Nao me Pergunte quem sou
Do outro lado da ponte
Sou errante perto distante...
Sou sobrevivente do caus e holocausto preconceituoso do sistema. As vezes sinto frio, fome, calafrio de ver as pessoas que se encontram aqui na mesma situação que eu, aqui trabalhamos quando nos dão emprego, para comer, beber, dormir e pagar o que devemos, nas piores fases temos como consolo a frase:
“Amanhã é outro dia, Deus provera.”
Realmente sempre é outro dia mas as vezes nada provem e quando vem é de baixo de humilhações.Quantas vezes não chorei calado para que meus filhos e minha mulher não notassem que a situação me venceu, quando o aluguel é impossível de pagar o barraco é de três por quadro do lado do córrego com ratos que da pra confundir com gatos, não sou acomodado sou excluído por não ser alfabetizado, mesmo assim meus filhos vão há escola exijo isso, dos pés descalço, chinelo ou sapato, tênis gasto velho. Em épocas de eleições aceito a cesta básica que os políticos me oferecem apesar de saber que não é certo, mas o que é certo? Sentir a barriga roncar de fome?Sabe o que eu queria um lar dignidade e respeito... então dormiria tranqüilo sossegado e não precisaria falar a minha família comam de vagar porque é o ultimo pedaço...
Sou pensamentos ininterruptos a acondicionar flamejantes e lúbricos emaranhados de subjetivos válidos. ...O imaginário!
A estratégia é a ciência do emprego do tempo e do espaço. Sou menos ávaro com o espaço do que com o tempo. O espaço pode ser resgatado. O tempo perdido, jamais.
MEU PROGRAMA NESTE DIA DO INDIO
Neste domingo, dia do índio , eu que sou tataraneto de um deles, quero fazer uma homenagem a mim mesmo e a minha família.
Vamos esquecer os trabalhos , descer a serra do mar e subir a um paraíso musical onde cantam pintassilgos , pintaroxos, melros, engole-ventos, saíras, inhambus, patativas, tordos, tujus, tuins , tiés-sangue, tiés-fogo , rouxinóis, coleiras , trigueiros , colibris , macucos e outros pássaros da orquestra sinfônica de Passaredo, bela música de Chico Buarque e Francis Hime.
Deste autêntico-programa-de-índio , além da pajelança neo-ortodoxa, do cachimbo da paz e da rodada de chá-de-cana, consta que faremos uma meditação sobre um texto sagrado escrito pelo chefe índio Seatle e endereçado ao presidente dos EUA.
Ei-lo ecologicamente correto, belo e romântico, como almeja nossa alma indígena:
Não há um lugar calmo nas cidades do homem branco. Nenhum lugar para escutar o desabrochar das flores na primavera ou o bater das asas de um inseto.
E o que resta da vida se um homem não pode escutar o choro solitário de um pássaro ou o coaxar dos sapos à volta de uma lagoa à noite?
O índio prefere o suave murmúrio do vento, encrespando a face do lago e o próprio aroma do vento levado pela chuva ou perfumado pelos pinheiros.
Quando retornar para a cidade, quero de novo, estar sintonizado com as batidas do meu coração. E com minha pressão arterial no compasso da mãe natureza: calma, serena e tranquila! O grande Senhor do sol, da lua, das montanhas, dos ventos , das águas, dos passarinhos e de todos os peles-vermelhas me ajudará na bela empreitada.
MULHER......[sou de ferro sou aço sou de pedra e de areia que se desmancha na areia.][Senti saudades,chorei baixinho com achuva.Beijei a flor como opassarinho.Amei voce voce de longe como nunca amei ninguem.]
Sou uma mulher doce, calma... Mas no fundo escondo o meu amargo por de trás da minha plenitude serena. Provar desse amargo é uma ecolha sua.
Me satisfaz saber que o amor cabe em tudo, em tudo que sou, pois ao contrário de mim o amor nunca morre.
Sou um navio de sentimentos sempre em partida, quase nunca em chegada. Que prefere as tempestades dos sentimentos e das palavras, do que a mediocridade das águas calma do não sentir.
Eu sou assim com meus sentimentos desarticulados, pois é o que me mantém vivo, dando seguimento ao romantismo que ainda me resta;
Meu castigo é amar sem ser amado entre meus sonhos que foram todos perdidos em qual quer lugar que nem sei onde;
Os ideais translucidamente se baseiam em cada atitude, demostrada que em busca do amor faz com que eu grite por cada momento lembrado;
Vivo por isso e sem isso eu não vivo sem a mínima situação de me acalmar pelas lúcidas paixões;
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