Nao me Peca pra te Esquecer
Não jogue uma estratégia estritamente dominada
Escolhas racionais podem levar a resultados ruins
Coloque-se no lugar dos outros
Você não pode (pode sim) conseguir o que quer sem antes descobrir o que é
As pessoas são más
O poder não precisa ser uma maldição; ele também pode ser uma responsabilidade. O problema começa quando a autoridade deixa de servir e passa a exigir submissão.
— Maguida Schmitt
"A evolução não é apenas uma linha reta, mas uma rede de escolhas que tecem o tecido do nosso destino."
A Constituição não existe para justificar o poder, mas para impedir que o poder transforme sua vontade em medida absoluta da legalidade.
A presunção de inocência não é um benefício concedido ao acusado, mas uma fronteira civilizatória imposta ao poder de punir.
A boa-fé objetiva revela que a liberdade contratual não autoriza a destruição da confiança que torna possível a própria relação jurídica.
A tecnologia não elimina a política; desloca parte do poder político para a arquitetura dos sistemas que organizam a experiência humana.
A democracia digital não será verdadeiramente democrática enquanto os mecanismos de produção, circulação e visibilidade da informação permanecerem sujeitos a poderes opacos.
A automação não neutraliza a discriminação; pode apenas conferir aparência matemática à reprodução de desigualdades históricas.
A privacidade não é isolamento social, mas uma condição estrutural para a autonomia, a liberdade intelectual e a construção da identidade.
A ausência de documentação não constitui necessariamente prova da inexistência de um acontecimento, sobretudo quando a própria instituição controla os mecanismos de registro.
O Direito do futuro precisará proteger não apenas a liberdade de agir, mas também a liberdade de compreender como decisões automatizadas condicionam as possibilidades de ação.
O Estado de Direito não se mede pela quantidade de normas produzidas, mas pela capacidade de impedir que a própria instituição se coloque acima delas.
A justiça não exige instituições infalíveis, mas instituições capazes de reconhecer seus erros sem transformar a preservação da própria autoridade em finalidade superior à verdade.
"A realidade não precisa fazer sentido para existir; somos nós que precisamos de sentido para suportá-la."
Renova-se.
E não te perguntes por quê.
A vida não responde, ela apenas acontece, e o mistério de acontecer já é a única resposta que suportaríamos.
Renova-se como quem não sabe fazer outra coisa.
Como a manhã que não escolhe nascer, mas nasce.
Como a água que não decide correr, mas corre.
Há uma obediência no fundo das coisas que é a mais pura liberdade.
E então verás.
Verás que o infinito não é longe é aqui, dobrado dentro do instante.
Verás que até onde infinitamente irás chegar não é um lugar, é um modo de olhar.
E o quanto é tanto, tanto, que assusta.
Assusta porque não tem borda.
E o que não tem borda é Deus, ou esse nome que a gente inventa para não gritar.
Renova-te.
Não para ficar novo.
Para ficar teu.
E depois, quando já não souberes mais onde terminas,
vais rir da tua antiga ideia de fim.
Porque não havia fim.
Havia só medo.
E o medo, quando se renova, também vira coisa viva e passa.
Renova-se.
E verás.
Até o quanto infinitamente irás chegar.
E chegarás.
E não saberás dizer o que foi.
Só saberás que foi..
Reflexo Desconexo
William Contraponto
Não é por amor nem por favor,
É o medo que mantém.
Aparência moldada no pavor
De estar consigo e mais ninguém.
Rostos se dobram em disfarces,
Almas se calam no fundo.
Caminha-se em círculos e impasses,
Um vulto preso ao peso do mundo.
A verdade arde como chama,
Mas se esconde atrás da muralha.
O coração sabe o que reclama,
O corpo finge e logo falha.
Ser livre exige despir-se inteiro,
Aceitar a sombra que nos invade.
O medo é muro, frio carcereiro,
Que nega ao ser sua própria verdade.
E quando a máscara enfim cair,
Não restará nada além da essência.
Um ser cansado de fugir,
Sedento de paz, faminto de consciência.
O Lugar Sob o Nada
William Contraponto
Há um lugar sob o nada,
onde o tempo não se explica.
Nem vestígio, nem alvorada,
só a ausência que fabrica.
Ali, o ser se dispersa,
num silêncio que não finda.
O ressoar do que se versa
é memória nunca vinda.
Não há dor, nem alívio,
apenas o que não começa.
O todo é um delírio vívido,
e o nada, uma estranha promessa.
Quem chega não parte mais,
pois partir seria ter chão.
E nesse intangível que se refaz,
o nada aprende a ser mão.
Sob o nada há um sentido,
feito de falta e véu.
É o lugar do indefinido,
onde o nada roça o céu.
