Nao me Peca pra te Esquecer
Quem não tem tempo para cuidar do importante hoje, vai ter que encontrar tempo para cuidar do urgente amanhã.
Quem tenta comprar por dez reais o que custa mil não está apenas negociando de forma desleal; está escancarando a falta de alma e a ruína moral de quem se alimenta da desgraça do próximo.
Praticar maldades e zombar do esforço alheio não é um ato de autonomia, mas sim a expressão mais baixa da libertinagem desprovida de qualquer valor moral.
A verdadeira liberdade não é fazer tudo o que se quer, mas ter o poder de não se escravizar pelos próprios impulsos.
"DEUS NÃO FAZ TUDO POR NÓS PARA NÃO NÓS TIRAR O LIVRE ARBÍTRIO E A PARTE DA GLÓRIA QUE NÓS CABE' Maquiavel
ESTÁ FRASE CONSOLA O CORAÇÃO DAQUELES QUE SE ESFORÇAM PARA FAZER O MELHOR, MAS ASSIM MESMO, NÃO CONSEGUEM" Ademar de Borba
Meu ilustre candidato, o senhor é comprovadamente honesto. E dai? Isso não é mais que sua obrigação.
Benê Morais
Não pense tanto no que você não tem, mas no que você tem, e das coisas que você tem, reflita sobre o quanto elas teriam sido desejadas se você não as tivesse.
A ostentação não é um jogo inofensivo. Ela causa efeitos colaterais graves, tanto para quem a pratica quanto para quem acredita nela.
Você pode gastar toda sua vida tentando ser perfeito, mas você não vai conseguir alegrar todos, sempre vai ter um que nega, que discorda,
mas a única pessoa que você tem que alertar para ser perfeito e a você mesmo
#MinhaPerfeisao #AmorPropio #PerfeitoPraMim
nossa liturgia.
Entre nós há uma distância
que nenhum mapa saberia medir,
porque não se mede em léguas
o que duas almas precisam conter
quando nasceram querendo se encontrar.
Há cidades entre nossos passos,
noites inteiras entre nossas mãos,
e uma espécie de silêncio
que aprendemos a chamar de prudência
para não chamar de paixão.
Tu sabe.
Eu sei.
E talvez seja justamente isso
o que torna tudo tão difícil
não há dúvida que nos salve,
nem inocência que nos proteja.
Há apenas essa certeza mútua,
quieta e quase cruel,
de que se fosse fácil,
nós já teríamos vivido tudo.
Porque há um amor reprimido
morando no intervalo das palavras,
um incêndio educado pela distância,
uma vontade que baixa os olhos
toda vez que o desejo ameaça dizer seu nome.
E quando penso em ti,
não penso somente no encontro.
Penso naquilo que viria depois dele
a demora dos dedos,
o repouso da cabeça junto ao peito,
o abraço que não teria pressa de acabar,
como se nossos corpos finalmente descobrissem
uma língua que a boca jamais aprendeu.
Talvez nossas mãos já se procurem
sem que saibam.
Talvez, em alguma noite distante,
quando o sono demora e o quarto se cala,
tu também imagine minha presença
chegando devagar,
como quem atravessa a escuridão
sem querer acordar a saudade.
E eu te imagino fazendo o mesmo.
Dois desejos separados por quilômetros,
dois corações fingindo serenidade,
duas vontades absurdamente próximas
vivendo em geografias diferentes.
É estranho amar assim.
Ter alguém tão perto do pensamento
e tão longe da pele.
Saber o caminho até os olhos,
mas não poder percorrê-lo.
Conhecer a curva do sorriso,
mas não poder guardar o rosto entre as mãos.
Querer dizer fica
quando tudo ao redor insiste em dizer longe.
E talvez seja por isso
que nosso amor pareça tão pequeno por fora
e tão imenso por dentro.
Porque aquilo que poderia ser vivido
precisa ser imaginado.
O beijo se torna hipótese.
O abraço, memória de um futuro.
O toque, uma espécie de oração
que ambos fazemos em silêncio.
Mas há uma coisa que a distância não conseguiu levar
a vontade.
Ela permanece.
Permanece quando conversamos,
quando nos despedimos,
quando fingimos que certas palavras
não carregam segundas intenções.
Permanece naquela fração de segundo
em que nossos olhos se encontram
e ninguém sabe muito bem
quem desviou primeiro.
E se um dia a distância ceder,
se o acaso for gentil conosco,
se as estradas finalmente resolverem
terminar no mesmo lugar,
não haverá muito o que explicar.
Talvez apenas silêncio.
Porque depois de tanto tempo
reprimindo o que sentimos,
o primeiro toque dirá tudo.
E haverá nos nossos corpos
a estranha familiaridade
de quem esperou demais
por algo que sempre soube reconhecer.
Então talvez descubriremos
que não era exagero,
nem carência,
nem fantasia.
Era somente amor
sem espaço suficiente para acontecer.
E quando houver espaço,
quando não houver mais quilômetros
entre a tua mão e a minha,
não haverá pressa.
Haverá fome de presença.
Haverá o abraço demorado
de quem finalmente pode tocar
aquilo que passou tanto tempo
amando de longe.
E talvez seja essa a nossa tragédia
não nos falta amor.
Se ele tenta ser um navio? Sonhador, você está concretado. Se ele tenta ser uma onda? você não tem força para isso farol volte a me orientar
Há caminhos que não escolhemos conscientemente.
Acreditamos estar seguindo uma direção porque decidimos, porque planejamos, porque desejamos chegar a algum lugar. Mas, em silêncio, existem passos sendo dados muito antes de compreendermos para onde estamos indo.
Talvez o destino não esteja à frente.
Talvez ele esteja escondido naquilo que repetimos sem perceber.
Nos encontros que evitamos. Nas pessoas que nos despertam. Nas portas que se fecham. Nas perdas que nos obrigam a abandonar versões antigas de nós mesmos.
O buscador aprende, depois de muito caminhar, que nem tudo o que parece desvio é afastamento.
Às vezes, perder o caminho conhecido é a única maneira de encontrar aquilo que sempre nos encontrou em silêncio.
Existe uma inteligência misteriosa nos ciclos que insistem em retornar.
A vida repete a lição até que a consciência pare de chamar destino aquilo que ainda é escolha inconsciente.
E talvez seja exatamente nesse ponto que algo desperta.
Quando percebemos que não estamos apenas caminhando por uma estrada.
A estrada também está caminhando através de nós.
Há decisões que tomamos com a mente, mas existem outras que parecem nascer de um lugar mais profundo um lugar sem nome, anterior às palavras, onde a alma talvez reconheça aquilo que o pensamento ainda não consegue compreender.
Por isso, nem sempre saber para onde ir é sabedoria.
Às vezes, sabedoria é perceber o que dentro de você está conduzindo seus passos.
Porque aquele que busca apenas chegar pode atravessar a vida inteira sem perceber quem está caminhando.
Mas aquele que silencia e observa começa a enxergar os sinais.
E então entende:
Talvez eu não esteja perdido.
Talvez eu esteja sendo desconstruído da pessoa que precisava acreditar que sabia o caminho.
E, no momento em que deixamos de exigir respostas para todas as perguntas, algo invisível começa a se revelar.
Não como certeza.
Mas como presença.
E somente quem já se perdeu dentro de si compreenderá que existem caminhos que não levam a lugares.
Levam a despertares.
E talvez você já esteja exatamente onde precisava estar...
Mesmo sem saber.
Quem hoje tenta puxar o seu tapete amanhã não terá coragem de olhar nos seus olhos quando a sua riqueza for tão gigante que o mundo inteiro precise aplaudir em silêncio.
Não revide os golpes de quem quis te parar: deixe a vida mostrar o seu valor enquanto você cresce tanto que o seu sucesso silencia qualquer crítica.
“Toda sociedade revela sua concepção de justiça pelo modo como protege a vida de quem não possui poder para protegê-la sozinho.”
