uma sagrada patena
E, tão repleto de sentimentos amadores
Sim, eu, um casto sonhador, emocional
Dum coração, devaneador, sentimental
Enredado de uma sedutora imaginação
Na minha prosa, eu, conto o quotidiano
Se triste, o alegro, se pranto, do engano
Assim, canto, cada tanto, duma emoção
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 abril, 2023, 14'00" – Araguari, MG
Você quis tanto me deixar
Que eu deixei por aí
Caiu do meu bolso afrouxado
Do meu coração cansado
A vontade de insistir
Você quis tanto se livrar
Como se eu fosse uma peste
E quando teu corpo em cima do meu
Se movimentava parava o tempo
E eu via o brilho nesse teu olhar
Era um brilho medonho
Que aprendi a gostar
Mesmo que tua boca
Depois dissessem coisas
Pro meu coração sangrar
Por Deus, ah como eu chorei
Sem medo de admitir
Humano demasiadamente
Depois que eu te disse adeus
Mas era eu ou então você
Eu nunca pude ser seu par
E não havia aconchego
Depois de um dia cheio
Cê não era meu lugar
