Nao Mereco tanto Amor
E eu não queria que quando você finalmente chegasse, eu fosse menos. Já me explico. Ser menos, quando se é muito como eu, dói, entende? Me diminuir vai deixar cicatrizes.
Até que não existam
Cidadãos de primeira e segunda classe em qualquer nação
Até que a cor da pele de um homem
Não seja mais significante do que a cor dos seus olhos
Eu digo que haverá guerra
Você não precisa ser perfeito, nem o mais bonito, ou o mais romântico, ou inteligente e nem o mais popular. Não precisa me fazer declarações mil, e nem nada dessas coisas de príncipe encantado. Não precisa fingir nada, mudar, trocar nada. Gosto de você assim, exatamente como você é. Porque é você quem me arranca suspiros, quem me rouba pensamentos no meio do dia… É quem me desperta sorrisos, quem me faz um bem que eu ainda não sei explicar. É você quem pinta o meu dia de todas as cores do arco-íris quando ele amanhece em preto-e-branco com apenas seu jeito de falar, de me olhar ou de sorrir. E o mais importante: você é real. Você existe na minha vida, e é você quem eu quero pra mim. É pedir muito?
Aconteceu outra coisa que, como Deus, eu pensava que não existia. Imagino que isso que chamamos de amor. Algo assim.
Deixar que o tempo passe, que as coisas amadureçam. E se tiver de ser, será, e se não tiver de ser, não será, acabou.
Nem sei como dizer, pois a falta de maturidade, talvez não conseguirá fazer com que a pessoa entenda, que ninguém é de ninguém, assim como ninguém é insubstituível.
PALAVRAS DE SABEDORIA
Tudo é Belo, mas nem todos veem a beleza.
Aquele que aprende, mas não pensa, é um perdido,
Aquele que pensa, mas não aprende, corre perigo.
Quem fala sem modéstia, encontrará dificuldade para tornar boas, suas palavras.
Encontrar o paraíso significa ser Um com Deus.
Eu ouço e esqueço. Eu vejo e me recordo. Eu faço e entendo.
Se você olha dentro de seu coração e não encontra nada de errado, o que há para gerar preocupação ou ser temido?
Se você pensar em termos de um ano, plante uma semente; se em pensar em 3 anos, plante árvores; se em termos de 100 anos, ensine as pessoas.
Não importa o tempo que levará, desde que nunca pare.
É fácil odiar e difícil amar. Essa é a forma que o esquema das coisas é formatado. Todas as boas coisas são difíceis de serem encontradas; e as más coisas são muitos simples de serem obtidas.
A vida é muito simples, embora insistamos em torna-la complicada.
Não importa o quanto julgue estar ocupado, você tem que encontrar tempo para ler e estudar, ou render-se a sua auto imposta ignorância.
Desculpa se eu te machuquei, eu estava tão machucada que eu não consegui ver o quanto você era melhor que os outros, eu cheguei sem medo e sem coração, você me ensinou a ter medo e devolveu meu coração, em troca eu dei toda a minha solidão, sei que não mereço seu perdão, mas me entrego em suas mãos, pode sacrificar meu coração.
Eu não tenho vergonha de mostrar quem sou. Sou errante, errada, doida, maluca, carente, desequilibrada, falante, sincera, e isso tudo numericamente exagerado. Eu sou isso, máscara pra quê?
Poderia fingir ser boazinha, a menininha dos olhos, a perfeitinha, a “inha”, mas a questão é: não sou. Um dia você ia descobrir a verdade. Não tenho vergonha de mim, eu sou assim. Não gostou? Quem disse que preciso da sua aprovação? Tudo em mim é completamente meu, meus defeitos, minhas qualidades. Suas palavras não fariam diferença no meu mundo. Levou tempo pra eu descobrir quem sou, e ainda não sei direito, mas com certeza quem você molda não sou eu. Não consigo ser guiada por regras, sigo minhas emoções. Por isso, posso não ser o retrato da boa “samaritana”, mas com certeza sou o retrato da AUTENTICIDADE.
As vezes me pego a pensar, porque nos arrependemos de não ter tomado certas decisões, quando era necessário ser tomadas, talvez por medo, talvez por nos ter acomodados com a situação e pensar que uma mudança assim tão de repente poderia nos fazer arrepender no futuro, mais é exatamente este medo de tomar as decisões que nos faz sofrer no futuro, e não o caminho que decidimos seguir.
Fico pensando o que teria acontecido quando eu estava caminhando e no meio do caminho apareceram dois caminhos, um a direita e um a esquerda, me lembro de ter virado a esquerda, não sei porque mais virei, sem ao menos ter percebido que ali, ao virar da esquina, minha vida iria mudar por completo, segui em frente e encontrei varias entradas durante a minha caminhada, pensei varias vezes em entrar em alguns desvios, mais o medo de tomar a decisão errada me fez segui em frente, agora fico me perguntando... Como seria se lá trás eu tivesse virado a esquerda ou a direita nas diversas vezes que me vi em frente a uma entrada para um caminho diferente. Será que eu teria dado aquela gargalhada que dei quando estava com meus amigos? Teria sentido aquela angustia quando vi que o que eu mais desejava estava me fugindo entre os dedos? Será que eu teria deixado de conhecer aquela pessoa que tanto amei e que por ironia do destino e também talvez por medo das consequências das decisões, não pôde ficar? A vida é mesmo assim.. Breve... Cabe a nos sabermos decidir os caminhos a ser tomados... E mesmo que voce tente seguir o melhor caminho... Quando voce olhar para trás e lembrar de todo percurso da sua vida, vais encontrar aquele caminho que você até parou em frente dele, pensou... Até mesmo chegou a dar alguns passos em sua direção, mais preferiu voltar atras e seguir o caminho principal, é por isso que devemos viver a vida da melhor forma possível, viver os melhores momentos possíveis, acordar de manha e sentir o doce aroma da vida, nunca tenha medo de decidir, a decisão pode te levar para caminhos bons ou mal, mais ficar indeciso ou ter medo de decidir, não te leva a lugar nenhum, apenas te faz sofrer e consequentemente fará sofrer quem voce ama, mais que, no fundo, esta pessoa foi encontrada neste caminho de indecisão e medo de arriscar, não é que não valeu a pena ou que não foi bom, mais na maioria das vezes prendemos as pessoas em nossas vidas com medo de as deixar ir viver outras experiências, talvez por já estarmos acostumados com a simples presença desta pessoa. Mais do que vale a presença, se o pensamento e o coração não esta presente? Viva vida intensamente... Ela é breve demais para se prender as pessoas por medo de sofrer, mais vale viver e deixar viver do que chegar ao final do caminho e olhar para trás e ver que tudo que foi feito, foi por medo....
Ele é só um cara e você já esqueceu outros caras antes. É só um cara e não a sua vida.
E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos.E quer mesmo saber? É um cara como todos os outros caras. Esse que te perguntou as horas no meio da rua podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista, o padre, o dealer. Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém.Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe sangrar. Não sabe que nome daria a um filho. Não pode ficar mais tempo. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu. Ele é só um cara e você já esqueceu outros caras antes.
A Visão do Beijo: Conexão Além do Toque
Imagine que, ao beijar, você não apenas toca outro corpo, mas atravessa uma porta invisível. A primeira sensação não é de um simples contato físico, mas de um mergulho profundo nas camadas da alma. É como se, por um breve momento, o mundo ao redor desaparecesse, e tudo o que restasse fosse a energia pura entre duas pessoas.
Nesse instante, cada movimento, cada suspiro, carrega em si uma troca silenciosa. Não é apenas o desejo que se acende, mas a consciência de que algo maior se faz presente. O beijo é uma troca de essências, um momento onde o corpo não tem fronteiras, onde os corações falam uma língua secreta.
Ali, o que importa não é o impulso, mas a entrega genuína. Não é o prazer imediato que buscamos, mas a profundidade de estar com o outro, de se deixar conhecer e de conhecer. O beijo é, então, o reflexo de tudo o que está guardado dentro, um convite à vulnerabilidade e à união.
É por isso que, ao beijar de verdade, você não pode simplesmente tocar qualquer pessoa. Só se você sentir que a alma do outro também está disposta a se mostrar, a se entregar. Quando isso acontece, o beijo se transforma. Ele não é só o movimento de lábios, mas o encontro de duas almas dispostas a se encontrar além da pele, a se tocar em um nível mais profundo.
Esse é o poder do beijo: a capacidade de nos levar a um lugar onde somos mais do que corpos, mais do que a materialidade do momento. Somos alma, energia, conexão.
O Momento Decisivo: O Instante que Não Volta
A fotografia vive do instante. Há um segundo exato em que tudo se alinha: a luz, o gesto, o olhar, a atmosfera. É nesse ponto de encontro que nasce a imagem única, impossível de ser repetida.
O momento decisivo não é apenas técnica — é sensibilidade. É estar presente, atento, entregue ao que se revela diante de si. É confiar que, em meio ao fluxo da vida, há uma fração de tempo que guarda a eternidade.
Quando o clique acontece, não se captura apenas uma cena. Captura-se o irreversível: aquilo que não voltará a acontecer da mesma forma.
E é justamente por isso que a fotografia emociona. Ela congela a vida no exato ponto em que ela estava prestes a escapar.
A arte de fotografar é, então, a arte de estar pronto. Pronto para ver, sentir e decidir. Porque o tempo não espera — mas a imagem, uma vez feita, resiste ao esquecimento.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
Amanheceu.
E o dia, indiferente, abriu as janelas do mundo como quem não sabe da ausência.
As pedras da rua não guardaram os passos de ontem; a feira já se enchia de vozes, e o barulho dos sacos plásticos abafava qualquer lembrança.
Ninguém reparou que havia um vazio a mais no caminho — o vazio nunca chama atenção, ele apenas existe.
A vida não para para velar dores.
Ela mastiga rápido, engole em seco, e segue adiante como se nada tivesse acontecido.
O coração que ontem batia, hoje não pulsa mais, mas os relógios continuam impassíveis, ticando segundos.
É cruel: o tempo não tem luto.
Há quem espere que a memória seja abrigo, mas a memória também cansa.
Logo, o nome se perde no meio de tantos outros, o rosto se dissolve em poeira de esquina, e o silêncio se torna o único registro.
Tudo volta ao fluxo, como se nunca tivesse sido.
Talvez seja essa a verdade mais dura:
ninguém é insubstituível na pressa do mundo.
E, ainda assim, dói pensar que um gesto tão definitivo se apague com a mesma facilidade que uma pegada na areia.
A cada esquina da alma, existe um território sem mapa.
Lá não chegam bússolas, nem calendários, nem vozes apressadas.
É um lugar onde o instante se desfaz antes mesmo de ser lembrança.
Quem ousa atravessar esse espaço percebe:
não há chão firme, apenas fragmentos suspensos, como se o tempo tivesse desaprendido a andar.
E nesse intervalo, entre o que se é e o que já não cabe, o corpo respira uma ausência que não tem nome.
A vida continua do lado de fora — carros, pregões, crianças, a pressa de sempre.
Mas aqui dentro tudo corre em outra velocidade, como se o relógio tivesse se cansado.
Nada dói e nada cura, apenas permanece, num silêncio espesso que se confunde com ar.
É curioso como o mundo insiste em pedir certezas,
quando, na verdade, somos feitos de incertezas que se costuram mal.
Talvez o único gesto verdadeiro seja aceitar a própria incompletude,
como quem carrega uma cicatriz invisível que ainda assim pulsa, mesmo quando ninguém vê.
Eu deixo a maré subir até cobrir tudo.
Não me apresso a segurar o que a água leva.
Deixo que o sal lave o que não serve mais,
mesmo que, por um instante, pareça que nada reste.
Quando a água recua,
vejo o que brilha no fundo:
fragmentos de conchas, pequenos lampejos de vida,
tesouros que só aparecem depois da tormenta.
Não é preciso contar o que a corrente arrastou.
Basta o que ficou,
a beleza simples que resiste
e que só se revela quando o mar se acalma.
Orações Escritas
Entre a Essência e o Silêncio
Em minhas orações, não consigo Te pedir muita coisa que não seja pela minha essência, minha alma e meu caráter.
Sei lá… às vezes acho que não sou merecedora; que pedir pode ser abuso ou atrevimento.
Que no meu quase nada há tanto, que mesmo em meio às minhas necessidades, eu vejo que muito eu tenho — e Te louvo e agradeço.
Eu olho o mundo à minha volta e percebo muitos com tão menos, com quase nada.
Digo isso de forma material, espiritual e até na saúde física.
Mas as minhas dores são invisíveis.
Tenho até vergonha de necessitar ou pedir algo diante da realidade do mundo.
Vivo esse conflito dentro de mim, onde a razão quer sufocar as minhas dores.
Ah, Deus, eu já pedi tanto para ser invisível.
Para que me desviasse dos olhos maus, dos caminhos tortos e das línguas maléficas.
E, de certa forma, tenho me tornado invisível de fato.
As dores da alma não sangram, não têm odor, não podem ser tratadas com curativos.
Por isso são machucadas e reabertas diariamente — como aquele dedinho do pé que, uma vez ferido, tudo parece afetá-lo novamente.
E quem pode dizer que essa dor não é real?
Só porque não é visível, não deixa de existir.
Entre o cansaço e a reinvenção
Há momentos em que tudo parece parar.
O corpo não reage, a mente pesa, e o coração se cala.
Mas antes desse vazio, vieram os dias de luta,
os de sobrecarga, de resistência, de pura tentativa.
Vieram os tempos em que foi preciso sobreviver —
reinventar-se, aprender o que nunca se imaginou,
buscar um novo rumo, mesmo quando o chão faltava.
E, sem perceber, fomos adoecendo.
Talvez não de febre, mas de esgotamento.
De tentar ser fortes o tempo todo.
A vida é isso: um constante sobreviver.
É cair, e mesmo sem forças, tentar levantar.
É seguir com os pedaços que sobraram,
e fazer deles uma nova forma de ser.
Eu tenho vivido assim: lutando,
mesmo quando o cansaço me visita.
Porque entre o desgaste e a esperança,
ainda há um fio de fé que me faz continuar.
E no meio do caos, eu me reinvento —
vez após vez,
vida após vida,
em mim mesma.
Mas, às vezes, sinto falta da mulher que fui.
Daquela que sonhava sem medo,
que acreditava no novo, que se lançava inteira.
Sinto falta da energia que me fazia criar,
das madrugadas acesas por ideias,
das vontades que me moviam.
Quem sabe seja tempo de voltar —
não à dor, não ao peso,
mas ao fogo que me acendia por dentro.
De reencontrar em mim o brilho da busca,
a alegria do recomeço,
a coragem de tentar outra vez.
Talvez esse seja o meu novo recomeço:
reavivar o que um dia me fez viva.
Mas por hoje, por agora,
apenas revisito essa eu do passado
em uma galeria lotada de momentos,
de construção, de vivências, de trabalho,
de luta, de sonhos —
imagens arquivadas, jamais vistas,
que hoje revisito pouco a pouco
e sinto falta,
mas não me encontro lá.
