Nao me Peca pra te Esquecer
A dúvida não destrói necessariamente a justiça; às vezes impede que a convicção se transforme em fanatismo.
A felicidade não deveria ser submetida à lógica da acumulação infinita, pois nenhum patrimônio consegue preencher um desejo que desconhece seu próprio limite.
A verdadeira liberdade não depende da eliminação dos acontecimentos externos, mas da capacidade de não entregar a eles o governo absoluto da própria razão.
A tranquilidade não é ausência de problemas, mas redução consciente daqueles desejos que transformam problemas ordinários em tormentos permanentes.
Uma ordem racional não precisa ser inteiramente compreendida para existir, mas precisa ser suficientemente investigada para que sua autoridade não seja confundida com superstição.
A dignidade não depende de controlar o mundo, mas de conservar algum governo sobre si mesmo quando o mundo deixa de obedecer.
O homem não escolhe todas as circunstâncias de sua existência, mas pode responder racionalmente àquilo que delas decorre.
Uma sociedade madura não é aquela que elimina o conflito, mas aquela que desenvolve mecanismos racionais para absorvê-lo sem destruir sua própria estrutura.
Uma instituição coerente precisa ser julgada não apenas por suas intenções, mas pelas consequências lógicas de suas próprias regras.
O argumento mais forte disponível não é necessariamente uma demonstração definitiva, mas pode ser suficiente para orientar uma decisão prudente.
Pensar criticamente não significa negar tudo, mas recusar-se a aceitar qualquer coisa sem fundamento suficiente.
Toda ordem exterior que não encontre alguma forma de ordem interior permanece estruturalmente incompleta.
A multiplicidade das leis não elimina a necessidade de uma unidade de sentido que lhes dê coerência.
A justiça não termina na distribuição de direitos: ela começa também na pergunta sobre que espécie de existência esses direitos tornam possível.
A razão não deve servir apenas para interpretar o mundo, mas também para estabelecer uma disciplina sobre aquele que o interpreta.
O homem não se torna mais sábio simplesmente porque conhece mais coisas, mas porque aprende a ordenar melhor aquilo que conhece.
