Nao me Peca pra te Esquecer
ONDE NASCE O PENSAMENTO
William Contraponto
O pensamento surge quando algo não se encaixa, quando a realidade apresenta contradições ou lacunas que exigem ser compreendidas. Ele não nasce em situações de conforto ou estabilidade, mas diante de problemas, dúvidas e choques com o inesperado. Quando tudo parece estar resolvido, a mente tende a relaxar e a repetir ideias sem questioná-las. É o impasse que estimula a reflexão e move o raciocínio.
Pensar significa duvidar do que se apresenta como certo e revisar o que se considera verdadeiro. A dúvida não é um defeito, mas uma etapa necessária do entendimento. Aceitar tudo sem questionar é uma forma de renunciar à própria capacidade de pensar. A certeza absoluta, por sua vez, transforma-se em limitação, pois impede a revisão de ideias e o aprendizado contínuo.
O pensamento é, portanto, um processo em constante movimento. Ele não busca um ponto final, mas procura compreender o sentido das coisas dentro de seus limites. Cada resposta gera novas perguntas, e é essa sequência de questionamentos que mantém a mente ativa.
Pensar é um exercício de liberdade intelectual. Implica não se contentar com explicações prontas e reconhecer que o conhecimento é sempre provisório. O pensamento nasce, cresce e se renova na dúvida, e é isso que o torna essencial para a consciência e para o desenvolvimento humano.
Tenho dois cães, um teto, dois pares de roupas, dois pares de calçados — e uma mente que não se rende à estagnação.
A legitimidade de uma decisão não decorre exclusivamente de quem a profere, mas da qualidade das razões que podem sustentá-la diante da crítica.
A lei que não admite contestação deixa de ser instrumento de justiça e começa a adquirir a estrutura de um dogma.
A justiça não consiste em aplicar indistintamente a mesma fórmula a todos, mas em compreender quando a uniformidade formal produz desigualdade substancial.
A imparcialidade não significa ausência de valores, mas compromisso com critérios que não se alterem conforme a identidade ou a conveniência dos envolvidos.
A autoridade que não precisa justificar suas decisões já não reconhece plenamente o indivíduo como sujeito de direitos.
O Direito não pode exigir dos indivíduos uma transparência que as próprias instituições se recusam a oferecer.
A arbitrariedade institucional não desaparece quando recebe fundamentação burocrática; apenas adquire uma aparência mais sofisticada de legalidade.
O Direito deve proteger o indivíduo não apenas contra a violência explícita, mas também contra as formas impessoais de dominação administrativa.
A verdade jurídica não deve ser confundida com a versão que conseguiu obter reconhecimento institucional.
Uma sociedade juridicamente organizada não é aquela em que todos obedecem, mas aquela em que ninguém está dispensado de responder por seus atos.
Tão bonito o feed no Instagram de quem não se importa com política, que aproveita as benesses da sua condição privilegiada e não a utiliza em prol de lutas legítimas e reais, né?
Deus me livre ser dessas que tem o feed bonito e a mente bem tranquila, enquanto ainda há gente morrendo de fome, sem casa, sem atendimento de saúde, sem educação e sem um mínimo de dignidade.
"Não quero um amor passageiro que se desfaça com a onda do mar; quero ser teu companheiro e ter motivos pra ficar."
Mais atenção
(Mauro A Evaristo)
Beba você água ou não
Só não vá reclamar da situação
Boca seca, lábios rachados,
Dor de cabeça, urina amarelo laranjado.
Tem coisas que dependem de você,
Não vá em vão buscar o sofrer
Por coisas mínimas que pode se orientar
Só não cometa o erro de reclamar.
Beba você água ou não
O corpo cobra caro toda omissão
E bem sabe que insisto em lhe dizer
Cuide de si se priorize, mais atenção
Tomara que acorde pra perceber
Que pode ajudar Deus a cuidar de você.
feradapoesia.blogspot.com
